TSE analisa quatro processos para impeachment de Dilma

Deu no Estadão

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar na próxima quinta-feira (13/8) uma ação de impugnação do mandato da presidente Dilma Rousseff. O tema está previsto na pauta do Plenário da Corte eleitoral, marcada para a manhã. O caso foi proposto pela Coligação Muda Brasil, pela qual o senador Aécio Neves (PSDB-MG) concorreu às eleições presidenciais no ano passado.

A relatora do caso, a ministra Maria Thereza de Assis, rejeitou monocraticamente o pedido em fevereiro deste ano, mas o tema foi levado ao Plenário em março, após recurso apresentado pelo PSDB. O julgamento foi interrompido por pedido de vista (mais prazo para analisar) do ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do TSE.

Ao negar o pedido feito pelo PSDB para cassar o diploma da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer para o mandato iniciado neste ano, Maria Thereza argumentou que os tucanos apresentaram “de forma genérica supostos fatos ensejadores de abuso de poder econômico e fraude” e não apresentam “indício de prova que pudesse justificar o prosseguimento de ação tão cara à manutenção da harmonia do sistema democrático”.

UMA SÉRIE DE ILAÇÕES

Ela negou o prosseguimento da ação de impugnação de mandato, apresentada pelo PSDB no dia 2 de janeiro. “Como justificado no início desta decisão, entendo que a inicial apresenta uma série de ilações sobre diversos fatos pinçados de campanha eleitoral realizada num país de dimensões continentais, sobre os quais não é possível vislumbrar a objetividade necessária a atender o referido dispositivo constitucional”, apontou a ministra.

O partido argumenta na ação que houve abuso de poder político na campanha de Dilma, com convocação de rede nacional de rádio e televisão, manipulação na divulgação de indicadores sociais, uso indevido de prédios e equipamentos públicos para atos próprios de campanha e veiculação de propaganda institucional em período proibido.

Além disso, o PSDB aponta a existência de suposto abuso de poder econômico com realização de gastos de campanha acima do valor limite, financiamento de campanha com doações oficiais “contratadas pela Petrobras como parte da distribuição de propinas”, entre outros.

OUTRAS AÇÕES

Além da ação que será julgada na quinta-feira, o TSE tem hoje outras três ações apresentadas pelo PSDB com pedidos semelhantes, que poderiam levar à cassação do diploma da presidente.

Em uma dessas ações, de relatoria do ministro João Otávio de Noronha, que ocupa o cargo de corregedor-geral da Justiça eleitoral, já foram ouvidos dois delatores da Operação Lava Jato o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Na última semana, Noronha disse que pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) o compartilhamento de outra delação, do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC. O PSDB já pediu que Pessoa preste depoimento na condição de testemunha, mas, como o acordo que o empreiteiro firmou com o Ministério Público está sob sigilo, é preciso ainda outra autorização do STF.

15 thoughts on “TSE analisa quatro processos para impeachment de Dilma

  1. A declaração do presidente da CUT é no mínimo hilariante, incitando a violência caso Dilma sofra impeachment, como pode um débil mental deste ir contra a DEMOCRACIA, mas o exército brasileiro está aí mesmo, está incitando banho de sangue no Brasil, é um retardado, não sabe o que fala, acha que o Brasil é palco de sindicato, vá plantar batata, vá trabalhar pelo país e não ficar atrás da mesa de sindicato falando asneira.

  2. Para quem tem dúvida, ainda, que Dilma sabia desde 2003 da roubalheira na Petrobras, encontrei este artigo:

    Por Fernando Mello
    Especial para o JOTA
    fbmello@gmail.com

    Em 2003 o Brasil vivia um momento de êxtase. A democracia era vista como um sucesso diante da chegada do primeiro presidente operário ao poder e sua grande promessa de melhorar a vida dos mais pobres com o programa Fome Zero. Enquanto o país debatia este tema, logo nas primeiras semanas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, um deputado do PPB do Rio de Janeiro se interessou por uma empresa e suspeitas de irregularidades que recaíam sobre ela. Para obter as informações que desejava, enviou uma série de pedidos a uma ministra neófita e pouco conhecida nos meios políticos. O deputado tinha interesse em documentos da maior empresa brasileira e pedia respostas sobre processos licitatórios, contratos e seus aditivos. A ministra de óculos de aro grosso e fama de durona recebeu a solicitação por fax da Câmara dos Deputados, na época em que o telefone tinha apenas seis algarismos: 61 319-5626.

    O deputado carioca chama-se Eduardo Cunha.

    A ministra chefiava as Minas e Energia e atende por Dilma Rousseff.

    A empresa era a Petrobras.

    O JOTA teve acesso a centenas de papeis assinados por Cunha e enviados para a Petrobras e para o Ministério de Minas e Energia. Em última análise, eram ambos comandados por Dilma Rousseff, que além de ministra chefiava o Conselho de Administração da estatal.

    Os documentos contam a história de um embate que começou muito antes da operação Lava Jato e das prisões de empresários e ex-diretores da petroleira, suspeitos de montar um esquema para beneficiar empresas com contratos e, em troca, obter doações eleitorais e benesses pessoais.

    Já em 2003, a guerra entre Dilma e Cunha girava em torno de obras em plataformas da Petrobras que, segundo delatores da Lava Jato, tiveram pagamentos de propina para o PT e e diretores da Estatal.

    Ovo da serpente

    Por exemplo: no dia 25 de março de 2003, Cunha pediu “informações à sra. Ministra das Minas e Energia sobre a Petrobras e a Braspetro”, o braço da empresa para encontrar e produzir petróleo fora do Brasil.

    Menos de quatro meses depois, no dia 15 de julho, Cunha foi além e aprovou, na Comissão de Fiscalização e Controle, a convocação de Dilma para “explicar a posição da Petrobras nas licitações sobre plataformas de produção e exploração”.

    Em 7 de agosto de 2003, às 8h51 da manhã, um novo fax foi enviado para uma nova convocação de Dilma a pedido de Cunha. O deputado queria que a então ministra fosse “explicar a posição da Petrobras nas licitações sobre plataformas de produção e exploração”e “o andamento da apuração de irregularidades encontradas nos processos de contratação” de uma empresa.

    Cunha repetia o pedido de convocação feito seis meses antes, mas queria mais. Justificando “o não comparecimento do senhor presidente da Petrobras para prestar esclarecimentos sobre a contratação das plataformas fora do país, prejudicando a indústria naval do país assim como o andamento das licitações da P-51 e p-52”.

    No epicentro da Lava Jato

    As plataformas P-51 e P-52 estão no centro da operação Lava Jato. Em um dos depoimentos, o ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco afirmou que teve conhecimento de pagamento de propinas relacionadas a obras nas duas plataformas. Segundo Barusco, que firmou acordo de colaboração premiada para reduzir sua pena, parte da propina ia para o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, que dividia o dinheiro com o PT. Cunha não era filiado ao PMDB na época. Ele se elegeu pelo partido pela primeira vez em 2006.

    Cunha também se interessou pelo “andamento da apuração de irregularidades encontradas nos processos de contratação da Empresa Marítima Engenharia e Petróleo assim como o andamento das ações judiciais em curso envolvendo a mesma empresa”.

    Um ano depois de o deputado começar a acumular informações sobre a Petrobras, em 4 de março de 2004, a Marítima entrou com uma ação na Justiça exigindo que a Petrobras adotasse a Lei de Licitações (Lei 8.666/93) nas suas contratações.

    A partir do pedido da empresa, a Justiça expediu mandado de prisão para o ex-diretor de Engenharia da Petrobras Renato Duque, que negocia uma eventual delação premiada com o juiz Sergio Moro.

    Convocações da então ministra

    Cunha tentou convocar Dilma em diversas ocasiões. Após uma informação publicada na coluna do jornalista Élio Gaspari, o deputado enviou ofício para o Ministério de Minas e Energia: “Torna-se necessária a presença da ministra para prestar maiores esclarecimentos sobre o contrato entre a Petrobras e a empreiteira americana Halliburton”.

    O deputado pedia informações sobre alterações de projetos, multa contratual por atrasos, renegociação do preço e do prazo e de “todas as transações que envolvem o assunto”.

    Em centenas de documentos nos arquivos da Petrobras, é possível ver o esforço do atual presidente da Câmara para levantar informações entre a relação da estatal com o governo e empreiteiras.

  3. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu início nesta quinta-feira, 13, ao julgamento de um recurso apresentado pelo PSDB contra decisão da ministra Maria Thereza de Assis Moura, que havia rejeitado uma ação que pedia a impugnação do mandato da presidente Dilma Rousseff à Corte eleitoral.

    Mendes deu início à análise do caso fazendo um duro voto pela aceitação do recurso. O ministro aproveitou o julgamento para dirigir críticas à relatora do caso, ministra Maria Thereza de Assis Moura, que havia decidido pelo arquivamento do processo. Em seu voto, Gilmar disse que a ministra rejeitou o recurso apresentado pelo PSDB “sem instruir o processo, sem, portanto, sequer citar os investigados”, argumentou.

    Em tom de crítica, ele disse que a ministra “daria uma brilhante contribuição ao Brasil esclarecendo esse fenômeno. Corrupção na Petrobrás resulta em lavagem de dinheiro nas doações eleitorais, veja, isso precisa ser esclarecido. Se não com efeito prático, para a história desse país”, disse.

    Ao citar os desvios de 3% dos contratos da Petrobrás para o esquema que envolvia empreiteiras e políticos, Gilmar disse que “não é difícil adivinhar que parte desses recursos pode ter vindo para a campanha. As triangulações têm sido reveladas e isso precisa ser no mínimo investigado”, argumentou.

    O ministro disse ainda que a Justiça eleitoral “não pode ficar indiferente a esse tipo de exame ou liminarmente indeferir um pedido de busca esclarecer. Não se trata de cassar mandato aqui, mas de ver o que ocorreu”, argumentou. O magistrado pediu ainda que Ricardo Pessoa seja ouvido para esclarecer o caso. “Imagine que se possa demonstrar a partir desse depoimento que esse senhor Ricardo Pessoa, que os R$ 7 milhões que sua empresa doou foram claramente fruto de propina?”, disse.

    Já o ministro Luiz Fux elogiou o voto de Gilmar Mendes e disse que talvez tivesse votado diferente no ano passado, quando o Tribunal aprovou as contas de campanha de Dilma, devido ao aparecimento de novos fatos envolvendo a Lava Jato. “Se muitos de nós soubessem o que sabemos agora, nem teríamos acompanhado o relator que aprovou as contas com ressalvas”, disse.

  4. Primeiramente vou comentar decisão da ministra Maria Thereza de Assis Moura. Das duas, uma: ou ela é muito incompetente, ou agiu de má-fé. O ministro Gilmar Mendes foi claríssimo ao condenar por mal feita a decisão de Maria Thereza. Mendes deu início à análise do caso fazendo um duro voto pela aceitação do recurso. O ministro aproveitou o julgamento para dirigir críticas à relatora do caso, ministra Maria Thereza de Assis Moura, que havia decidido pelo arquivamento do processo. Em seu voto, Gilmar disse que a ministra rejeitou o recurso apresentado pelo PSDB “sem instruir o processo, sem, portanto, sequer citar os investigados” Em ambas as hipóteses, a ministra Maria Thereza de Assis Moura deveria ser demitida a bem do serviço público, tanto se foi por incompetência ao rejeitar o recurso apresentado pelo PSDB e decidir pelo arquivamento sem instruir o processo, sem, portanto, sequer citar os investigados – o que era sua obrigação. Ou há a hipótese de má fé, para colocar debaixo do tapete e obstruir a justiça num Direito que pode ser líquido e certo, e que interessa a todos os brasileiros.

    O ministro Gilmar Mendes foi mais longe em sua advertência ao trabalho mal feito da ministra Maria Thereza de Assis Moura, ao dizer que “não é difícil adivinhar que parte desses recursos pode ter vindo para a campanha. As triangulações têm sido reveladas e isso precisa ser no mínimo investigado”. Portanto não poderia a ministra rejeitar o processo, já que dados que vieram a público e pertinentes ao processo precisam ser, no mínimo investigados”. Avança mais a crítica do ministro Gilmar Mendes à atuação da ministra Maria Thereza: “O ministro disse ainda que a Justiça eleitoral “não pode ficar indiferente a esse tipo de exame ou liminarmente indeferir um pedido de busca esclarecer. Não se trata de cassar mandato aqui, mas de ver o que ocorreu”. Mais ainda o ministro Gilmar Mendes condena a ministra Maria Thereza quando fala ” “busca-se tão somente verificar se, de fato, recursos provenientes de corrupção na Petrobrás foram ou não repassados para a campanha presidencial”. Se, por acaso, a ministra Maria Thereza for só incompetente, mas tiver vergonha na cara, a esta hora ela deve estar morrendo de vergonha. É coisa para ficar escondida em casa e pedir licença sem vencimentos. Continua o Ministro Gilmar Mendes em sua censura velada à ministra Maria Thereza: “Imagine que se possa demonstrar a partir desse depoimento que esse senhor Ricardo Pessoa, que os R$ 7 milhões que sua empresa doou foram claramente fruto de propina?” Em tom de crítica, ele disse que a ministra “daria uma brilhante contribuição ao Brasil esclarecendo esse fenômeno. Corrupção na Petrobrás resulta em lavagem de dinheiro nas doações eleitorais, veja, isso precisa ser esclarecido. Se não com efeito prático, para a história desse país”, disse. . Com isso, Gilmar afirma que o argumento apresentado pelo PSDB, acompanhado de “mínimo suporte probatório pode, sim, qualificar-se como abuso de poder econômico, o que, a meu ver, justifica a necessária instrução do feito, em busca da verdade dos fatos, respeitando as garantias do contraditório e da ampla defesa”.

    Em suma, nós brasileiros estamos pagando caro uma ministra que não merece a função de ministra.

    O que sobra disso tudo é que parece que a vez de dona Dilma acertar contas com a Justiça está chegando. O brasileiro agradece.

  5. Devido ao que ocorreu esta semana em Brasília não mais acredito em decisões imparciais (e decentes) por parte do TCU e do STF.

    Como dizem os traficantes, “tá tudo dominado”…

  6. Ministro do TSE corrige Dilma: Ela só tem a “presunção da legitimidade do voto”
    Seis dias atrás, Dilma Rousseff disse:
    “Voto é a fonte da minha legitimidade e ninguém vai tirar essa legitimidade que o voto me deu. Podem ter certeza que, além de respeitar, eu honrarei o voto que me deram.”
    Hoje, o ministro João Otávio de Noronha, do Tribunal Superior Eleitoral, corrigiu a petista:
    “A presidente diz: ‘eu tenho a legitimidade do voto’. Não, ela tem a presunção da legitimidade do voto, que pode ser destruída por uma ação de investigação eleitoral ou impugnação”.
    Perfeito. Voto não garante impunidade.
    Noronha afirmou que a legitimidade de Dilma “não cai só nas pesquisas”, mas pode cair também “no mundo jurídico”

    Mais aqui: http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/

  7. O ministro Gilmar Mendes concorda comigo quando diz que “Os fatos são de gravidade tamanha que fingir que eles não existem é um desrespeito para com a comunidade. Falar isso e voltar para casa faz com que nos sintamos com vergonha de olhar no espelho” (sic)

    Como eu disse acima, se a ministra Maria Thereza não for muito incompetente, então é porque lhe falta vergonha na cara ! Leiam a reportagem do jornal “Gazeta do Povo”, abaixo:

    Ministro Gilmar Mendes votou pela investigação das contas da campanha de Dilma Rousseff.

    “Transformaram o país em um sindicato de ladrões”, diz Gilmar Mendes

    O ministro chegou a citar que ouviu uma vez que “ladrões de sindicato transformaram o país em um sindicato de ladrões” e completou dizendo que “não podemos permitir que um país se transforme em um sindicato de ladrões”.

    O ministro apresentou um voto, muitas vezes em tom emotivo, cobrando coragem do tribunal para discutir os processos sobre cassação e afirmou que é preciso esclarecer se houve corrupção e lavagem de dinheiro na Justiça Eleitoral, se referindo às doações. “Os fatos são de gravidade tamanha que fingir que eles inexistem é um desrespeito à comunidade jurídica. Falar isso e voltar para casa faz com que nós sintamos com vergonha de olharmos no espelho”, disse.

  8. 14/08/2015 às 5:23 \ Brasil, Cultura
    No jogo do impeachment, toda desconfiança é motivo de pressão

    Renan, Fux e Barroso: eles também merecem cartazes no domingo

    A pressão “diuturna e noturnamente” do governo do PT para salvar Dilma Rousseff do impeachment levanta, entre outras, as seguintes suspeitas de conspiração:

    1) O descarte da denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, em decorrência da Operação Lava Jato, teria sido combinada com Dilma Roussef para que Renan ajude o governo a melar o impeachment.

    2) O prazo de mais 15 dias dado pelo TCU para Dilma explicar as irregularidades apontadas pelo procurador Julio Marcelo de Oliveira nas contas de 2014 teria sido combinado com o governo por intermédio de Renan (que tem forte influência sobre três ministros do tribunal, indicados pelo PMBD) para dar tempo não apenas de esfriar a pressão popular, mas de o procurador-geral Rodrigo Janot denunciar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e melar o impeachment.

    3) A decisão em caráter liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, de que as contas de presidentes da República precisam ser votadas por uma sessão conjunta do Congresso – formada por deputados e senadores e não pelas Casas Legislativas de maneira separada – teria sido combinada com o governo para tirar o poder de Cunha, entregá-lo ao presidente do Senado (que também preside o Congresso) e melar o impeachment.

    4) O pedido de vista (mais prazo para analisar o caso) feito pelo ministro do TSE Luiz Fux no julgamento do prosseguimento da ação do PSDB que pede a impugnação do mandato presidencial de Dilma teria sido combinado com o governo para esfriar a pressão popular, evitando que a eventual derrota na votação favoreça o clima de impeachment e que o clima de impeachment favoreça a impugnação.

    As quatro suspeitas acima podem corresponder à realidade? Podem. Tudo pode ter sido só coincidência? Pode. Até os itens 3 e 4? Pois é.

    Alguns organizadores dos protestos de domingo denunciarão nos carros de som o suposto “acordão” do item 2, relativo ao prazo do TCU, embora as irregularidades recém-incluídas sejam injustificáveis e tornem ainda mais difícil a explicação de Dilma Rousseff.

    De qualquer modo, a pressão é válida.

    A coluna Painel, da Folha, informa que ministros do TCU receiam ser alvo das ruas e já estão recebendo centenas de mensagens pedindo a rejeição das contas da petista.

    Além disso, o Movimento Brasil Livre mudou o lema dos atos para “Fora Dilma, e leve o Renan com você”. “Como o presidente do Senado quer ficar ao lado de alguém que queremos derrubar, que saia com ela”, disse um dos líderes. Amém.

    Uma das funções do ato de 16 de agosto é essa: criar vergonha em todos aqueles que podem salvar o desgoverno mais corrupto e mentiroso da história do Brasil.

    Felipe Moura Brasil ⎯ http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil

  9. Deu na folha Política,: Em liminar, o Ministro do STF muda a forma de votação das contas da Presidente Dilma: não serão mais apreciada as contas da Presidente pelas duas casas legislativas separadamente, serão apreciadas conjuntamente, (Senado e Câmara). Tudo indica que quem comandará a apreciação e votação será o Senador Renan Calheiros, o mais novo aliado do governo.

  10. Ontem, 5ª Feira, 13.8.2015, no salão nobre do Palácio do Planalto, presente a presidente Dilma Roussef, seu staff governamental e cerca de mil integrantes de movimentos sociais ligadíssimos ao governo, Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT),alertou estar preparado com “armas” e um “exército” para impedir qualquer tentativa de tirar Dilma do poder. “Somos defensores da unidade nacional, da construção de um projeto de desenvolvimento para todos e para todas. E isso implica, neste momento, ir para as ruas entrincheirados, com armas nas mãos, se tentarem derrubar a presidenta”, bradou Freitas.

    O fato é gravíssimo. Mais ainda por ter ocorrido dentro do Palácio do Planalto. E o que é pior: na presença da presidente da República e demais autoridades, que se calaram, numa demonstração de apoio e concordância com a ameaça de Vagner Freitas. Todos deveriam sair presos do salão e conduzidos à Polícia Federal. Inclusive Dilma e seu staff. Afinal, dentro da sede do governo federal foi noticiada, oficial e publicamente, a existência de milícia armada, esquadrão, organização paramilitar com o propósito de “barrar” qualquer tentativa da abertura de processo de impeachment contra Dilma Rousseff. E o que se ouviu foram aplausos e mais aplausos. Alí estava a maior e mais alta autoridade do país, que deveria ter ordenado a imediata detenção do tal presidente. Estavam presentes também outras altas autoridades governamentais. E nda foi feito. Nenhuma providência foi tomada.

    Se for aberto processo de impeachment contra Dilma, tudo ocorrerá dentro da lei. E se a decisão final for pelo afastamento da presidente, também dentro da lei tudo se dará. Não será um “golpe”, mas a aplicação do devido processo legal, conforme previsto na Constituição, da igual maneira como aconteceu com Collor de Mello. Daí porque a notícia-ameaça de Vagner não poderia passar em brancas nuvens, sem que as autoridades presentes se omitissem, melhor dizendo, prevaricassem, quando tinham o imperioso de ver de dar voz de prisão ao presidente da CUT para que a Polícia Federal o ouvisse em inquérito policial e investigasse o que existe de verdade naquela ameaça. Quem são os milicianos? Onde se encontram? Onde se reunem? Quais as armas que possuem? Onde adquiriram? Onde se encontram?

    No dia 27 de Setembro de 2012, 191º da Independência e 124º da República, ela, Dilma Rousseff, junto com José Eduardo Cardoso e Maria do Rosário Nunes, assinaram a Lei 12.720, cujo artigo 4º acresceu ao artigoo 288 do Código Penal a letra “A”, passando a constar o seguinte:

    “Código Penal
    Artigo 288 – Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometeer crimes: Pena – reclusão de 1 a 3 anos. Parágrafo Único – A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado.
    Letra A – Constituir, organizar, integrar, manter ou custear organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrao com a finalidade de praticar qualquer crime previsto neste Código. Pena – reclusão de 4 a 8 anos”.

    • Estimado Dr. Jorge Béja … Saudações!!!

      O momento está exigindo pensamento e ação vigilantes … e de muita oração!!!

      Parabéns pela coragem que o senhor sempre demonstra … ficar do lado da LEI é ficar do lado do Deus protetor da Promulgação da nossa Constituição CIDADÃ de 1988!!! Abrs.

  11. O Dr.Béja nos mostra o caminho legal para colocar na cadeia este agitador profissional, este indivíduo criminoso que se arvora ter direito de convocar “exércitos” estranhos ao constituído, o brasileiro, para tentar impedir que o golpe do PT na presidência da República com a corrupção e desonestidade como características e métodos de trabalho, não seja impedida de continuar na sua trilha de desmandos e descalabros.
    Apreciei em demasia o comentário do nosso eminente advogado porque escrito por um especialista, que apresentou os artigos que incidem sobre esta manifestação absurda e bajulação explícita de um mau cidadão e traidor da Pátria, chamado Vagner Freitas, que deveria ser retirado em um camburão da polícia no momento que fazia tais declarações de banditismo escancarado, e sendo acompanhado pelo resto de um pessoal alheio ao País à prisão porque intimamente ligados ao golpe que impetram contra esta Nação, de crimes os mais diversos, principalmente na sua maior especialidade, o roubo às estatais
    Pois este é o Brasil dos petistas, que é deles, que fazem o que querem, e agora pegam em armas para impedir que os verdadeiros donos retomem a posse do que lhes foi roubado, o País, que pertence ao povo, e não de um partido formado por bandidos e criminosos de vários tipos de ilicitudes.
    Pois eu queria ver a Dilma impedida e se esse palhaço iria mesmo pegar em armas ou se mudaria do Brasil com as calças na mão, e se borrando de medo pela sua insensatez e desafio que não teria como honrar. Aliás, honra é uma palavra absolutamente desconhecida pelo PT e partidários, inclusive pela presidente, após este espetáculo ridículo de confronto estabelecido por um pelego, e que ela ficou calada e não reagiu como deveria à bravata em pleno Palácio do Planalto, acreditando que este energúmeno possa mesmo defendê-la!
    Pois eu perguntaria ao Dr.Béja se não há como mover uma ação contra este elemento que se identifica como traidor da Pátria, com base no artigo 288, letra A, do Código Penal, pois este péssimo cidadão deve responder em Juízo quem é o grupelho que denomina de “exército”, e as armas que armazena para esta finalidade.
    Obrigado ao Dr.Béja pelo comentário oportuno e como responsabilizar este indivíduo pelas suas declarações irracionais!

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