Temer achou uma dupla altamente “confiável” para reformar a Previdência

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Marun, presidente, o mais fiel amigo de Cunha

Bernardo Mello Franco
Folha

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) não se incomoda em fazer o papel de vilão. No ano passado, o peemedebista se notabilizou como o último defensor de Eduardo Cunha. Enquanto dezenas de aliados saíam de fininho, ele permaneceu até o fim ao lado do correntista suíço. A relação sobreviveu à derrocada de Cunha. Em dezembro, Marun foi visitá-lo na cadeia. Na volta, tentou espetar a conta no contribuinte. Chegou a receber reembolso de R$ 1.242,62, mas foi obrigado a devolver a verba gasta de forma irregular.

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Artur Maia, relator, foi citado pela Odebrecht

O deputado Arthur Maia (PPS-BA) não tem medo de protestos. Em 2015, foi relator do projeto que elimina restrições à terceirização do trabalho. Quando o texto começou a ser criticado, ele deixou claro que desprezava opiniões divergentes. “Dei muita risada”, disse, ao ser questionado sobre uma manifestação na avenida Paulista.

CODINOME “TUCA” – Maia se projetou como líder do Solidariedade, o partido do notório Paulinho da Força. Depois migrou para o PPS, que tem dois ministérios no governo Temer. O deputado atende pelo apelido de “Tuca” na planilha da Odebrecht. Segundo o delator Cláudio Melo Filho, ele pedia dinheiro por “ser baiano e possuir confiabilidade dentro da empresa”.

Aos olhos do Planalto, Marun e Maia são aliados confiáveis. Os dois foram escolhidos presidente e relator da comissão da reforma da Previdência. Vão comandar a tramitação da proposta, que é altamente impopular e dificultará a aposentadoria de milhões de brasileiros.

REGIMENTO PROÍBE – Nesta quinta-feira (dia 9), a oposição criticou a dupla e tentou afastar Maia do posto de relator. O regimento da Câmara proíbe os deputados de relatar projetos que interessem a seus financiadores de campanha. Em 2014, Maia recebeu R$ 1,2 milhão de bancos e seguradoras, que esperam lucrar muito mais com a reforma.

O governo acionou o rolo compressor e manteve o aliado no cargo. O presidente Marun prometeu aprovar a proposta “o mais rápido possível”, como deseja o Planalto.

9 thoughts on “Temer achou uma dupla altamente “confiável” para reformar a Previdência

  1. Inicialmente estava escalado um Deputado Federal, MUITO LIGADO AO SENHOR ELISEU PADILHA, mas cometeu um erro fatal ao chamar os trabalhadores brasileiros de vagabundos em discurdo na tribuna na Câmara Federal, o que o fez perder a condução dos trabalhos, criando assim dificuldades para o Senhor Eliseu.

  2. “Jornal O Globo
    POLÍTICA
    A vez de Picciani
    12/02/2017 – 07h14
    Lauro Jardim,
    Jonas Lopes, ex-presidente do TCE, e o seu filho, Jonas Neto, estão em pleno processo de delação premiada.
    O troféu maior que entregam — com riqueza de detalhes — é o poderoso chefão do PMDB fluminense, Jorge Picciani. Além, é claro, de todos os seus colegas de TCE, com uma solitária exceção (Fonte)”.

  3. O projeto já está pronto, eles irão fazer um teatro, muda uma coisa já negociada e pronto. Aprontaram e aprontaram agora a culpa é da previdência. Procurem a Auditora Maria Lucia Fatorelli e terão uma lição e previdência, também procurem Ciro Gomes.

  4. Temer, o Amoral.Aos chefes dos comandos das F.Armadas: Almirante Barroso, na Guerra do Paraguai à: tropa: O Brasil espera que cada um cumpra seu DEVER, O Temer está destruindo o Brasil, transformou Brasília, em sede de quadrilhas, que estão infelicitando 220 milhões, piores que os quadrilheiros da bala, que alcançam um milhar.
    Que Deus nos ajude.

  5. O cinismo está estampado na cara destes políticos que insistem que a previdência social é deficitária, já está provado que o governo não faz o que deveria fazer, cobrar dos sonegadores, ele próprio sendo o principal devedor, as desonerações fiscais, os desvios de recursos da previdência social, são bilhões de reais que são desviados, é um absurdo.

  6. Marun é um dos muitos deputados que recebiam grana de Cunha. Ninguém vai “adorar” Cunha pelos lindos olhos dele. O bicho é tão feio que tem o apelido de “carangueijo”. Tem mais: Ainda continuam a receber um jeton todo mês a mando de Cunha. Cunha se deu o luxo de financiar a criação de quatro partidos para o “baixo clero”. Para legalizar o partido custava 500 paus. Fora a propina para que deputados mudassem para o novo partido. Por último: Só descobriram 10% do dinheiro surrupiado por Cunha. Ainda faltam as contas de Israel, Macau, Coreia do Sul e Hongkong. Se não tiver mais em outros países do leste europeu. “Nunca mais vai aparecer um político da periculosidade mental de CUnha”. Nunca Mais!

  7. O comentado por Antônio Santos Aquino, demonstrando que sabe das coisas, só reafirma o fato de que essas celebridades politicas já deveriam estar varrendo celas em Curitiba.

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