Thomaz Bastos defende seus altíssimos honorários (pagos por Cachoeira) e acusa procurador de retrocesso autoritário.

Carlos Newton

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que atualmente defende o empresário de jogos ilícitos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, não gostou nada da representação apresentada pelo procurador regional da República no Rio Grande do Sul, Manoel Pestana.

O procurador diz que os honorários pagos ao ex-ministro por Cachoeira são de fonte ilícita e envolvem suposta prática de crime de lavagem de dinheiro ou receptação não intencional de recursos de atividades criminosas.

Em nota, Thomaz Bastos, que foi ministro da Justiça durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, argumenta que a representação é um “retrocesso autoritário incompatível com a história democrática do Ministério Público”. Segundo ele, o procurador “confunde deliberadamente” réu e advogado.

Na última terça-feira, o procurador entrou com ação na Procuradoria da República em Goiás contra o ex-ministro. Na representação, Pestana ainda pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Thomaz Bastos e informações ao Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) sobre possíveis movimentações ilegais de dinheiro no exterior.

De acordo com Thomaz Bastos, os honorários recebidos por seu escritório para a defesa de Carlinhos Cachoeira respeitam as leis do país e seguem as diretrizes do Código de Ética da Advocacia.

“O escritório, como qualquer outra empresa, respeita todas as regras impostas pela Receita Federal do Brasil. Causa indignação, portanto, a tentativa leviana de intimidar o advogado para cercear o direito de defesa de um cidadão. Trata-se de lamentável desvio de finalidade”, diz trecho da nota.

Na verdade. Ninguém sabe quanto Thomaz Bastos está levando. Alguns jornais falam em R$ 15 milhões, outros em R$ 12 milhões, algo por aí. É legal, não há dúvida, mas não deixa de ser imoral. Imaginem algum ex-ministro da Justiça de um país decente defendendo um criminoso como Cachoeira… Isso não existe. Mas que país é esse, Francelino?

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