Terrorismo e direito de defesa

Marcelo Knopfelmacher
Blog do Frederico Vasconcelos

O mundo está chocado com os ataques terroristas ocorridos na França durante a última semana. Quatro milhões de pessoas compareceram às ruas de Paris e do interior da França para se manifestar, pugnando pela tolerância e pela liberdade de expressão. Líderes de países ocidentais e orientais, de braços dados, fazem uma corrente de união e de solidariedade, rechaçando a violência e a barbárie.

Há um aspecto, entretanto, que me chama muito a atenção nesse trágico episódio e que – até o presente momento – não vi mencionado em nenhum veículo de comunicação e que diz respeito ao Direito: mesmo aquele apontado como o mais sanguinário terrorista merece o direito à ampla defesa, normalmente exercido por meio de advogado constituído para tanto.

ACUSAÇÃO ERRADA

Nesse terrível episódio ocorrido na França, é importantíssimo registrar que um suspeito teve seu nome relacionado ao ato terrorista de ataque ao jornal Charlie Hebdo.

Contudo, este indivíduo, Hamyd Murad, conseguiu provar que não estava lá, no momento da invasão ao jornal, e tampouco teria participado diretamente daquele ataque.

Esta justamente é a importância do direito à defesa –-que deve ser ampla-– porque esse suspeito, se realmente não tivesse a oportunidade de se defender, já estaria condenado perpetuamente pela imprensa e pela comunidade local e internacional.

Também neste aspecto, que sequer foi mencionado até agora mas que se reveste de altíssimo significado para o Direito, a França se mostra uma sociedade livre e democrática.

Parabéns à França e ao direito de defesa!

3 thoughts on “Terrorismo e direito de defesa

  1. Pode valer para a França, porque aqui quem não tem direito respeitado é o cidadão de bem. Os marginais, de forma geral, estão livres e determinando o que é melhor para aqueles, incentivados por leis imorais, criadas a pretexto de resguardo dos seus “direitos humanos” assegurando-lhes liberdade no exercício de sua nobre “profissão” (assalto, assassinato, vigarice, estelionato, desvios, etc, etc, etc…).

  2. Os mais de 80 estudantes mortos pelo cartel de drogas do Mexico, parece não ter causado tanta indignaçao na populaçao nem nos “eticos” jornalistas do mundo ocidental. Sera que é a força da cocaína?

  3. Na iluminada e democrática França, um jornalista foi preso e esta sendo processado por apologia ao terroris-
    mo, por ter ridicularizado a manifestação de domingo.
    Pois é! Se fosse a favor, seria enaltecido. Mas como era contra, foi conduzido. Assim funciona a maquina propagandista da velha Europa.
    A tiragem de 3 milhões de exemplares não bastou. Agora serão 5 milhões. O que não da para entender, são
    aquelas pessoas, de madrugada, sob frio congelante, em fila para comprar uma porcaria daquelas.
    Parece que o PT anda se inspirando nos democratas europeus para fazer política. A favor pode tudo, mas
    ser contra, vira inimigo.

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