Um amor como água de chuva, na visão de Nilson Chaves e Vital Lima

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Nilson Chaves e Vital Lima compõem e gravam juntos

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O filósofo, instrumentista, cantor e compositor paraense Euclides Vital Porto Lima, em parceria com Nilson Chaves, na letra de “Flor do Destino”, invocou fenômenos da natureza para descrever sua noite de amor. Essa música foi lançada no LP Interior, em 1986, pela Visom.

FLOR DO DESTINO
Nilson Chaves e Vital Lima

Te amei assim como água de chuva
que vai penetrando pra dentro do mundo
Te bebi assim como poço de rua
que eu olhava dentro mas não via o fundo
Tu me deste um sonho
eu te trouxe um gosto de tucumã
tu me deste um beijo
e a gente se amou até de manhã.
Veio o sol batendo e nos despertou
da gente virando terra, mato, galho e flor

Água de riacho é clara e limpinha
mas as vezes turva com a chuva violenta
Teu amor é um papagaio que xina
dentro do silêncio da tarde cinzenta
E o amor é um rio, profundo rio
de muitos sinais
onde os barcos passam
conforme o vento deseja e faz
Ai, que ainda me lembro
disso que ficou:
da gente virando terra, mato, galho e flor

4 thoughts on “Um amor como água de chuva, na visão de Nilson Chaves e Vital Lima

  1. “Te amei assim como água de chuva
    Que vai penetrando pra dentro do mundo” que bom sair de Lava Jato, crise carcerária, para ouvir uma canção que vai fundo ao coração. Amor = bençãos. Feliz de quem viveu dias de amor, dias românticos, em que os casais se declaravam, se abraçavam e se amavam.
    “O amor é um rio profundo”, ou seja é uma felicidade de verdade.
    Amei a postagem. Escutei no Youtube

  2. É, parece que estou ficando casca grossa. Água da chuva que vai penetrando pra dentro do mundo? Que rua é essa que tem poço que não tem fundo? O amor é um rio? Assim eu choro. A metáfora é uma figura literária espetacular – quando bem feita!

  3. Simples. A água da CHUVA PENETRA o solo, o chão, Isto é, o dentro do mundo

    Quando chove, toda a natureza agradece. Eu, como faço parte da natureza, também agradeço pelas folhas limpas, brilhantes, o terreno não-seco, úmido.

    O amor pode sim ser um rio, rio profundo, cheio de perguntas. A correnteza é ameaçadora? Dá pé aqui?, ali?, acolá? Há perigo?, não há? Rios profundos são muito atraentes.

    Rios profundos são cheios de mistério. Assim como nós. E o amor também.

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