Tudo sob controle: para seis suspeitos de corrupção em São Paulo, crimes prescrevem em abril

Carlos Newton

Em ritmo de Martinho da Vila, devagar, devagarzinho, a Justiça brasileira demora tanto a ser feita (quando é feita), que muitos réus acabam se livrando pela prescrição dos crimes. No caso do inquérito da Alstom (metrô de São Paulo), por exemplo, para seis suspeitos logo, logo vai prescrever o crime investigado – de corrupção. Alguns já estão até prescritos.

Segundo a Folha de S. Paulo, o marco inicial da prescrição é 14 de abril de 1998, data do contrato de venda de equipamentos do grupo francês para estatal paulista EPTE, no valor de R$ 214 milhões, em valores atualizados. Segundo a PF, a Alstom pagou propina para obter esse contrato.

Mas está tudo sob controle, porque poderão ficar livres de ação criminal o vereador e ex-secretário estadual de Energia Andrea Matarazzo (PSDB) e o ex-presidente da estatal paulista EPTE Eduardo José Bernini. E em relação a outros sete investigados, o delito de corrupção até já prescreveu.

Entre os que já podem pedir à Justiça o reconhecimento da prescrição, estão o ex-diretor da CPTM João Roberto Zaniboni e os consultores Arthur Teixeira e Jorge Fagali Neto. Como eles já têm mais de 70 anos de idade, o prazo prescricional é contado pela metade, segundo a lei.

LAVAGEM DE DINHEIRO

A Folha ressalva que alguns suspeitos também poderão ser denunciados por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. No entanto, para definir a prescrição desses crimes, será preciso indicar quando o dinheiro ilícito deixou de circular, e isso ainda não está definido na investigação. Então, tudo dominado.

Os suspeitos, é claro, negam a prática dos crimes. E a confusão criada pelos aloprados do PT e pelo ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, como “fabricação” de denúncia, vai acabar beneficiando os suspeitos. Ou seja, tudo dominado.

3 thoughts on “Tudo sob controle: para seis suspeitos de corrupção em São Paulo, crimes prescrevem em abril

  1. São as “entranhas” do poder,
    Muitos “franceses” ligados ao partido corrupto da quadrilha fhcorleone estão todos infiltrados em várias repartições públicas, por isso a demrora de punir os culpados pelo maior assalto ao erário público de /São Paulo, no caso o Metrô , que para inaugurar uma linha demoa 50 anos., dizem ás más línguas que o “golpe certeiro” ultrapassa a casa dos 10 bilhões dem 20 anos…….
    Quantas linhas poderiam ter sido contruídas nesse período de “!corrupção francesa”.
    O p´roprio “engavetador” do Mínistério Público deu uma ajudinha a ‘quadrilha francesa”, arquivando vários documentos para ser enviados a Justiça da Suiça , e depois deu a velha e boa desculpa de um “erro administrativo”…..
    eh!eh!eh!eh
    Esses tucanalhas são demais,,,,,,
    Mas como diz o velho deitado, Um dia a Casa Cai…

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