“The Washington Post” diz que o Brasil entrou em retrocesso

Deu na Folha

A democracia brasileira vive uma crise e a presidente Dilma Rousseff enfrenta agora o desafio de permanecer no cargo, e tentar governar, pelos próximos três anos e meio, afirma o jornal “The Washington Post”. Em duro editorial, feito em razão da visita de Dilma aos Estados Unidos, iniciada sábado (27), a publicação afirma que o cenário não é fácil para a presidente.

“Ela viu boa parte de seu poder efetivamente esvaziado pelos líderes do Congresso, que diluíram algumas de suas medidas de austeridade”, afirma o jornal, em referência ao ajuste fiscal do governo. Intitulado “Um retrocesso no Brasil”, o texto cita o escândalo de corrupção na Petrobras, com dezenas de executivos e mais de 50 membros do Congresso implicados em um esquema de pagamento de propinas que soma US$ 2 bilhões (R$ 6 bilhões).

“A corrupção na Petrobras foi em grande parte produto das políticas equivocadas de Rousseff, como a tentativa de restringir a companhias brasileiras os fornecedores da estatal”, diz. As críticas à política econômica de Dilma continuam. O jornal afirma que, embora Dilma tenha vencido Aécio Neves, do PSDB, nas últimas eleições presidenciais, alegando que seu oponente “se renderia aos desmandos de banqueiros e do FMI (Fundo Monetário Internacional), ela está impondo as mesmas medidas tipicamente priorizadas pelo Fundo, incluindo cortes nos subsídios para energia.

O “Post” defende que o Brasil precisa de mais do que reformas liberalizantes. O jornal diz que é preciso incentivar o investimento privado no país e também a maior entrada de recursos estrangeiros na economia brasileira. “Sem isso, o futuro do Brasil continuará em suspenso.”

 

3 thoughts on ““The Washington Post” diz que o Brasil entrou em retrocesso

  1. Chamar de “escândalo” os 6 bilhões das propinas é coisa pra inglês ver…
    Se as investigações afundarem no quantum que estes 6 bi de propinas permitiram de “sobrepreço nas licitações”, tudo acertadinho, propinadinho, aí sim, a casa da anta cairia no dia seguinte.

    A meu ver, corruptos conservadores cobrariam uns 100 bilhões de sobrepreço, uns 15% do total contratado. Mas corruptos como estes aí, “progressistas”, que sabiam que a mamata iria acabar em breve, ahnn…
    Para estes, como diz a propaganda, não tem preço…
    De repente, não mais que de repente, poderíamos estar falando de 200, 300 e até mais.
    Bilhões ! De sobrepreço ! De 20 a 30% dos contratos.

    Vamos lá Dr. Moro, conto com sua astúcia!
    Examine o assunto e aprofunde sua pesquisa. Confirme meus receios (o que é bem provável) ou dissipe-os, o que considero com chance mínima…
    Não fique só nas propinas, vá principalmente aos sobrepreços, também.

    E pensar que estas construtoras não tiveram seus contratos e concessões suspensos…

  2. “De repente, não mais que de repente, poderíamos estar falando de 200, 300 e até mais.
    Bilhões ! De sobrepreço ! De 20 a 30% dos contratos.”

    Cordioli, você bebeu pinga derrancada, ou, fumou maconha estragada?

Deixe uma resposta para Luiz Antônio Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *