Toffoli nega pedido de Roberto Jefferson para que Moraes seja retirado da relatoria do inquérito das fake news

Para Toffoli, é ‘público e notório’ que Jefferson tentou forçar situação

Fernanda Vivas e Márcio Falcão
G1 / TV Globo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, rejeitou um pedido de suspeição feito pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga notícias fraudulentas e ofensas aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

A suspeição, prevista nas leis processuais, ocorre quando um juiz, por exemplo, é amigo ou inimigo íntimo de uma das partes ou advogados ou tem interesse no julgamento do tema, em favor de qualquer dos envolvidos.

SUSPEIÇÃO – O presidente do PTB – que é investigado no inquérito relatado por Alexandre de Moraes – fez o pedido no dia 2 de julho. Segundo Jefferson, um dos motivos da suspeição seria a ação de dano moral de Moraes contra o político na Justiça de São Paulo. Pedido de suspeição semelhante, feito pela defesa da extremista Sara Giromini, já tinha sido negado em julho por Toffoli.

Ao concluir que o pedido de Roberto Jefferson não procede, Toffoli ressaltou que as leis processuais e as regras internas da Corte apontam que uma pessoa não pode argumentar a suspeição de um juiz se ela mesmo tentou provocá-la.

OFENSAS – “Com efeito, é público e notório que eventual suspeição do Ministro Alexandre de Moraes foi provocada pelo arguente que, logo após sofrer medidas processuais de busca e apreensão no bojo do Inq nº 4.781, em 27/5/2020, propalou ofensas pessoais à Sua Excelência, por meio de entrevistas concedidas a veículos de comunicação de massa”.

O presidente do STF considerou ainda que não há motivo para a suspeição do ministro Alexandre de Moraes porque deve vir do juiz a declaração de amizade ou inimizade contra a parte –e, no caso concreto, não há declarações do relator do inquérito das fake news neste sentido.

10 thoughts on “Toffoli nega pedido de Roberto Jefferson para que Moraes seja retirado da relatoria do inquérito das fake news

  1. Qual é mais lento: a Justiça brasileira, ou o “câncer” de Roberto Jefferson? Se esse alegado câncer não foi apenas uma montagem para servir de atenuante, quando Jefferson estava sendo processado!

  2. Ou Jefferson está marmando alguma ou foi muito “ingênio”, por único motivo: foi Toffoli quem inddicou, sem sorteio, o “cabeludo” para relator.

    Brasília é e será sempre piada pornográfica sequencial.

  3. Cara de pau e arrogância do ex-deputado, pensando(sic) que Toffoli ou qualquer outro ministro do STF, votaria contra a decisão de Alexandre de Moraes, de punir severamente, irresponsáveis e covardes adeptos de notícias falsas. Prepara a cama e o pijama, Jeferson, que o caldo vai ferver para teu lado.

  4. Antes de qualquer revolução, os ideologistas descobriram que é preciso preparar o terreno. Entenderam que é mais eficiente agir quando as mentalidades já estão submetidas às suas propostas, do que ter de lutar contra quem não concorda com seus métodos. Formatar as mentes é, portanto, imprescindível.
    A guerra de dominação, antes das ruas e dos parlamentos, é travada na cabeça das pessoas. É uma guerra psicológica antes de tudo. É um ataque às consciências, submentendo-as a uma inversão da realidade tão intensa, até o ponto que elas passem a aceitar a mentira como verdade, o errado como certo, o grotesco como belo.
    Pelo uso da linguagem, os sodomizadores de consciências mudam os sentidos do que há e fazem com que a própria percepção da realidade seja alterada. Chamam de democratas os que agem como fascistas e de fascistas pessoas comuns; de defensores da liberdade arruaceiros, saqueadores e de criminosos quem apenas querem o direito de trabalhar e expressar suas opiniões. E assim, pela repetição de mentiras, vão subjugando a mente de quem os escuta.
    A partir do momento que as verdades fabricadas tomam seu lugar na cabeça do povo, os revolucionários passam a agir de acordo com elas. Sentem-se com isso autorizados a atacar, mesmo com violência, aqueles que suas narrativas estabeleceram como os inimigos. Passam então a ameaçar senhores e senhoras, agredir trabalhadores e destruir estabelecimentos – tudo justificado pela percepção engendrada de que combatem o mal e a mentira.
    Sustentando as ações violentas e os crimes existe uma parcela da população lobotomizada, que já não tem mais a capacidade de distinguir o bem e o mal e que não consegue ver o crime onde ele se mostra claramente. São esses os justificadores da revolução – gente que teve sua consciência destruída pelos ataques ininterruptos sobre sua mente.
    Entenda que existe uma guerra acontecendo. No entanto, antes dela existir diante de seus olhos, ela está acontecendo dentro de você. Uma guerra na qual sua consciência é o estandarte procurado por um inimigo sem escrúpulos. Uma guerra que tem como missão tornar-lhe estúpido, incapaz de distinguir os aspectos triviais da realidade. Uma guerra que tem como objetivo mitigar sua capacidade de pensar por si mesmo e, com isso, usá-lo como avalizador de todo tipo de crimes e atrocidades. Os homens da capa preta em Brasília não vencerão essa guerra.
    Só os tolos não percebem essa guerra e fica a apoiar essa aberração.
    Acorda Brasil.

    • Cidadão brasileiro … o comandante escreve bem … a Cidadã explica muito bem o que seja o nosso Estado Democrático de Direito … não há necessidade de muita filosofia para se entender que a Constituição não permite partido que não resguarde o regime democrático, como é promulgado nela, sob a Proteção de Deus.

      Será Censura ou atentado a liberdade de expressão???

      sds.

    • Parabéns, Cidadão Brasileiro!
      Você esboça muito bem o estilo Noam Chomsky. Ele é um expert nessas parafernálias inventadas para chipar e neuroprogramar cabeças de vento!

  5. Bob Jeff só está fazendo o que mais gosta, cinema, encenando e mais nada. Esta briga com o Fester ele sabe que não vai levar a lugar nenhum, a não ser que o Fester queira dar uma de Fachin, criar um entendimento novo como aquele do “abuso de podere religioso”, coisa que só podia ter saído da cabeça de um gaudério muito louco.

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