Temos de admitir que, sem os EUA, a ONU não existe.

Luiz Claudio Argonauta

Qualquer intervenção militar, ajuda financeira ou mediação política, os Estados Unidos estão à frente, sempre os americanos. Onde há um terremoto, um furação ou qualquer outra tragédia ambiental, os americanos estão à frente na organização da ajuda internacional. Depender de russos ou chineses, por exemplo, é esperar pela morte.

Os EUA são o país que mais faz doações em todo o mundo, disparados. No terremoto recente do Japão, eles enviaram sete navios da Marinha com doações. Na tragédia do Haiti, mandaram muitas toneladas de ajuda e até um navio hospital.

O Brasil, por estar com tropas no país, queria ficar na frente coordenando as doações americanas, sem nem mesmo mandar um único pacote de bolachas ou meio quilo de carne moída para os haitianos.

Há inúmeras ocorrências de solidariedade americana no mundo, até ao inimigo Irã e ao próprio Brasil. Na relação dos principais países doadores do mundo, o primeiro lugar é dos americanos (no ano 2000, foram cerca de 200 bilhões de dólares de pessoas físicas e jurídicas, não do governo), o segundo lugar é da Grã-Bretanha, o Brasil nem aparece entre os médios doadores, nenhum país de maioria muçulmana, China ou Rússia.

Esse é o nosso país, ávido por uma cadeira do Conselho de Segurança da ONU, para julgar os problemas dos outros, sem ao menos cuidar dos seus(que nos digam os 50 mil mortos nas estradas e os outros 50 mil anuais da violência armada). E essa entidade, a ONU, sem os EUA não tem a menor razão de existir. Quem a bancaria?

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