Um bom exemplo da atuação de Gabrielli e Duque na Petrobras

Gabrielli geriu a Petrobras como uma quitanda

Celso Serra

Em oportuna reportagem de Chico Otávio, o jornal O Globo publicou a seguinte informação:

O Ministério Público estadual do Rio de Janeiro denunciou o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, o ex-diretor de Serviços e Engenharia da estatal Renato Duque e outras seis pessoas por provocar um rombo de R$ 31,5 milhões nas contas da empresa. Eles são acusados de superfaturar quatro contratos firmados com a Andrade Gutierrez para a realização de obras no Centro de Pesquisas (Cenpes) e no Centro Integrado de Processamento de Dados (CIPD) da Petrobras, entre os anos de 2005 e 2010.”

Agora, vamos ao que interessa:

(1) O assalto ocorreu durante o “governo” Luiz Inácio Lula da Silva.

(2) O imaculado petista Gabrielli, segundo o Ministério Público, “participou da decisão de contratação das obras do Cenpes sem que os projetos estivessem devidamente preparados e acabados”, além de ter sido “o gestor maior daquela sociedade de economia mista e, portanto, responsável pela administração correta das verbas públicas que integram o patrimônio da entidade”.

(3) A promotora responsável, Gláucia Santana, também sustenta que, sob a direção de Duque, “as contratações se deram com total violação ao devido processo legal, aos princípios constitucionais da economicidade, publicidade, impessoalidade e moralidade administrativa”.

 

3 thoughts on “Um bom exemplo da atuação de Gabrielli e Duque na Petrobras

  1. Cada vez mais me convenço: antes da reforma política, tão cantada e decantada, é preciso criar um sistema de fiscalização fora das mãos dos tres poderes.
    Estão brincando com nosso patrimônio e com a nossa cara. Novas negociatas entre 2005/2010! para lá, dez anos para descobrir?
    O que estão fazendo com os caixas das estatais já sabemos. Agora é preciso que também se saiba o que fazem os órgãos fiscalizadores. internos e externos.
    Sempre que vejo um negócio assim, lembro-me do Conselho de Administração da petrolama. Alguns “palhaços” teimam e continuam dizendo que não tinha responsabilidade. Bem se não tinha, existia para o que? Para distribuir altos salários aos seus integrantes?
    A maioria dos conselheiros que já saíram, participantes especiais no teatro e na farsa da compra da Passadena, não sabiam o que estava fazendo?
    A irresponsabilidade está espalhada por todos os lados. Quem autoriza não sabia. Quem comprou se apoiou na decisão dos que não sabiam.
    Quando muitos rabos estão amarrados uns nos outros, ninguem puxa rabo algum. É que o dele poderá aparecer!
    Não há fiscalização em praticamente nada no país. Do trabalho do judiciário as multas de trânsito. Sem falar no que circula de dinheiro e bens sem registro ou com donos laranjas.
    E pagamos horrores por organismos fantasmas.

  2. No fundo e no raso, a explicação é a ausência, a leniência e a cumplicidade da justiça. Juntando todos os indícios que clamam por punição, esses são os fatores que geram a intolerável e execrável IMPUNIDADE, para os gestores da pátria amada…

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