Supremo quer saber se Moro “investigou” Eduardo Cunha

Márcio Falcão
Folha

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, encaminhou um pedido de informações ao juiz Sergio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato na Justiça Federal.

O procedimento é protocolar e vai subsidiar o ministro a avaliar o pedido feito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que questionou no STF atos de Moro. O Supremo ainda não divulgou o teor do despacho de Lewandowski.

Na reclamação, Cunha pediu uma decisão provisória (liminar) para que o processo sobre suposta corrupção na contratação de navios-sonda pela Petrobras seja suspenso na Justiça do Paraná e enviado ao STF. Foi a Moro que o lobista Júlio Camargo citou propina de US$ 5 milhões a Cunha. Camargo, em tese, teria feito a mesma afirmação sobre ele à PGR.

FORO PRIVILEGIADO

O argumento do presidente da Câmara é que o juiz feriu competência do Supremo ao investigá-lo, sendo que a Constituição garante que deputados só pode ser alvo de apuração no STF –o chamado foro privilegiado.

Os advogados dizem que Sergio Moro induziu o lobista a implicar Cunha no caso. O parlamentar já é alvo de investigação no STF por suposta participação no esquema de corrupção na Petrobras.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Cunha vai quebrar a cara, porque o juiz Moro está tomando todas as precauções. Se os inquéritos de Moro tivessem alguma falha, já teriam sido anulados pelo ministros do PT que atuam no Supremo. Não tiveram coragem de anular, porque os procedimentos estão corretos, conforme já admitiu o ministro-relator Teori Zavascki, que até já avisou que não existe impedimento para investigar a presidente Dilma Rousseff, jogando no lixo a tese oportunista do procurador-geral Rodrigo Janot. Na verdade, o juiz Moro jamais abriu investigação sobre Eduardo Cunha, os delatores é que citaram o presidente da Câmara, e toda vez que isso ocorreu, o juiz Moro interrompeu os depoimentos. (C.N.)

 

5 thoughts on “Supremo quer saber se Moro “investigou” Eduardo Cunha

  1. https://www.facebook.com/DeputadoEduardoCunha/posts/797549247028880

    Eduardo Cunha
    8 h · Editado ·
    .
    #‎AVerdadeDosFatos‬
    Cuidado, não acredite em tudo que você lê. Saiba o que está acontecendo de verdade sobre a questão que envolve Eduardo Cunha e Sergio Moro.
    Agora estão publicando notícias dizendo que “Cunha quer tirar Sergio Moro da Lava Jato” ou “Cunha quer derrubar Sergio Moro”.
    Na verdade, o que está ocorrendo é que Eduardo Cunha, por ser um político em pleno exercício de seu cargo, quer que o processo envolvendo Fernando Baiano e Julio Camargo, que estariam supostamente relacionados a ele, fosse transferido para o STF.
    #‎EduardoCunha‬ ‪#‎CamaraIndependente‬ ‪#‎DemocraciaForte‬ ‪#‎CunhaPresidente

  2. O Aloprisio Mercadante deu mais um tiro no pe. O PMDB desembarca do governo na sua reuniao de setembro. O Geddel ja avisou ao Eliseu Padilha.

  3. Bom dia,leitores(as):
    JUSTIÇA ÁS AVESSAS:
    Este é o espírito de justiça do atual ministro-presidente do Supremo Tribunal Federal(STF) Ricardo Lewandowski,em relação á reús humildes,pobres e sem dinheiro,comparem o que ele fez com o PESCADOR abaixo citado e o comportamento dele em relação aos POLÍTICOS envolvidos no chamado escândalo do MENSALÃO,não teve nenhuma cerimônia em CONFRONTAR Á PRÓPRIA JUSTIÇA agindo como verdadeiro ADVOGADO dos mesmos.

    De:Virgilio tamberlini
    Em:junho 25, 2014 6:15 pm

    Prezado José Carlos, sei que não é da pauta, porém se refere aos recursos que estão sendo julgados hoje no STF …(…)… O jornal O Estado de S. Paulo publicou editorial no dia 25/agosto/2012, no qual revela que a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou um pedido de HABEAS CORPUS impetrado por um PESCADOR de Santa Catarina, condenado a um ano e dois meses de detenção por ter pescado 12 camarões, por violação da lei.
    Relator do caso, o ministro Ricardo Lewandowski foi mais rigoroso com o pescador do que com o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), notório réu no processo do mensalão.
    Lewandowski negou o habeas corpus pedido pelo pescador, alegando que a rede por ele usada tinha “malha finíssima”. Assim, o pescador deveria continuar preso.
    Ora, 12 camarões no máximo pesariam 1/2 quilo; no máximo valeriam R$ 10,00 (dez reais). A grana flagrada sendo embolsada por João Paulo Cunha no Valerioduto foi de R$ 50 mil, em apenas uma mensalidade.
    E o impoluto ministro absolveu João Paulo Cunha sob a esfarrapada alegação que todos conhecem…
    A Justiça, no caso do pescador atacado por Lewandowski, foi salva, pois os demais integrantes da 2.ª Turma do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso e Gilmar Mendes, aplicaram ao caso o princípio da insignificância.
    “É evidente a desproporcionalidade da pena aplicada, pois a causa é de crime famélico. É preciso encontrar outros meios de reprimir condutas como a dos autos, em que não parece razoável que se imponha esse tipo de sanção (a pena privativa de liberdade)”, afirmou Gilmar

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