TCU identifica risco nas obras para Copa de 2014

Pedro do Coutto

Em seu relatrio sobre as contas do governo federal relativas a 2010 e a respeito do desempenho da economia e da administrao brasileira, o Tribunal de Contas da Unio identificou a existncia de riscos de as obras para a Copa de 2014 no estarem concludas no prazo previsto. O texto integral do trabalho est publicado no Dirio Oficial de 3 de junho e a matria, aprovada por unanimidade, teve base em parecer do ministro Aroldo Cedraz.

Ao proceder a um levantamento de possveis riscos associados ao evento assinalou Cadraz o Tribunal verificou a ausncia de informaes objetivas e o desconhecimento de obstculos que limitam o andamento normal das obras. Constatou-se que algumas sedes correm o perigo de terem estdios ociosos aps a Copa.

Alm desse dado que, na realidade, destaca falta de planejamento lgico e adequado, o TCU observou que no que se refere aos aeroportos surgiu a dvida de que a capacidade operacional da Infraero no seja suficiente para executar os investimentos programados. Consequentemente poder no viabilizar a concluso das obras no tempo oportuno. Vejam os leitores digo eu quanto pesa a fora da inrcia. Tudo entre ns fica para a ltima hora.

E isso, a e que est, pelo menos funciona para duplicar ou triplicar os custos. Temos os exemplos dos Jogos Panamericanos e da Cidade da Msica. Soluo tima para as empresas empreiteiras e alguns grupos. Pssima para o errio pblico.

A Copa depende tambm da mobilidade urbana, ou seja, em linguagem mais clara, dos sistemas de transporte rodovirio e ferrovirio, vale acentuar.
Neste setor assinalou Aroldo Cedraz constatou-se que at o final de abril do ano passado nenhuma obra havia sido contratada. Assim existe o risco de que os financiamentos liberados tenham sido com base apenas em projetos conceituais, com algum nvel de detalhamento, mas que no podem ser caracterizados como bsicos nos termos da legislao brasileira.

O relatrio do Tribunal de Contas acredito deve servir de alerta para a presidente Dilma Roussef no sentido que confie menos nas informaes douradas sempre conduzidas mesa dos governantes e se envolva mais diretamente na questo. Isso porque, quanto maior for a distncia entre o poder e seus braos executivos, menor ser a eficincia, mais caras as obras, mais lentas se tornam. Juscelino Kubitschek estava sempre presente em todas. Os resultados foram os melhores possveis. Um exemplo bem mo e ao pensamento da presidente da Repblica.

Outro ponto do relatrio. O TCU revelou que o crescimento do PIB no ano passado alcanou a cifra de 7,5%. Como pela lei em vigor, o salrio mnimo de 2012 ser reajustado base da soma do PIB de 2010 com a taxa inflacionria a ser registrada em 2011, se a data marcada fosse hoje, o aumento nominal seria 14% sobre os atuais 545. PIB de 7,5 mais o ndice inflacionrio de 6,5%.

Um terceiro enfoque, este esclarecendo a situao da Previdncia Social, sem considerar, claro, a incidncia da tradicional corrupo no INSS e a dvida das empresas, no montante de 162 bilhes de reais, e que se eterniza por uma omisso comprometedora. O setor urbano conclui Aroldo Cedraz apresentou no ano passado um supervit de 7,8 bilhes. O setor rural, entretanto, apresentou um dficit de 50,7 bilhes de reais. Qual a razo de tal diferena? Pergunto eu. A resposta no deve ser difcil.

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