Toffoli adiou a crise entre Lewandowski e Fux, mas ninguém sabe até quando

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Toffoli deixou que Fux desmoralizasse Lewandowski

José Carlos Werneck

Continua repercutindo a decisão do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, que  na noite desta segunda-feira manteve a proibição de Lula conceder entrevistas à Imprensa diretamente da prisão. A medida tomada pelo presidente do STF vale até a decisão definitiva do Plenário da Corte, que tão cedo não examinará essa pauta.

Com decisão de Dias Toffoli, será pacificada a questão, que provocou uma guerra de liminares opondo de um lado o vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, e de outro o ministro Ricardo Lewandowski. Os dois agora estão emparedados, porque o assunto saiu do foco do STF.

A POLÊMICA –  Na manhã desta segunda-feira, Lewandowski comprou a briga com Luiz Fux e reafirmou a autorização para que Lula concedesse entrevistas, permissão que havia sido suspensa por Fux na última sexta-feira. Em meio às controvérsias, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, pediu ao Supremo orientação sobre como proceder no caso, diante de duas decisões diametralmente opostas.

“Diante da solicitação, a fim de dirimir a dúvida no cumprimento de determinação desta Corte, cumpra-se, em toda a sua extensão, a decisão liminar proferida, em 28/9/18, pelo Vice-Presidente da Corte, Ministro Luiz Fux, no exercício da Presidência, nos termos regimentais, até posterior deliberação do plenário”, determinou o ministro Dias Toffoli.

Ainda não há previsão de quando o plenário vai julgar o assunto. E o presidente do Supremo solicitou à Procuradoria-Geral da República um parecer sobre a divergência.

A determinação do ministro Fux, corroborada pelo presidente do tribunal, de impedir Lula de dar conceder entrevistas antes das eleições foi feita a pedido do Partido Novo, que entende que a decisão do ministro Ricardo Lewandowski desrespeita o princípio republicano e coloca em risco a legitimidade das eleições do próximo domingo.

CONVERSA DELICADA – Numa conversa difícil, segundo alguns, Toffoli e Lewandowski discutiram a controvérsia em torno da questão nesta segunda-feira em São Paulo, quando participaram de debate na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo sobre os 30 anos da Constituição da República.

Eles já haviam falado por telefone na noite da última sexta-feira , logo após o ministro Luiz Fux suspender a decisão de Lewandowski. Toffoli buscou um tom conciliador ao tratar do assunto, mas no STF a avaliação é a de que a gestão do ministro, que assumiu a presidência do tribunal no dia 13 de setembro, já está sendo posta à prova na resolução de crises logo em seus primeiros dias.

11 thoughts on “Toffoli adiou a crise entre Lewandowski e Fux, mas ninguém sabe até quando

  1. Alvoroço no galinheiro do STF.

    Briguinha de comadres pra enganar trouxas.

    Fux, o heroizinho da vez da manada de trouxas, foi nomeado por Dilma e graças a uma decisão dele de 2014, o auxílio moradia foi estendido a praticamente toda a magistratura brasileira….Em março deste ano, quando finalmente parecia que o STF tomaria uma decisão definitiva sobre o tema, Luiz Fux tirou o auxílio-moradia de pauta…..

    É mais um que só engana trouxas.

    • Vocês petistas só querem levar vantagem. Quando alguém toma uma atitude coerente e contrário a seus desejos,vocês contestam como se fosse primazia suas ações. Chegou a hora de aprender a aceitar os contrários e ficar de Pires mão pra pegar a sobra porque vocês abusaram da bondade alheia.

      • “Fulano desceu o malho no meu heroizinho petista bonzinho do momento, Luiz Fux, que humilhou o petista malvado Lewandowski, que autorizou Lula a dar entrevista; a conclusão é que fulano ó pode ser petista”
        (Assinado: Uma Anta)

  2. -Quando as hienas declaram guerra aos chacais, saem no lucro os animais pacíficos da savana. Para estes, a carnificina é bem maior quando aqueles estão unidos!

    -Portanto, que assim seja e que assim continuem.

  3. Estes onze do STF adoram aparecer na mídia, fazem de tudo para não saírem dos noticiários. Até entendo o desespero e a frustração de Sua Sacrossanta Excelência , o amigo da famiglia do 51 quando teve a sua decisão revogada por outro não menos sacrossanto todo-poderoso ministro. A guerra de vaidades é velha entre os membros do tribunais superiores. Esta guerra ficou evidente a partir da famosa Ação Penal 470 quando o não menos vaidoso Joaquim Barbosa discordava de outro vaidoso, Ricardo Leviandoski. Acompanhava diariamente o circo montado no plenário do STF, aprendi muito do juridiquês, os data vênia recorrentes e até o significado de embargos infringentes e de declaração. A vaidade é o que motiva o trabalho de Suas Sacrossantas Excelências, sentadas em tronos de arrogância, prepotência e injustiça

  4. Quem desrespeita o STF é lesadovisky. Que direito de imprensa nada! o direito de colher entrevista não existe. Existe o direito de expressar opinião. E para quem está preso, certamente há uma limitação penal sobre o direito individual! Parabéns Fux. Dias Tóffoli, em movimento estratégico, já que Bolsonaro irá ganhar em primeiro turno, dá adeus ao padrinho e a corja que o colocou de lá, para se tornar independente. Esperto. Mais esperto ainda é Moro, que soltou a delação do italiano em meio a crise do STF, para calar a boca dos ‘adevogados’ e mostrar para que o pt e seu mestre vieram. Parabéns, Moro!

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