Tolerância Zero está dando certo e os homicídios caem 25% no Rio de Janeiro

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Charge do Aroeira (O Dia/RJ)

Carlos Newton

Os dados sobre a queda da criminalidade no Estado do Rio de Janeiro – divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) – revelam que os casos de homicídios dolosos tiveram redução de 25% em abril, na comparação com o mesmo mês em 2018. É o quarto mês seguido de queda.

EM QUEDA – O número de homicídios vem diminuindo. Houve menos 488 ocorrências nos quatro primeiros meses de 2019, na comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, de janeiro a abril deste ano, 2904 armas foram apreendidas em todo o estado, sendo 241 delas fuzis. E outros destaques positivos foram as quedas de 25% nos roubos de carga e de 19% nos roubos de veículos em abril de 2019, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Quando há redução da criminalidade num mês ou noutro, e depois volta a subir, não há indicativo confiável. Mas quando as ocorrências vêm diminuindo em quadro meses seguidos, em relação ao ano anterior, passa a haver indicativo de viés de baixa.

BONS RESULTADOS – No caso do Estado do Rio, isso significa que a política de Tolerância Zero do governo estadual realmente está dando resultados. Houve queda até nos roubos de rua, que englobam assaltos a pedestres, em ônibus e roubos de aparelhos celulares. Foram 11.067 no mês de abril, com 830 ocorrências a menos do que em março, quando chegaram a 11.897 registros.

Segundo os especialistas, quando aumenta a repressão aos crimes mais graves, geralmente ocorre alta dos roubos de rua, porque os criminosos buscam alternativas de sobrevivência mais fáceis e rápidas. No entanto,, também os roubos de ruas tiveram diminuição em abril.

A MÍDIA DESPREZA –Seria de se esperar que essa notícia da redução da criminalidade, tão ansiosamente esperada pela população do Rio de Janeiro, fosse manchete da imprensa mídia local e repercutisse no país inteiro, mas não foi exatamente isso que aconteceu.

As emissoras de rádio e televisão, assim como os três maiores jornais do Estado – O Globo, O Dia e Extra – simplesmente desprezaram a redução das ocorrências. Ao invés da registrar a queda da criminalidade em todos os itens, a mídia preferiu destacar a informação de que o número de mortos em confrontos com a Polícia aumentara 23% em abril, em relação ao mesmo mês do ano passado.

ERA ESPERADO – Realmente esse dado é verdadeiro e deveria ser até esperado. Quando se aumenta a repressão ao crime, é claro que o número de criminosos mortos em confrontos tende a aumentar. Entretanto, de acordo com o Instituto de Segurança Pública, Também este indicador está em queda desde o começo do ano. Em janeiro, foram 160 mortes em confrontos; em fevereiro, 145, em março, 129; e em abril 124.

O pior comportamento foi de O Globo. Além de não dar destaque à queda da criminalidade, na quarta-feira o jornalão publicou um editorial lamentando a violência policial, sob o título “Redução de homicídios é relevante, mas mortes por policiais preocupam”.

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P.S. –
 Os tempos estão sempre mudando, há um permanente vaivém das ideias e teses. Agora, apesar de Bolsonaro estar no poder com sua política de combate ao crime, parece que mesmo assim voltou à moda defender os direitos humanos dos criminosos, ao invés de defender as vítimas. (C.N.)

10 thoughts on “Tolerância Zero está dando certo e os homicídios caem 25% no Rio de Janeiro

  1. Creio que ainda é cedo para avaliar ou dar um voto de louvor ao novo governador do Estado do Rio de Janeiro, uma vez que Witzel toma decisões, às vezes, que o colocam sob certa suspeição, tais como o fato de haver nomeado o ex-deputado federal André Moura (PSC-SE), aliado do Pastor Everaldo, presidente da sigla, como secretário extraordinário de representação do governo do Rio em Brasília, sabendo que a ficha de Moura é longa: nas três ações penais das quais é réu pelo STF Moura é investigado por crimes como formação de quadrilha, improbidade administrativa, crime de responsabilidade, peculato e desvio de dinheiro público. Moura também é investigado pela Operação Lava Jato, sob suspeita de atuar em conjunto com outros aliados de Eduardo Cunha (MDB-RJ), ora preso, para chantagear o grupo Schahin, tece suas contas de campanha de 2006 para deputado estadual, e de 2014 para deputado federal desaprovadas pelo TRE-SE e tem ainda um inquérito na Corte que apura suposta tentativa de homicídio Corte que apura suposta tentativa de homicídio.

    O governador Wilson Witzel também gosta de aparecer, com ternos caros e faixas de governador, o que não é usual, e adulterou seu currículo Lattes fazendo constar que parte de seu curso de doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF) teria sido feito na universidade americana de Harvard. A informação, no entanto, é falsa, desnecessariamente. Mostra-se excessivamente vaidoso e, pior, mente !

    Não votei nele, mas apesar de tudo isso, os fluminenses e cariocas, bem como eu também, devemos dar ao governador Witzel os parabéns e um crédito de confiança, pois suas ações no governo vem diminuindo a criminalidade, e é preciso lembrar que este governador tomou posse do governo de um Estado do Rio de Janeiro absolutamente falido pela roubalheira feita pelo maior governador ladrão que o país já teve em todos os tempos, que foi o deplorável bandido Sérgio Cabral, que roubou do erário do Estado tudo o que pôde, em todas as secretarias do Estado, negócios ilícitos de todos os tipos e modos com empresários, e saiu do governo deixando o Estado do Rio falido, sucateado, com policiais corruptos, milicianos comparsas, corrompeu o Judiciário, o Legislativo, o Tribunal de Contas do Estado, e ainda deu vaga a Pezão, seu parceiro de crime, para continuar a roubalheira, e talvez seja Sérgio Cabral o maior ladrão entre os políticos brasileiros, desde o Império, superando Lula, Eduardo Cunha, Maluf e todos os demais políticos ladrões de toda a história do Brasil.

    O governador Witzel tomou posse do governo de um Estado aparentemente ingovernável, e ainda assim, seu governo já apresenta resultados, pelo menos no que tange à segurança pública, pelo que Witzel deve ser por todos nós aplaudido.

  2. “Agora, apesar de Bolsonaro estar no poder com sua política de combate ao crime, parece que mesmo assim voltou à moda defender os direitos humanos dos criminosos, ao invés de defender as vítimas.”

    Não voltou porque nunca saiu de moda, a esquerda sempre defendeu os bandidos, usando os direitos dos manos. São décadas atacando a polícia e poupando os bandidos, e o resultado é o que vemos hoje o pais sem segurança.

    Basta fazer o básico e obvio que em alguns meses os resultados aparecem.

  3. Caro CN … Bom dia!

    SANGUE … SANGUE … SANGUE!

    Foi exatamente isto que tinha em sua mão direita Nossa Senhora da(s) Graça(s); pois a esquerda era do Menino Jesus.

    Sds.

    Nada mais a lembrar … e continuam os últimos do Treino do Juízo FINAL … conversão, né???

  4. Ser investigado não significa ser condenado. Ao condenado as consequências dos seus atos. Aos investigados, até comprovação e definição jurídica como “culpado”, não cabem atos discriminatórios nem suspensão dos seus direitos de atuar numa área do Governo.

  5. “mesmo assim voltou à moda defender os direitos humanos dos criminosos” … voltou à moda? Globo, Folha, Estado são promotores incondicionais bandidolatria. Traficantes e degenerados são as estrelas desses veículos.

  6. Geralmente quando é pego alguns milicianos, estão entre eles policiais.
    As comunidades no Rio de Janeiro, que não são poucas, estão dominadas por milícias. É o povo mais humilde é quem sofre nas mãos das milícias.
    Conversando com uma senhora de idade avançada, ela disse-me que morava na comunidade do Rio Jordão na Taquara e que todo mês um miliciano bate a sua porta e grita: segurança, ela já vem com 40 Reais na mão para fazer o pagamento. Quanto aos comerciantes, o valor é muito maior.
    A maioria dos policiais,é honesta, cumpre com seu dever de policial, mas existe também uma pequena minoria, muito envolvida com milícias e outros tipos de criminosos.
    Se o governador tiver a coragem de fazer uma limpeza séria nas polícias, o crime vai diminuir muito mais.

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