Suspeição sobre urna eletrônica deve ser em todos os níveis

Valmor Stédile

Há quase 20 anos desde que o sistema eletrônico de votação foi implantado, em 1996, o PDT de Leonel Brizola vem denunciando a vulnerabilidade das urnas e até projetos de lei apresentou propondo impressão dos votos para possibilitar auditagens dos resultados eleitorais. Poucos ou quase ninguém, além de técnicos especializados da área ou mesmo acadêmicos e professores da Universidade de Brasília, davam ouvidos à tese de que as urnas eletrônicas são efetivamente inseguras.

Depois de proclamados os resultados, não há previsibilidade de recursos e mesmo os pedidos que forem protocolados morrem no âmbito da própria Justiça Eleitoral, e isto vale para as eleições presidenciais (dois turnos) ou de quaisquer outras (governadores, senadores e deputados). As cúpulas do PSDB sabem disso e foram coniventes endossando esse sistema contra o qual agora se voltam com pretensão direcionada a tumultuar o campo político depreciando a reeleição de Dilma Rousseff. Por quê não falam da reeleição de Geraldo Alckmin e outros?

Se há estudos concluídos por especialistas em informática afirmando que o sistema é falho e uma vez proclamados os resultados, por outro lado, não há previsão legal para recontagem dos votos, que afinal tanto podem ter beneficiado petistas quanto tucanos, assim como favorecido ou prejudicado outras legendas na disputa, seria bem mais coerente rever essas regras impostas, denunciando-as ao mundo! Do contrário, da forma como agem, a coisa não passa do terreno das especulações e do oportunismo político e tudo seguirá como antes.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO artigo de Valmor Stédile é perfeito. O imobilismo da classe política em relação à urna eletrônica é inaceitável. É preciso adaptar o sistema de uma vez por todas, para que se torne invulnerável a fraudes. Do jeito que está, não pode continuar. E desta vez inventaram até a apuração secreta no TSE e no TRE de Minas, mas fica tudo por isso mesmo. Quem se interessa por eleições realmente limpas? (C.N.)

 

10 thoughts on “Suspeição sobre urna eletrônica deve ser em todos os níveis

  1. Que as urnas eletrônicas são vulneráveis , ninguém tem dúvidas, mas a grande diferença não são os cabelos da Gleisi Hoffman, e sim quem tava comandando as apurações, Dias Toffoli, aí sim, quanta diferença.

  2. Que situação estamos.
    Na oposição aqueles que implementaram a ideia. terão moral e coragem de cobrar, denunciar e buscar a correção?
    Na situação, os maiores interessados em mantê-las. Vão mudar para que e para quem?
    E o povo, bem o povão não gosta de discussão. Está esperando a volta de Cristo, a ressurreição de Brizola para salvar a escola pública e o terceiro milagre de Fátima.
    Enquanto isto, nos porões da republiqueta brasiliense/brasileira, duas tubulações: uma levando lama ao povo e a outra levando grana aos espertos.
    E tem um detalhe da urna que ainda não foi abordado. Mas este, estou tentando contato direto com o técnico da USP, professor que levantou uma série de dúvidas, juntamente com sua equipe. Se alguém souber email ou telefone dele, favor informar-me através do nosso chefe maior, Sr, Newton. Se foi possível o que suponho possa ser feito, comprovante de votação será papel higiênico

  3. As urnas eletrônicas, podem funcionar corretamente mesmo sendo vulnerável,
    tudo depende do governo e de quem faz a apuração. No caso dessas eleições,
    não foram os tucanos que fizeram a apuração.

  4. SOL QUADRADO – Não bastasse ter se transformado no alvo principal das investigações da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, a Petrobras agora está na mira das autoridades norte-americanas, que desejam apurar a conduta da companhia nos Estados Unidos. As apurações devem, mais uma vez, causar ENORMES DANOS à imagem da estatal brasileira, que também negocia suas ações na Bolsa de Nova York.

    De acordo com o jornal britânico “Financial Times”, em matéria publicada na edição do último domingo (9), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu investigação criminal contra a estatal. Já a Securities Exchange Commission (SEC) – órgão que regula o mercado de capitais nos Estados Unidos e equivale no Brasil à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – iniciará uma investigação civil contra funcionários da empresa.

    A situação da Petrobras nos Estados Unidos SE DETERIORA com o passar do tempo, pois uma empresa que é vulnerável a interferências políticas, começando por ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO, não pode ter suas ações comercializadas na Bolsa de Nova York, que impõe regras rígidas aos participantes do mercado acionário local.

    A investigação do escândalo conhecido como “Petrolão” poderá arranhar ainda mais a imagem do País e dificultar o acesso de outras empresas brasileiras ao mercado de capitais norte-americano.
    Na segunda-feira (10), o vice-presidente da República, Michel Temer, minimizou a investigação das autoridades dos EUA sobre suspeitas de desvio de recursos na Petrobras. Ele disse que se os EUA abriram a investigação, devem dar continuidade “como o Brasil está fazendo”. “A expressão doa a quem doer é muito correta em relação às investigações que já estão sendo feitas pelo governo federal”, disse Temer.

    É importante destacar que, ao contrário do que disse a presidente Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral, o governo federal tem feito tudo para impedir a investigação do maior escândalo de corrupção da história nacional. A ação da tropa de choque do Palácio do Planalto na CPMI da Petrobras, nesta terça-feira (11), impediu a aprovação de requerimentos, em especial de convocação dos envolvidos no esquema criminoso.

    A posição do governo brasileiro em relação às investigações que já estão em curso nos Estados Unidos é muito delicada, uma vez que para continuar comercializando ações na Bolsa de Nova York a estatal terá de reconhecer as ilegalidades, já explicitadas nas investigações, e submetendo-se, na melhor das hipóteses, a um termo de ajustamento de conduta, como informou um renomado operador do mercado financeiro internacional. Se isso acontecer, ou seja, a petrolífera reconhecendo o esquema de corrupção, O GOVERNO DO PT SERÁ ARRASTADO DE VEZ PARA O OLHO DO FURACÃO, sem direito a desculpas esdrúxulas.

    No caso de negar que o caso de corrupção tenha ocorrido, apesar do cipoal de provas incontestáveis, a Petrobras poderá ser banida da Bolsa de Nova York, o que deixaria a empresa em situação de dificuldade ainda maior. Isso significa que O GOVERNO BRASILEIRO TERÁ DE DECIDIR se salva a Petrobras ou poupa o Partido dos Trabalhadores.

  5. O artigo é literalmente pertinente quanto as suspeitas de FRAUDE cometidas com a sinistra urna eletrônica tão rapidinha ( como o povão gosta ), como de safadinha, pois não dá o recibo do VOTO. imprescindível para que possam ser auditados os resultados.

    Tem mais: tem a benção do divino e poderoso chefão do STE, ministro que esconde a urna até o resultado final e não aceita reclamações.

    Finalmente, vale relembrar ditado atribuído a quem sabia muito desse lance:

    ““As pessoas que votam não decidem nada. As pessoas que contam os votos decidem tudo”.
    Josef Stalin

  6. Urna eletrônica no Brasil é o mesmo que urna funerária. O corpo do voto se decompõe, transformando-se em sinais lógicos zeros e uns que se dissolvem com o “delete” apropriado. Assim, do dígito veio e ao dígito voltou. Quanto a alma do voto, esta foi para não se sabe onde, só resta a nossa fé de que entrou no relatório da urna corretamente.
    Todos que pagam contas ficam sabendo que o valor cobrado está correto através do recibo impresso, que depois de conferido pode ir até para o lixo. Quantas vezes a conta de um restaurante vem com engano? Para estas coisas importantes do dia a dia existem os recibos discriminados. Mas o voto? Voto é coisa pouca aqui no Brasil. Um votinho? O meu, o seu, no meio de cem milhões de outros votos.
    Agora, imaginem que um grande banco frauda por dia 3 centavos de cada conta corrente, e possui 15 milhões de correntistas. Por dia o produto do roubo fica em R$ 450 mil reais. Três centavos por dia ninguém presta atenção, pois em um mês ficará sem R$ 0,90 (noventa centavos de real), que não compra um maço de couve velha no mercado . Ninguém liga para noventa centavos por mês, mas o banco com 15 milhões de correntistas, no fim do mês estará com “apenas” 13,5 milhões de reais roubados dos compreensivos clientes. Agora imaginem que sejam cem milhões de correntistas em outro grande banco. Para fazer em apenas um dia algo como um milhão de reais, bastaria se apropriar, neste dia, de um centavo de cada correntista. Um centavo não faz diferença, mesmo em agências bancárias pequenas, daquelas 550.000 espalhadas pelo país. Assim, uma agência com 280 correntistas precisaria contribuir com apenas dois votos, no truncamento e arredondamento após as contas em precisão simples. Por fim, imaginem que estes votos fossem de correntistas inativos, que não movimentaram a conta naquele dia e nem se preocupam em saber seus saldos.

  7. Não se fala da eleição de Geraldo Alckmin, nem de outros, porque não apareceram indícios, evidências e provas, a não ser sobre a eleição presidencial. Questionando a lisura e a legitimidade desta, a presidencial, os há às escâncaras .Simples assim. E, senhor articulista, o PSDB apenas deu atenção a nós todos, inconformados com a ilegítima vitória da gorda senhora, com tantas mentiras, crimes contra a honra, trapaças e fraude, fraude, sim. Apenas isso, senhor articulista. Imagine, apenas imagine, tá?, se a situação tivesse sido inversa. Se Aécio tivesse vencido por essa mixuruca quantidade de votos, e se houvesse aparecido tudo o que apareceu de bandalheira na eleição, o que fariam os senhores, hein, petistas? É bem provável que metade do Brasil já tivesse sido destruída, vandalizada, incendiada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *