Temer pode acabar elegendo Bolsonaro ou desmoralizando as Forças Armadas

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Charge do Latuff ( Reproduzida do Brasil de Fato)

Carlos Newton

Desde que assumiu interinamente a Presidência, em maio de 2016, a maior preocupação de Temer foi escapar da Justiça e permanecer no Planalto. Deixou o governo a cargo de Henrique Meirelles, que conduziu a equipe econômica, e da dupla Eliseu Padilha e Moreira Franco, que se encarregou da administração. O próprio Temer praticamente jamais tomou a frente de nada. Só atuou ativamente quando teve de rejeitar na Câmara os pedidos de abertura de processos contra ele, que significariam seu afastamento do poder por 180 dias. E seguiu assim na flauta, delegando o máximo de poderes, porque ninguém é de ferro, como diria o poeta Ascenso Ferreira.

Esta nova greve dos caminhoneiros e transportadores já está no final, mas deixará graves sequelas, com pesados prejuízos à economia e à arrecadação de impostos. E o pior é que vem aí, a partir desta quarta-feira, dia 30, a paralisação dos petroleiros, que pode causar nova crise de desabastecimento, uma em cima da outra, e tudo por causa da política suicida de aumentos diários de preços, adotada pelo genial/bestial Pedro Parente.

GOVERNO IMÓVEL – A greve dos petroleiros é perversa e antissocial, porque seu início vai coincidir com o encerramento do movimento dos caminhoneiros e transportadores. Se for bem sucedida, vai levar o país à lona, porque as pessoas não estão conseguindo chegar ao trabalho, a produção vai parando, os prejuízos se acumulam rapidamente.

Como jamais sabe o que fazer, o ainda presidente Michel Temer terá de recorrer mais uma vez aos militares, que ainda nem resolveram as missões anteriores, porque a criminalidade continua dominando os guetos do Rio de Janeiro e os caminhoneiros demonstraram claramente que não têm medo dos militares, até porque esperavam ser apoiados por eles. Mas as Forças Armadas não podem se solidarizar com os grevistas, porque se trata-se de uma questão muito problemática, de segurança nacional.

DAS DUAS, UMA –  Ao recorrer aos militares e demonstrar fraqueza absoluta, o governo Temer pode estar ajudando muito a eleição de Bolsonaro, cuja vitória no segundo turno até agora é considerada dificílima. Como assinalou na Folha o analista Jânio de Freitas, com a crise causada pelos caminhoneiros e a inoperância do governo civil, certamente muito eleitores concluirão que pode ser melhor entregar o poder aos militares, através da candidatura de Bolsonaro.

Esta é uma das hipóteses. A outra é a possibilidade de as novas  intervenções militares não serem bem sucedidas, como está acontecendo na greve dos transportes e na questão da segurança pública no Rio de Janeiro, o que ajudaria a desmoralizar o prestígio das Forças Armadas.

Quanto ao causador disso tudo, o engenheiro Pedro Parente, é impressionante que tenha considerado normal a política de remarcar diariamente o preço dos combustíveis, em época de inflação baixa. Sua irresponsabilidade, portanto, chegou a ser incrível, Porém, mais inacreditável ainda é que não tenha sido demitido.

17 thoughts on “Temer pode acabar elegendo Bolsonaro ou desmoralizando as Forças Armadas

  1. Parente nega saída do comando da Petrobras


    salvar
    Economia 25.05.18 19:44
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    Bombardeado em várias frentes, Pedro Parente divulgou nota em que nega sua saída da presidência da Petrobras.

    “A Petrobras, em relação às notícias veiculadas na imprensa, informa que o presidente Pedro Parente nega qualquer intenção de pedir demissão e permanece no cargo de presidente da companhia”, diz o comunicado da estatal.

    Clique aqui para ler a reportagem de Filipe Coutinho, em Crusoé, sobre a sociedade entre o Presidente da Petrobras Pedro Parente e o presidente do Banco Norte – Americano do JP Morgan, banco que recebeu R$ 2 bilhões antecipados da Petrobras que só venceriam em 2022.

    • A negação é sempre o primeiro estagio, depois vem a aceitação e a confirmação.
      Em se tratando de Petrobras isso é a regra, vide todos os corruptos que negaram veementemente e depois fizera confissão em troca de benesses.

  2. A reportagem está corretíssima. Só os militares podem colocar o Brasil nos trilhos. Os políticos estão desmoralizados e ninguém mais acredita neles. Falta de credibilidade, corrupção, injustiças, falta de segurança jurídica,, supremo vergonhoso, desorganizaçãoa em todos os setores, virou bagunça geral. O Brasil precisa de tutela ou não chegamos as eleições.

  3. Tudo leva a crer que os militares também saem desacreditados dessa paralisação. Pouco se viu de sua intervenção a partir do comando central em Brasília.

    • Uai, que que os militares tem haver com toda essa merda provocada pelo governo ci – vil, eles são apenas milicos, só sabem marchar os socialistas é que sabem governar e nos levaram a isso.
      Não satisfeitos com as merdas, querem desacreditar o ultimo bastião de esperança do povo, criar o caos, mas caso isso ocorra não serão esquecido vão ser casados encontrados como lesa-pátria que são.

  4. Milico não é diplomata, muito menos negociador de problemas administrativos, portanto é um engano monumental achar que possam limpar a lambança feita pelos políticos.
    A coisa só seria resolvida pelos militares, se fosse a moda deles, ou seja, para aquilo que foram treinados, fazer a coisa andar, na marra, de arma em punho.
    Com blá blá blá, esqueçam, tanto faz ser milico ou outro qualquer negociador, nada conseguirão, os grevistas sabem que não correm riscos de sofrer violências.
    Os caminhoneiros estão resolvendo os seus problemas, as custas da criação de dificuldades a todos os brasileiros, principalmente o setor de produção primaria, como a agricultura, que logo terão que ir para rua também, porque os prejuízos estão sendo enormes.

  5. Cobrar resultados da intervenção militar no Rio de Janeiro é uma piada. Consta que até agora não receberam um tostão da verba destinada para esse fim. Efeito placebo é questionável. Ou racha de vez ou “tudo fica como antes no quartel de abrantes”.

  6. Com certeza os políticos vão conseguir fazer as duas coisas, eleger Bolsonaro e desmoralizar às Forças Armadas.

    Depois, com o já Bolsonaro eleito, ficando este STF e a cultura política tendo todas as condições de continuar, o povo vai ter mais uma decepção, passando a acreditar cada vez mais no poder paralelo.

    Então vamos nos transformar em uma Síria ou Afeganistão.

  7. Com o atual comandante do exército não há intervenção nem intimidação. A corrupção continua solta: bandidos agem livremente, o Beiçola continua afrontando os brasileiros, o Energúmeno NineFinger preso mas com regalias e muita esperança de ser de novo presidente, um mandatário corrupto cercado de canalhas por todos os lados, uma louca desvairada solta pela aí com direito a assessores e chauffeur, e um povo adicto a samba e novelas.

  8. Falta projeto ao país.
    Falta sociedade organizada.
    Faltam instituições sérias. Faltam pessoas sérias a frente e nos fundos das instituições. Falta capacidade mental a maior parte dos “cidadãos brasileiros”.
    Falta vontade de fazer as coisas darem certo! Falta nacionalismo, ética, moral.

    A coisa terá de “pegar” no tranco, no empurrão, na porrada.

    Quem ainda acreditar em outra fórmula, só restam duas sugestões: troque de país ou procure um especialista em troca de cérebro.

    Só um maluco, sem grandes qualidades e com energia descomunal para colocar o país nos trilhos ou no desvio total. Quem é ele? Para a maioria é Bolsonaro.

    Fallavena

  9. …”Temer chamou o Exército para desbloquear as estradas e fazer mais o que fosse necessário. Villas Bôas fingiu ouvir.

    Helicópteros do Exército sobrevoaram estradas, pequenos contingentes de tropas apareceram aqui e acolá, e foi só.

    Os militares da ativa se recusam a fazer o trabalho sujo que os políticos querem jogar no seu colo.

    Os de pijama até que topariam fazer – mas cadê tropas para isso? Disparam nas redes sociais e depois vão jogar dominó.

    Quem pariu Mateus que o embale. Lula, Dilma, Temer não foram paridos na caserna.

    Bolsonaro é coisa do baixo clero de farda. General não bate continência para capitão. Jamais para um suspeito de traição.”

    Noblat – VEJA

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