Temer quer evitar desgastes no governo que atrapalhem reforma da Previdência

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Charge do Mário (Blog Angelim)

Alessandra Azevedo e
Rodolfo Costa
Correio Braziliense

O presidente Michel Temer corre contra o tempo para solucionar todas as pendências e aliviar a pressão sobre o governo. Sem ainda ter os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, o chefe do Executivo se preocupa em estabelecer as próximas estratégias a fim de garantir quórum para assegurar a admissibilidade da proposta que atualiza as regras para aposentadoria. 

REGRA DE OURO – Desafios não faltam. Preocupado com as divergências entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e Meirelles em torno da “regra de ouro” — que impede que o governo faça dívidas para pagar despesas correntes — , que poderiam provocar desgastes na aprovação da reforma da Previdência, Temer tomou a frente e chamou a responsabilidade para si ao pedir que Meirelles e Dyogo assegurassem que o governo desistiu de flexibilizar o dispositivo constitucional. Com a postura adotada, não apenas evitou o conflito de egos entre o chefe da Fazenda e Maia, que pleiteiam o posto de candidato do governo às eleições, como também reforçou a imprescindibilidade da aprovação da reforma da Previdência.

Interlocutores de Temer afirmam que o presidente temia que a flexibilização da “regra de ouro” passasse aos mercados e aos próprios parlamentares a sinalização de que a reforma não é mais tão necessária. “E definitivamente não é isso o que ele quer. A reforma é importante para reforçar a recuperação dos investimentos e a geração de empregos”, sustentou um interlocutor. O crescimento econômico, por sinal, é um trunfo que o governo pretende adotar para as eleições. Desatado o nó em torno da “regra de ouro”, o governo, agora, reforçará as articulações com os parlamentares.

REFORMA E REELEIÇÃO – O governo pretende continuar no trabalho de convencimento para não precisar ceder em novas concessões à reforma. Entre os aliados, há quem defenda uma flexibilização nos requisitos para que os servidores públicos que entraram no funcionalismo até dezembro de 2003 possam se aposentar com o último salário e reajustes iguais aos da ativa. Embora os sindicalistas cobrem mais essa atualização no texto, técnicos e auxiliares do Executivo estão otimistas de que não será necessário deixar o texto menos rígido.

Para os próximos dias, o governo também deve promover articulações para pedir que os líderes orientem as bancadas a derrubar o veto de Temer ao programa de refinanciamento de dívidas (Refis) das micro e pequenas empresas.

O veto, publicado oficialmente nesta segunda-feira, no Diário Oficial da União, incomodou o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que promete votá-lo ainda em fevereiro. O presidente receia que eventuais desgastes com os parlamentares afetem a votação da reforma da Previdência.

6 thoughts on “Temer quer evitar desgastes no governo que atrapalhem reforma da Previdência

  1. Temer: – “Reforma da Previdencia ou Morte” …

    Não!
    Temer tem é que cair! do cavalo, do jegue, ou do teto…

    Esse Governo do PMDB e a mesma balela que o do PT, ficam enrolando enquanto tomam o pais de assalto!
    O que fazem, na surdina, Maggi, Kassab e o resto da corja, que a mídia não esta mostrando?

    E facil colocar uma cueca velha (Bozónagua), uma meia-cueca (a filha do mensalão), um Monte (Maia) de Merda (Meirelles), etc., na capa do noticiário, enquanto a tropa do vampiro desmonta o Brasil…

    A esta altura do campeonato os doidos que pregavam “deixe o Temer trabalhar” já devem ter acordado…
    Hora de meter a vara e a vassoura nesses ratos!

    • Pra ele cair depende dela, mas ela não quer !

      Raquel Dodge está prevaricando e essa atuação da PGR de Temer é inaceitável !

      Raquel Dodge é a Prevaricadora Geral da República !!!

      Já era pra PGR ter feito a 3ª denúncia contra Temer no caso da MP do porto de Santos faz meses !!!

      Mas Raquel Dodge, a Prevaricadora Geral da República, foi escolhida por Temer justamente pra isso: continuar engavetando essa denúncia !

  2. Enquanto cá aboliram a Lei Áurea lá…

    O mais poderoso sindicato alemão está propondo algo inédito no país: uma redução na jornada semanal de trabalho para 28 horas semanais, distribuídas em quatro dias, sem redução salarial. A jornada atual é de 35 horas, cinco dias na semana.

    A redução seria opcional por um período de dois anos. Depois disso, o profissional retornaria à jornada normal, sem prejuízo de cargo ou salário. O sindicato pede ainda aumento de 6%.

    • Nada como se viver em um país rico. Porém, no outro lado do equador, também se poderia reduzir a jornada para 28 horas para empregar os 15 milhões de desempregados do PT.

  3. Se privatizarmos a merda da Petrobras esa demais empresas de energia, correios e outra aí, nós pagamos essa conta e sobra muita grana.

    Recado para Temer: privatiza tudo que tu será eleito pelo povo que paga essa farra das estatais

    Se tens culhões de brasileiro, vai na frente que nós te daremos retaguarda.
    Mas, se queres dar uma de frouxo, igual aoa jararacalula, estás fudido.

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