Taques disse que Senado elege Renan com ‘silêncio dos covardes’

Erich Decat, Gabriela Guerrero e Andreza Matais (Folha)

Candidato da oposição a presidente do Senado, Pedro Taques (PDT-MT) disse, em seu discurso, que a eleição do favorito Renan Calheiros (PMDB-AL) acontece em meio ao “silêncio dos covardes”.

Taques e os covardes

A declaração foi dada ao final de sua fala nesta sexta-feira (1º), quando houve um momento de breve silêncio.

“Eu peço o voto de cada senador. Peço silêncio aos senhores. Ouçam esse silêncio. Esse silêncio é o silêncio do covarde. É o silêncio de quem tem medo. Sintam esse silêncio. Esse é o silêncio de quem aceita, de quem não resiste. Expresso a vossa excelência, senador Renan Calheiros, meus respeitos pessoais”, afirmou o senador.

No seu discurso, Taques disse também que é um “titular da perda anunciada”. “É como um perdedor que ocupo esta tribuna. Venho como alguém a quem a derrota corteja”, disse o pedetista que tem o apoio de integrantes da oposição e do PSB.

Ele se definiu como um “anticandidato” e defendeu que a Casa não volte a um passado se tornando um “puxadinho do Poder Executivo”.

“Eu, anunciado como perdedor, comprometo-me perante meus pares e perante todo o país a impugnar estes exageros do Poder Executivo. Será que o anunciado vencedor [Renan Calheiros] pode fazer idêntica promessa?”, afirmou Taques.

Sem citar diretamente as denúncias contra Renan apresentadas pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao Supremo Tribunal Federal, disse Taques: “Não temo o próprio passado e portanto, não tenho medo do futuro”.

PECULATO

Segundo o procurador Gurgel, o Renan apresentou notas frias para justificar gastos de sua verba indenizatória, o que comprovaria o desvio dos recursos público e caracterizaria o crime de peculato, cuja pena varia de 2 a 12 anos de prisão.

O episódio, ocorrido em 2007, fez Renan renunciar à presidência do Senado para evitar a cassação.

“O peculato está relacionado à verba de representação, cuja utilização tem que ser comprovada e, no caso, foi comprovada com a utilização de notas frias. Então a apropriação [indevida] desses recursos ficou comprovada”, disse Gurgel, ao sair do STF, após participar da cerimônia de abertura do ano no Poder Judiciário.

 

 

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