Teori Zavascki volta atrás, revoga soltura dos presos do Lava Jato, mas deixa livre o ex-diretor corrupto da Petrobras

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Deu no Estadão

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, que determinou a soltura dos 12 presos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal,  ficará restrita ao ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, segundo fonte ouvida pelo Broadcast. Os demais investigados, inclusive o doleiro Alberto Youssef, continuarão presos. O STF ainda não confirma a restrição.

O alerta feito ontem pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), teria sido decisivo para suspender o benefício aos demais presos na operação da PF, que investigou crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Moro enviou ofício ao ministro do STF advertindo sobre o risco de fuga de presos, como o doleiro, e solicitando esclarecimentos sobre o alcance da decisão.

Em decisão expedida no domingo (18), Teori havia determinado que todos os 12 presos na operação fossem soltos. As prisões tinham sido determinadas em março pelo juiz Sérgio Moro. Onze pessoas foram presas no Brasil, uma na Espanha e uma está foragida. A decisão de Zavascki atendia a um recursos dos advogados de Paulo Roberto Costa.

“Sendo relevantes os fundamentos da reclamação (de Costa), é de se deferir a liminar pleiteada, até para que esta Suprema Corte, tendo à sua disposição o inteiro teor das investigações promovidas, possa, no exercício de sua competência constitucional, decidir com maior segurança acerca do cabimento ou não do seu desmembramento, bem como sobre a legitimidade ou não dos atos até agora praticados”, disse o Ministro, em decisão liminar provisória.

No pedido de esclarecimentos, Moro ressaltou que parte do grupo é suspeito de envolvimento com outros crimes, como tráfico de drogas. O magistrado alertou que dois investigados têm contas no exterior com valores milionários, o que facilitaria eventual fuga.

11 thoughts on “Teori Zavascki volta atrás, revoga soltura dos presos do Lava Jato, mas deixa livre o ex-diretor corrupto da Petrobras

  1. Ser amigo do Rei ou Rainha, mesmo acusado, com provas policiais, ter as costas quentes, como é bom, nada acontece, mas…fica a pergunta, como fica o STF!?, Não estão todos acusados no Processo “Lavajato!???, como explicar e justificar, o “meia volta” e manter um dos grandes mentores em liberdade!??? RUI Barbosa estou contigo em tua POESIA, e não abro. De Gaulle, lamento não poder te desmentir.

  2. Pelo que estou sabendo, pelos jornais, houve a intervenção do juiz Sérgio Moro sobre a decisão do ministro do STF, que voltou atrás, mantendo a prisão de todos, mas soltando do diretor da Petrobras.
    Destaque-se que o magistrado Fernando Sergio Moro mostra-se coerente com seus conhecimentos sobre a lavagem de dinheiro, fazendo com que o apurado na operação lavajato não se perca indo para o ralo…

  3. Mas o tal Paulo Roberto Costa tem foro privilegiado? Por quê? Até onde eu sei, ele é um executivo da iniciativa privada no momento. Não me consta que tenha direito ao privilégio.

  4. Lembrar aos comentaristas deste blog que o corrupto Paulo Roberto Costa, foi aquele pego destruindo provas. O ministro , que parece tomou uma decisão apresada, precisa está mais atento sobre o que decide.
    Só depois que o magistrado Fernando Sergio Boro, o alertou sobre as consequência voltou atrás.

  5. Não custa lembrar:

    Paulo Roberto Costa, que o ministro Teori Zavascki resolveu manter fora da cadeia, foi preso DESTRUINDO PROVAS. Nunca antes na história deste Supremo, um preso nessas condições foi posto em liberdade.
    Ou Zavascki não sabe direito o que está fazendo, uma hipótese ruim, ou sabe demais, uma hipótese pior.
    (Reinaldo Azevedo)

    (-Quem foi que disse mesmo que só TEMIA juiz de primeira instância?)

  6. Quem acompanha decisões em todas as instâncias sabe, muito bem, que a coisa é complicada. Nas primeiras instâncias decisões são sugeridas por ajudantes de juiz. Não são raros os casos, principalmente com bons advogados, que juízes tem de rever suas decisões. Interessante que, em alguns casos, quando existe alguma dúvida, antes de decidir juízes solicitam esclarecimentos – vide decisão sobre a CPI do senado.
    O juiz é novíssimo na função. Com o tempo irá aprender que “nó em pingo d’água” é mais difícil de ser dado
    Nossa justiça precisa tomar juízo!!!

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