Taxa de desemprego cai para 11,2% entre setembro e novembro, mas ainda atinge 11,9 milhões, diz IBGE

Número de pessoas ocupadas no período bateu recorde

Ana Luiza Albuquerque
Folha

A perspectiva de melhora nas vendas de Natal e a preparação para as férias de verão elevaram as contratações neste final de ano e puxaram a redução do desemprego, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, dia 27 da PNAD do IBGE (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No trimestre encerrado em agosto para o trimestre encerrado em novembro, a taxa de desemprego caiu de 11,8% para 11,2%. O resultado é levemente menor que o projetado pelo mercado. A estimativa dos analistas consultados pela agência Bloomberg era uma taxa de 11,4%. Há um ano, a taxa era de 11,6%.

BLACK FRIDAY E NATAL – Das 785 vagas criadas no período, quase 70% estão associadas ao movimento de final de ano. A pesquisa mostra que 338 mil postos foram gerados pelo comércio para atender duas datas importantes no calendário do setor, a Black Friday, em novembro, e o Natal, em dezembro.

Outras 204 mil vagas foram abertas nos setores de alojamento e alimentação, segmento de hotéis, bares e restaurantes que se organiza para atender as férias de verão. De maneira mais estrutural, 180 mil vagas foram abertas na construção, setor que esboça recuperação mais consistente desde o início do segundo semestre do ano.

REAÇÃO – Na avaliação dos técnicos do IBGE, a volta das contratação de final de ano, ainda que em sua maioria seja de vagas temporárias, próprias do período, é um elemento positivo na recuperação da economia como um todo e do emprego em particular. A volta da sazonalidade indica especialmente que o comércio está reagindo.

Em 2015 e 2016, apontam os dados do IBGE, a economia não tinha forças para gerar nem vagas temporárias no final do ano. Ainda assim, 11,9 milhões de pessoas continuam sem ocupação. O número indica queda de 5,6% em relação ao trimestre anterior, maior recuo na comparação trimestral desde 2013. Em comparação ao mesmo período do ano passado, a redução foi de 2,5%.

CONTA PRÓPRIA – Já o número de trabalhadores por conta própria chegou a 24,6 milhões e cresceu 1,2% frente ao trimestre anterior e 3,6% em relação ao mesmo período de 2018. É o maior número desde janeiro de 2012, início da série histórica.

O número de empregados com carteira assinada chegou a 33,4 milhões e cresceu 1,1% em relação ao trimestre anterior (378 mil pessoas) e 1,6% em comparação com o ano passado. Das 378.000 pessoas que tiveram a carteira assinada no último trimestre, 240.000 trabalham no comércio. Existe a possibilidade de que esse aumento no comércio esteja ligado a contratações temporárias de fim de ano.

RECORDE – A população ocupada também bateu recorde, atingindo 94,4 milhões. Houve um aumento de 0,8% em relação ao trimestre anterior e 1,6% em relação ao mesmo período de 2018. No ano, o aumento da população ocupada foi por conta, principalmente, da indústria (2,7%) e do setor de transporte, armazenagem e correio (5,3%).

A agricultura foi o único setor que não contribuiu para a expansão da ocupação, com uma queda de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A população ocupada informal expandiu 0,2% em relação ao trimestre anterior, com a entrada de 71 mil pessoas na informalidade. Ao mesmo tempo, também na comparação trimestral, 785.000 pessoas conseguiram um emprego, formal ou informal.

7 thoughts on “Taxa de desemprego cai para 11,2% entre setembro e novembro, mas ainda atinge 11,9 milhões, diz IBGE

    • Depois de 30 anos expandindo a Despesa Pública, via aumento da Carga Tributária, Déficit Fiscais e Endividamento Público, chegamos no limite no Governo DILMA ROUSSEFF (2016), Depressão Econômica de quase 10% do PIB, e de lá para cá vimos num esforço de Redução do Déficit Fiscal e contenção da Dívida Pública, para recuperarmos a CONFIÂNÇA do Mercado.
      O Gov. TEMER/MEIRELLES fez um bom trabalho seguido do atual Governo BOLSONARO/MOURÃO, que segue no Rumo de:
      Reduzir o Gasto do Estado e ativar a Produção da Iniciativa Privada com a recuperação da CONFIANÇA.
      O crescimento será lento no início mas sustentável e com tendência a acelerar.
      Em Dez/ 2019 estamos na seguinte situação em Números redondos:

      População Economicamente Ativa……100 Milhões.

      Empregados c Cart. Trab. Assinadas…..34 Milhões.i
      Conta-Propistas……………………….25 Milhões
      Func. Públicos Fed, Est. Munic 12,5 Milhões.
      Desempregados…………………..11,5 Milhões
      Desalentados……………………….. 5.0 Milhões
      Informalidade………………………..12 Milhões

      Total PEA……………………………100 Milhões
      Capacidade Instalada Ociosa………40%

      Estamos no caminho certo embora seja muito difícil especialmente para os DESEMPREGADOS.

      A outra alternativa proposta pela Oposição é ativar a Economia via Emissões o que redunda em empurrar os problemas com a barriga e num voo de galinha, como se fez muito no passado.
      O pior já passou e embora ainda estejamos em situação difícil as coisas melhorarão no futuro.

      Abração a Todos, especialmente ao Sr. FRANCISCO VIEIRA – Brasília; DF.

      • “Os gastos com pagamentos de juros da dívida pública ficaram abaixo de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) pela primeira vez desde outubro de 2014.

        De acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central, essa despesa atingiu 4,96% do PIB nos últimos 12 meses encerrados em agosto.

        Mesmo com a trajetória declinante dessa rubrica, a dívida bruta do governo geral voltou a subir e chegou a 79,8% do PIB, a maior da série do Banco Central, iniciada em dezembro de 2006. A equipe econômica considera preocupante nível de dívida acima dos 80% do PIB e tem sempre alertado para o fato de que o país tem um dos maiores níveis de endividamento entre as economias emergentes, o que reduziria o potencial de crescimento do país. Nas estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a média da dívida bruta dos emergentes deve ficar em 53,4% do PIB neste ano.

        O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, informou que a queda na conta de juros reflete o saldo positivo do BC nas operações de swap cambial, a queda da taxa Selic e também o recuo da inflação em 12 meses. Particularmente no mês de agosto, a conta de juros deu um “salto”, passando de R$ 27,5 bilhões em julho para R$ 50,197 bilhões. O movimento foi atribuído a perdas de R$ 24,5 bilhões com operações de swap, devido à desvalorização cambial de 9,9%. Porém, no acumulado do ano e em 12 meses, há queda. De janeiro a agosto, a carga de juros foi de R$ 258,8 bilhões ou 5,49% do PIB, ante 5,55% do PIB em igual período de 2018. “Temos uma gradual redução, tanto do [déficit] primário quanto da conta de juros”, comentou Rocha. Em agosto, o déficit primário registrado pelo setor público foi de R$ 13,5 bilhões, menor do que os R$ 16,9 bilhões obtidos em agosto de 2018.

        No acumulado de janeiro a agosto, o déficit é de R$ 21,95 bilhões, o menor para o período desde 2016. A melhora no resultado primário se concentra no governo federal, que registrou superávit de R$ 14,8 bilhões em agosto. O desempenho foi anulado com folga pelo déficit de R$ 16,1 bilhões na Previdência, o pior resultado da série para meses de agosto. Os governos regionais terminaram o mês com superávit de R$ 2,68 bilhões. Um desempenho ainda positivo, mas menor que o visto há um ano.

        A melhora dos resultados não impediu a dívida bruta de encostar no limiar de alerta da equipe econômica. Três fatores principais contribuíram para isso, segundo Rocha: os déficits “persistentes”, ainda que em queda, registrados nas contas do governo, a emissão de dívida para rolagem dos juros e cobertura do saldo primário negativo e o impacto da desvalorização cambial, que fez subir a dívida externa.
        Por outro lado, a desvalorização cambial ajudou a reduzir a dívida líquida (que inclui os ativos do governo, principalmente as reservas internacionais). Ela atingiu R$ 3,86 trilhões, ou 54,8% do PIB em agosto, queda de 0,9 ponto percentual em relação a julho de 2019.”
        (Valor Econômico,01/10/2019)

        PS: Se os governos anteriores, os “entendidos” de economia, não tivessem deixado a dívida pública ACIMA de 80% do PIB, ao usarem o voo de galinha como solução, e contribuído para que ela engolisse o Brasil e os brasileiros…

        Abraços.

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