Um autêntico magistrado

José Carlos Werneck

Goste-se ou não do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso,  uma coisa somos obrigados a reconhecer em suas passagens pela presidência da República. Em todas as eleições ocorridas durante seus governos, o então presidente teve um comportamento exemplar: jamais interferiu em momento algum nas campanhas eleitorais, inclusive naquela em que foi candidato à reeleição.

Hoje, o quadro que se apresenta ao eleitor é totalmente diverso. O presidente Lula aparece como mestre de cerimônias,em quase todas as apresentações da candidata Dilma Rousseff. É o uso da máquina pública beneficiando de maneira gritante uma candidata. E não venham afirmar que isto não custa nada aos cofres públicos. Toda a movimentação de um presidente da República envolve uma logística sofisticada, que logicamente tem um custo a ser pago

No mínimo não é  uma atitude esperada de um dirigente máximo de uma nação, que deve ser o primeiro a dar aos cidadãos exemplos de austeridade e zelo pelo dinheiro público. E a Justiça Eleitoral, que foi criada, no Brasil, para fiscalizar, ordenar e zelar pelo correto funcionamento e andamento das eleições, até agora não tomou providências enérgicas e eficazes para conter tais abusos, que inclusive são tipificados na legislação existente, que é das mais minuciosas do mundo e trata do assunto em todos os detalhes.

Uma Legislação sobre qualquer assunto pode ser, moderna, excelente, mas se torna letra morta e é totalmente ineficaz, quando deixa de ser aplicada!

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