TRÊS ASSUNTOS: a irmã de Chico Buarque será ministra, há 250 mil ONGs no Brasil, e a bajulação dos políticos

Hélio Fernandes

Manchetes dos jornalões, notas de televisão e de rádio, “saudavam” a escolhida pelo parentesco e não pelas credenciais. É esse tipo de jornalismo que praticam, orgulhosos.

Podiam pelo menos ter entrevistado a nova Ministra, revelado à opinião pública seu projeto, seus planos e compromissos. É bem verdade que três grupos lutavam ferozmente pelo ministério. O que estava no cargo, o que se julgava onipotente no setor “cultura” e a própria Dilma, que pretendia afastar os dois.

E nomeou sua candidata, cujos pais tiveram mais tempo de PT, desde a fundação, do que Dona Dilma de idade. Mas Sergio e Dona Maria Amélia não eram do PT do “mensalão”, dos “aloprados” e dos “afastados” do Poder por irregularidades.

250 MIL ONGS NO BRASIL

No nome está a própria designação escondida pela sigla. Só que no Brasil essa ONG virou estatal, existe em todos os lugares. Só na Amazônia, são 150 mil delas.

Vivem de recursos do governo, não prestam contas a ninguém. Uma CPI para essas 250 mil ONGs, que maravilha viver.

A PROPÓSITO DE BAJULAÇÃO

Nos últimos dias falaram muito aqui, usaram e abusaram dessa palavra, ela está incorporada à própria humanidade. Um só exemplo: Antonio Carlos Ribeiro de Andrada, grande figura, presidente de Minas (os governadores ainda não existiam), estava no Palácio Tiradentes conversando com um amigo.

Chegou um estranho, ficou 15 minutos elogiando o presidente. Foi embora, o amigo falou: “Antonio Carlos, você não viu que era tudo bajulação?”  E a resposta: “É lógico que percebi, mas elogio é tão gostoso e agradável”.

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