Tasso Jereissati perdeu a eleição, e o privilégio do julgamento no Supremo

Helio Fernandes

Em 2001, o Banco do Estado do Ceará, foi considerado falido. De acordo com o Ministério Público, Tasso Jereissati, governador, foi indiciado como responsável, o processo começou na Polícia.

Logo depois, em 2002, se elegeu senador. Quando tomou posse em 2003, passou a ter foro privilegiado, o processo foi para o Supremo. Ficou durante anos “dormindo” nas gavetas ministeriais. Nada surpreendente, é o habitual, que pode ser chamado de “síndrome da autoridade”.

Em 2008, alguém mexeu no processo, Gilmar Mendes ficou assustado, foi a Fortaleza conversar com o senador. Por que não conversaram em Brasília? É que o “foro privilegiado” não atinge as “gravações”, que são rastreadas com a mesma falta de autoridade ou autorização.

(Lembram? Lógico, foi quando roubaram o cordão de ouro do ministro. Hospedado no hotel de luxo do próprio Jereissati, o avião atrasou horas, foi dar uma volta na bela praia. Não sabiam que ele era Ministro do Supremo e l-i-g-a-d-í-s-s-i-m-o a escritórios de grandes advogados).

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PS – O processo ainda não saiu do Supremo. Sairá, mas Jereissati não será prejudicado. Voltando para a “esfera” normal, sem contar todos os recursos, pode ter garantidos mais 10 anos de tramitação.

PS2 – É como um retrato tecnológico da Justiça brasileira: depois de todo esse tempo, o julgamento final, SEM PRIVILÉGIO, será no próprio Supremo Tribunal Federal.

PS3 – De qualquer maneira, Jereissati já disse: “Estou abandonando a vida pública”. O ex-senador não mente. Apesar de tudo o que disse dele o Ministro Joaquim Barbosa. Que mandou arquivar, desairosamente, uma ação da empresa comercial de Jereissati. Que República.

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