Tudo o que o homem faz é perecível, ensina Thiago de Mello

O poeta amazonense Thiago de Mello, sempre ligado na natureza,  versifica a sua opinião sobre o sonho da eternidade e a vida precária do homem.

O TEMPO

Thiago de Mello

A eternidade não depende de nós.
Precários seres, manchados de limites,
incapazes de dar vida
a qualquer coisa que dure para sempre,
já nasceram soletrando o Never More.
Tudo o que o homem faz é perecível.
A começar pelo próprio homem,
ração diária predileta
do tempo, desde o instante
em que o tempo acompanhou
a expansão de uma galáxia:
um pássaro invisível,
as asas cheias de auroras,
de cujo bico escorria
o silêncio do arco-íris.

  

    (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

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