“Trocando em miúdos, pode guardar as sobras de tudo que chamam lar…”

Resultado de imagem para chico e hime

Chico e Hime, amigos e parceiros

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O arranjador, pianista, cantor e compositor carioca Francis Victor Walter Hime compôs em parceria com Chico Burque a música “Trocando em Miúdos”, cuja letra retrata o fim de uma relação amorosa. A música faz parte do LP Chico Buarque, lançado, em 1978, pela Philips/Polygram.


TROCANDO EM MIÚDOS
Chico Buarque e Francis Hime

Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim?
O resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado
Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde…

5 thoughts on ““Trocando em miúdos, pode guardar as sobras de tudo que chamam lar…”

  1. 1) Licença…

    2) Utilidade Pública: Antonio Carlos Rocha
    “Alô Prefeitura da Cidade do RJ = na Rua Alice, em Laranjeiras, próximo ao número 161, há um trecho esburacado: há anos (isso mesmo) colocam asfalto sobre os tais buracos, mas no subsolo tem ou cano furado ou uma mina de água, e logo depois o asfalto vai embora ficando os desníveis; já vi o Caminhão da Cedae por lá, mais de uma vez, mas não resolvem, além de gastar água o trecho da rua fica péssimo onde passam carros e ônibus.” Este recado será divulgado no blog da Tribuna da Internet, outros blogs, Facebook, Twitter e também no telefone 1746. Desde já, obrigado pelas providências.

  2. Outra das (poucas, hoje) músicas cuja letra eu consegui guardar, de cor.

    Cantor de chuveiro, frequentei, por um tempo, quando era meio moda, barzinhos com karaokê. A gente vicia em cantar lendo a letra no monitor, e acaba por se condicionar, fica inviável depois lembrar de cor, sem ler.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *