Trabalhadores celetistas são 71 milhões, enquanto funcionários federais são 610 mil

Charge reproduzida do Arquivo Google

Pedro do Coutto

Como se constata na informação que está no título, o número de segurados regidos pela CLT é mais de dez vezes superior ao do funcionalismo federal. Esses números encontram-se na reportagem de Tiago Rezende e Bernardo Caran, na Folha de São Paulo de domingo. A matéria acentua que as aposentadorias dos funcionários saem em quinze dias e no setor privado estão demorando a média de 125 dias, para um prazo normal de 45 dias que não vem sendo respeitado.

FALTAM SERVIDORES – O prazo mão vem sendo respeitado porque há carência de funcionários no INSS, com média de 1 para cada grupo de 3.100. O governo federal apresenta a média de 1 para cada grupo de 40 servidores. Assim o atendimento demora muito mais, não só por esta disparidade numérica, mas também pela maior complexidade nos cálculos de tempo de serviço.

Enquanto o funcionário público apresenta na grande maioria dos casos só um setor em que trabalhou, os empregados celetistas, incluindo servidores das estatais, geralmente passaram por vários empregos obtendo de cada setor uma certidão de tempo de serviço.

Os tempo de serviço devem estar registrados nos computadores da Dataprev, porém de qualquer modo a conferência das informações demanda algum tempo. Inclusive existe situações em que um celetista trabalhou em dois lugares ao mesmo tempo. Tem de ser computado apenas um deles, com variações de salário. Mas não é esta a questão essencial.

SEM CARTEIRA – A questão essencial inclui também, no caso dos celetistas, a pesquisa sobre o trabalho que desempenhou sem carteira assinada e se ele manteve-se como contribuinte durante os períodos em que esteve em tal situação. Na realidade de acordo com Tiago Rezende e Bernardo Caran, trabalham sem vínculo 29 milhões de pessoas, isso porque a mão de obra ativa brasileira passa de 100 milhões, metade da população total do país.

Dentro desse panorama verificamos sobretudo que o ministro Paulo Guedes errou duplamente ao ofender o funcionalismo público. Os números comprovam que o custo da máquina administrativa, no setor de pessoal é muito menor do que aquele que volta e meia o ministro da economia cita como grande descoberta de um contrate social. O fato é que os números conduzem e iluminam uma realidade diferente daquela que o governo coloca entre sombras nos números reais.

Outra constatação é de que grande parte dos funcionários do INSS requereu aposentadoria por temer os efeitos da reforma da Previdência.

6 thoughts on “Trabalhadores celetistas são 71 milhões, enquanto funcionários federais são 610 mil

  1. São tantos numeros.desencontrados para nos confundir que é mais simples.e.razoável olhar para a realidade que todos vemos.
    Quem produz é o setor privado portanto é natural que ficasse com a maior parte.do bolo mas todos sabemos que as estatais, os servidores públicos e os militares abocanham o bolo, até mesmo antes de sair do forno.
    Essas três classes, historicamente corporativistas ao extremo e incapazes de produzrem o que consomem, vão levar o país ao estrangulamento economico, caso não houver uma reforma.administrativa profunda que abaixe salários, acabe com as mordomias, reduza benefícios e faça devolver as roubalheiras que praticaram durante a “República”.
    Porém, o que se vê é um presidente quase tão frouxo quanto foram fhc, luiz inacio, dilma e temer.
    Bolsonaro ainda tem tempo de mostrar na prática o seu discurso, ou entrará para a lista dos outros quatro picaretas.
    Viva o Clube de Regatas Vasco da Gama!

  2. Textos que se referem aos servidores públicos invariavelmente contém erros e graves nas suas postagens.

    Existem diferenças abissais de ganhos entre os servidores federais dos estaduais;
    da mesma forma, constata-se níveis de ganhos muito superiores dos funcionários que pertencem às castas do legislativo e judiciário, tanto estaduais quanto federais, em comparação com os servidores estaduais que pertencem aos Executivos ESTADUAIS!

    Professores, policiais civis e militares, agentes de saúde e penitenciários, hoje amargam salários sem reajuste há seis anos, recebem seus minguados proventos com atraso e parcelados, e jamais vão poder ser enquadrados no rol dos funcionários da Receita Federal, Banco Central, do parlamento e do judiciário, que estão muito acima nas suas faixas salariais que seus colegas dos executivos estaduais.

    Colocá-los no mesmo pacote não seria correto, portanto, Guedes pronunciou asneiras e ofensivas contra o servidor público estadual e do executivo.

  3. De acordo com IBGE são 105,2 milhões de trabalhadores que representam a força de trabalho no Brasil.
    Com carteira assinada são 35,9 ,milhões de trabalhadores.
    No trabalho informal são 38,6 milhões de trabalhadores.
    Se diminuir 105,2 milhões de trabalhadores que representa a força de trabalho MENOS a soma do trabalhadores formais e informais, teremos:
    105,2 – (35,9 + 38,6) = 105,2 – 74,5 = 30,7 milhões de desempregados. Salvo, se não considerarem 105,2 milhões como força de trabalho

  4. Os servidores dos judiciário do Rio de Janeiro, estão sem reajuste salarial desde 2014 e para piorar, no governo Pesão passaram a descontar 14 % para a previdência, os que ganham acima R$ 4.664,68 descontam 27,5% de imposto de renda. Somando-se 14 % mais 27,5%, temos um total de desconto na fonte o percentual de 41,5 %. Quase a metade do salário.
    Está aí o Guedes, como um vampiro, querendo chupar a ultima gota de sangue dos que realmente trabalham. Quanto a cúpula dos três poderes com alto salários e mordomias. Esses são imexíveis

  5. Mas vamos e convenhamos gente, aposentar um servidor público federal é a maior moleza. Sou servidor público federal e me dei ao luxo até de marcar o dia do início da minha aposentadoria. Não dá para misturar as coisas, começando pela contagem de tempo de contribuição ou serviço, é aí que os problemas acontecem, a dificuldade de apurar este tempo. E as fórmulas de cálculo de benefícios prometem muita demanda judicial, uma coisa verdadeiramente diabólica.

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