Um dos homens mais ricos do mundo multiplica sua compra de ações da Petrobras

Soros aposta na Petrobras

Mauro Santayana

Enquanto, no Brasil, aplicadores correm da Petrobras, grandes investidores estrangeiros, confiantes em fatos como a inauguração da Refinaria Abreu e Lima, com capacidade para processar 230.000 barris de combustíveis e derivados por dia, já no primeiro trimestre de 2015; e a constante expansão da produção do pre-sal, estão aproveitando os baixos preços das ações da empresa, para fazer compras maciças que poderão lhes render bilhões de dólares em ganhos no futuro.

George Soros, um dos homens mais ricos do mundo, aumentou em 84% a compra de ações da Petrobras, de junho para cá.

Será que ele, com uma fortuna pessoal de mais de 24 bilhões de dólares, está errado ao apostar na Petrobras?

Na época da campanha para a última eleição, espertos fizeram fortunas, da noite para o dia, “jogando” com o sobe e desce das bolsas, ao ritmo da divulgação das pesquisas e das notícias dos jornais, enquanto incautos se desfaziam de ações de primeira linha, deixando de usar a cabeça, para se deixar influenciar pelo comportamento de “manada” e pela desinformação.

Ao contrário do que muita gente acha, a campanha contra a Petrobras que está em curso – que não pode ser confundida com as investigações de corrupção na empresa – não vai quebrar a maior companhia brasileira nem tirar o atual governo do poder.

Ela irá, apenas, aumentar a participação de estrangeiros na Petrobras, aproveitando a queda de preço das ações, já que eles não se deixam contaminar pelo “clima” reinante em alguns segmentos da opinião pública.

CONTRADIÇÕES

Como exemplo dessa contradição entre alguns investidores brasileiros e estrangeiros do ponto de vista da confiança no Brasil, vale lembrar a recente decisão da Jaguar e da Land Rover, de instalarem suas primeiras fábricas fora da Inglaterra por aqui; ou a da Nestlé Mundial de construir a sua primeira indústria de cápsulas de café das Américas em Montes Claros, Minas Gerais.

Se as perspectivas no mercado brasileiro estão tão ruins, por que não foram para a Colômbia, por exemplo, que oficialmente está crescendo muito mais neste ano, e é membro do conhecido “factoide” Aliança do Pacífico?

Por falar em AP, nos oito primeiros meses deste ano, segundo a CEPAL, o Investimento Estrangeiro Direto caiu em 18%, no México, para pouco mais de 9 bilhões de dólares, enquanto aumentou 8%, para quase 50 bilhões de dólares, no Brasil.

Pesquisa divulgada essa semana pela FIRJAN – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro mostra que 47% dos empresários entrevistados vão manter seus investimentos em 2015, e que 41% deles pretende aumentá-los no ano que vem.

23 thoughts on “Um dos homens mais ricos do mundo multiplica sua compra de ações da Petrobras

  1. O que o senhor Mauro Santayana não comenta é que George Soros é um mega especulador do mercado Financeiro Global.

    Hoje, 22 de dezembro de 2014, seu fundo compra ações da Petrobras por que seus analistas chegaram a conclusão que o preço esta muito baixo, devendo subir em um curto espaço de tempo e que vale a pena correr o risco, para depois obter um bom lucro.

    Já em agosto de 2010:
    Revista Exame
    “Fundo do investidor bilionário George Soros vende ações e sai da Petrobras”
    http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/fundo-investidor-bilionario-george-soros-vende-acoes-sai-petrobras-588591

    Os espertos continuam fazendo fortunas, da noite para o dia, no Cassino Bolsa, ao ritmo da divulgação das notícias dos jornais. O comportamento de “manada” ocorre e continua ocorrendo no mundo

  2. Eu não acredito que Santayana seja tão ingênuo a ponto de pautar a viabilidade de um investimento pelas atitudes de um megaespeculador do calibre de Soros.

    Vá la que o cara tenha uma ideologia, ainda que caquética e mofada, mas daí a associá-la a esse desgoverno cujos únicos ideais são o poder pelo roubo e o roubo pelo poder, é carregar demais nas tintas.

    Acorda Santayana!

  3. Coisa mais óbvia para esse Soros é comprar ações na baixa. Foi assim que ficou bilionário.
    Ratazanas como santayana, que vivem uma agonia ideológica, não tem mais alternativas a não ser agarrar essas migalhas para ainda se sentir vivo.

  4. NÃO MERECEMOS SER ESTUPRADO:

    Se depender do MAURO SANTAYANA e José do Abreu o George Soros e Fundos Abutres podem comemorar, esses STALINISTAS propõe a recompra das ações da Petrobrás com as Reservas Cambiais que são cash valioso ( Título do Tesouro do EUA e dólares) por Junk (mico/lixo) das ações da Petrobrás. Certamente esses cavalheiros vão vender o mico por valores altamente especulativos, bem como vai sugar ao máximo as reservas cambiais. Se as reservas cambiais caírem muito o Brasil vai ser dominado pelos megainvestidores e Fundos Abutres como ocorreram com a Coreia do Sul e Argentina.
    Não seria essa a intenção do George Soros e outros Fundos Abutres ? Ou seja comprar em baixa, promover especulação para provocar a intervenção oficial e com isso obter lucros absurdos, bem como acabar com as reservas cambiais.
    Não esqueçam da Crise dos Tigres Asiáticos!!! Quem foi o principal especulador ?
    Naquela ocasião se não fosse a intervenção do Gustavo Franco o Brasil faria a companhia a esses pobres países.
    Outro que escapou a esses ataques foi a Russia, onde o presidente Vladimir Putin (ex-KGB) foi esperto e ligou para esses cavalheiros informando que conhece os endereços e faculdades dos seus filhos e netos…

  5. Antes de tudo é preciso dizer a verdade e não distorcê-la.

    O quadro da economia brasileira não é nada promissor e toda a mídia, por mais cooptada que seja, repercute os sinais do nosso quadro recessivo.

    Ir contra os dados estatísticos oficiais e os fatos da má administração petista que nos empurrou para esta sinuca de bico é se exercitar na arte da ilusão e da falsidade.

    Se o valor das ações derreteu e as suas propriedades passaram das mãos de uns especuladores para as de outros no mercado secundário de ações, e se tal fato significa algo ruim para a empresa, o que não é, diferentemente do que o articulista tenta induzir, a culpa não passa do próprio governo a quem o articulista tenta defender.

    O que está em jogo não é o lucro que os investidores da bolsa terão daqui para frente com as ações da empresa, até porque estamos falando do mercado secundário de ações, e saúde financeira da empresa não depende desse mercado, mas, se o governo irá desaparelhar a Petrobras e a deixará auferir o lucro normal que deveria estar acima de R$30,0 bilhões atualmente e não nos atuais R$20,0 bilhões. Isso, por estar sendo usada como instrumento de contenção de preços dos combustíveis e represamento artificial da inflação.

    Aforando a questão de credibilidade, temos os custos com a corrupção que diretamente já representam perdas irrecuperáveis ao patrimônio da Petrobras; e indiretamente, representaram a continuidade dessas perdas com a responsabilização objetiva nos julgamentos que virão por conta de um sem-número de processos judiciais que começam a ser instaurados.

    Sobre o investimento estrangeiro direto (IED), a perspectiva em 2014 é de que entrem US$63,0 bilhões, diferentemente dos US$50,0 bilhões informados pelo articulista.

    É preciso lembrar ao Sr. Santayana que a maior parte deste IED, a maioria desses recursos, refere-se à transferência de recursos das matrizes da multinacionais para as respectivas sucursais aqui no Brasil.

    Mas, porque o articulista pretende contar vantagem sob este quesito em relação ao México, se o Sr. Santayana é contra as multinacionais?!

    A conclusão é a de que o texto do Sr. Santayana é um exercício articulado de proposições e sugestões sem nexo lógico que só servem para esconder as ingerências econômicas de seu governo ao mesmo tempo em que propagandeia falsidades conjunturais a respeito do país.

  6. Senhores,

    Vejam a CRISE DO PETRÓLEO na visão do jornal Voz da Rússia:

    “PETRÓLEO COMO ARMA GEOPOLÍTICA DE DESTRUIÇÃO EM MASSA
    O preço do petróleo bateu mais um mínimo histórico. Os analistas acreditam que muito em breve ele chegará ao fundo e que se seguirá uma recuperação.
    Na terça-feira, o preço do petróleo bruto Brent do mar do Norte caiu abaixo de 60 dólares por barril. Na opinião de alguns analistas, os preços caíram mais baixo do que as leis do mercado exigiriam. No entanto, para esta situação existem pelo menos duas razões, diz um dos principais especialistas da União de Industriais de Petróleo e Gás da Rússia, Rustam Tankaev:

    “-Infelizmente, aqui existem fatores que são difíceis de controlar de fora.
    O PRIMEIRO FATOR é o Estado Islâmico que está lançando petróleo no mercado mundial a preços muito baixos. Os militantes estão vendendo petróleo por armas e munições. No entanto, em seguida, o petróleo passa por várias mãos para esconder evidências de contrabando. Mas, mesmo assim, ele chega ao mercado a um preço inferior a 50 dólares por barril.
    O SEGUNDO FATOR é a guerra de preços da Arábia Saudita contra o petróleo de xisto nos Estados Unidos de maneira a tornar a sua extração inviável economicamente. Estes processos definem o nível baixo dos preços. Quanto ao Estado Islâmico, os norte-americanos, aparentemente, irão parar o contrabando de petróleo de áreas capturadas por militantes. E os sauditas não podem manter os preços baixos durante muito tempo. É de esperar que no futuro próximo os preços irão crescer. Especialmente porque, com o baixo preço do petróleo, o seu consumo está aumentando, o que altera a relação entre oferta e a demanda”.
    A situação atual afeta diretamente as chamadas petromoedas, entre as quais está também o rublo russo. As economias de alguns países em desenvolvimento, incluindo além da Rússia o Irã, a Venezuela, o Equador, a Nigéria e a Argélia, dependem diretamente de preços altos do “ouro negro”. Eles estão pedindo às monarquias do Golfo Pérsico que diminuam sua produção. Mas elas, aparentemente, não pretendem desistir. Em geral, elas também são inteiramente dependentes do petróleo. Mas só que o custo de mineração do petróleo no Oriente Médio ronda os 10 dólares.

    PETRÓLEO A MENOS DE 40 DÓLARES O BARRIL
    Na opinião de representantes da Arábia Saudita, o preço de 40 dólares por barril não é o limite. Eles não vão cortar a produção mesmo com esse preço, porque o mercado conseguirá se estabilizar por si próprio. Na opinião de analistas da Agência Internacional de Energia, a tendência de queda dos preços do petróleo ainda não se esgotou. A OPEP também prevê uma diminuição da demanda por petróleo em 2015. No entanto, o presidente do conselho de administração do banco russo Sberbank, German Gref, expressa um otimismo cauteloso:
    “A dinâmica do preço do petróleo é negativa. Em algum momento acontecerá um ponto de viragem. Muito provavelmente, isso vai acontecer no segundo semestre do próximo ano. Mas, mesmo assim, o preço não vai ser transcendental”.

    NO FINAL, A LEI DA OFERTA E DA PROCURA PREVALECERÁ.
    Segundo a maioria dos analistas russos, o petróleo começará a voltar ao nível de 80 dólares já no próximo ano. Pode-se argumentar sobre o ritmo desse processo, mas o petróleo no mundo de hoje não pode ser barato, diz o chefe do departamento de economia do Instituto de Energia e Finanças, Marsel Salikhov:
    “A tendência de longo prazo é de aumento do preço. Simplesmente partindo do custo de produção de novos projetos em plataformas continentais e em outras condições geoclimáticas difíceis. Tais projetos não poderão ser realizados a um preço de 70 dólares por barril. E se eles não forem realizados, não haverá petróleo suficiente para uma economia em crescimento. E o preço irá aumentar logo duas vezes. A extração não reage a estes processos imediatamente. Podem passar uns cinco anos até que ela recupere. A falta do produto é sempre equilibrada pelo seu preço”.
    O mercado de energia, bem como quaisquer outros mercados, passa por ciclos. E ele é certamente influenciado por fatores geopolíticos. Hoje em dia, o curso econômico é definido pela política. Os principais jogadores atuam deliberadamente contra o mercado. Mas, dentro em breve, o instinto de autopreservação irá forçá-los a dar prioridade aos fatores sensatez e racionalidade.”

    Então, senhores, comprar ações da Petrobrás nunca será um mau negócio. Ainda mais para quem tem dinheiro sobrando, como o Soros.

    Abraços

  7. Certamente o meu mestre Bortolotto ou o outro meu professor, Wagner Pires, poderão me confirmar a autoria da célebre máxima com relação às ações:
    “Comprar na baixa e vender na alta.”
    Soros é um especulador por excelência, um jogador inveterado na Bolsa de Valores, que detém um capital financeiro que a maioria das nações sequer sonha um dia em possuí-lo.
    Soros faz ações subirem e descerem; commodities valorizarem ou desvalorizarem.
    Tem conhecimentos suficientes para saber que esta queda no preço do petróleo é passageira, na razão direta do preço baixo das ações da Petrobrás, que irá subir quando a corrupção for mais ou menos afastada e com a alta do óleo lhe favorecendo.
    Qualquer “suba” nas ações da nossa estatal pela quantidade adquirida, Soros aumentará a sua fortuna, destinando este lucro para empresas que estejam na situação da Petrobrás, apenas esperando que valorizem razoavelmente para embolsar bilhões.
    A Bolsa é um cassino para profissionais e com alto poder aquisitivo, cujas características dos que lá apostam são a frieza, a mente somente voltada para dividendos, e nenhuma cnsideração às nações que tiverem problemas com suas empresas e possíveis demissões.
    Tais tragédias sociais devem ser resolvidas pelos governos, e não por homens de negócios, calculistas, párias da Economia, exploradores do momento, predadores do patrimônio alheio.
    Quem quiser imitá-lo, o cara dá dando de graça ensinamentos de como enriquecer.
    Se eu tivesse dinheiro, certamente eu compraria ações da Petrobrás, pois aguardaria que valorizassem e as venderia com ótimo lucro.
    Agora, escrevo sobre quantias relevantes, e não sobre quinhentos reais, dois mil ou um milhão.
    Investir pesado significa uma disposição de capital na ordem de meio bilhão para cima, cujo dividendo na ordem de cinco por cento apenas, acarreta VINTE E CINCO MILHÕES DE REIS numa tacada só!
    A meu ver, o Brasil tem um comprador para este montante de ações e ganhar rios de dinheiro:
    Lula e sua família, principalmente o seu filho, conhecido como o “Ronaldinho das finanças”!
    Aliás, pensando bem, cada vez mais me convenço sobre o que escrevi com referência à desvalorização da Petrobrás, que foi obra proposital do PT.
    Ações baratas, muito aquém do valor da estatal brasileira, a compra em baixa e, com a sua alta, a venda e ganhos de milhões!
    Digo mais:
    Soros dever ser o corretor de Lula!!!

    • Excelente abordagem de Francisco Bendl.

      Tanto o investidor bilionário George Soros quanto o seu outro “colega” Warren Buffet fizeram fortuna comprando ações baratas e as revendendo na alta.

      Mas nunca colocaram todos os ovos no mesmo cesto. Aliás tenho a certeza de que ambos têm inúmeros “ovos” espalhados por incontáveis “cestos”, nas várias bolsas de valores ao redor do mundo.

      Certamente perdem, de vez em quando! Mas a soma de seus acertos é sempre muito maior.

      Portanto a linha de raciocínio de Mauro Santayana não vale nada! É apenas “conversa para boi dormir”.

      Será que Santayana foi pesquisar para saber quantos grandes investidores “famosos” perderam dinheiro com as ações do grupo de Eike Batista, mas que no entanto tais perdas lhes foram insignificantes perante seus outros acertos anuais?

      • Senhor Isac,

        É isso mesmo, nenhum investidor que preze seus recursos direciona esses recursos à apenas um tipo de ativo.

        O correto é formar uma cesta de investimentos em que um percentual descreva um tipo de trajetória segundo as circustância mercadológicas e outro percentual outro tipo de trajetória conforme tais circunstâncias. De modo que os ativos investidos descrevam correlações negativas que irão salvaguardar todo o conjunto de recursos investido.

        É no balanceamento dessa pulverização dos recursos investidos que reside a ciência do mercado financeiro.

        A cesta de investimentos fica ótima quando eu consigo balancear as aplicações de tal modo que eu consiga neutralizar o risco de mercado e obter ganhos acima dos títulos que o governo oferece (sem risco).

        É isso, basicamente.

        O assunto é muito interessante e envolve economia, estatística, experiência mercadológica e acompanhamento assíduo do mercado de títulos e das notícias econômicas em todo o planeta.

        Grande abraço!

      • Caríssimo Isac,
        Grato pelo comentário e apoio às minhas palavras.
        Na verdade não imaginamos a grandiosidade de operações que homens do porte de Soros controlam.
        Não só não acreditaríamos como não entenderíamos como obtiveram tamanha fortuna, sem investir este dinheiro nos meios de produção, apenas o dinheiro gerando dinheiro, algo definitivamente incompreensível!
        Se aprendemos que o trabalho é que produz renda, e não o capital gerar capital, esses “investidores” criaram um mundo à parte, e obrigam países e populações inteiras a assistir inertes, impotentes, aos lances diários movidos no tabuleiro da especulação.
        Certamente este é um dos maiores e mais graves defeitos do capitalismo selvagem, sem identificação, cruel, sádico, que se aproveita da fragilidade econômica de nações e de empresas para lucrar, somar, engrandecer, na razão inversamente proporcional que causa prejuízo e miséria às vítimas que sofreram suas invasões.
        Um abraço, meu caro amigo Isac.

    • Caro Bendl, é isso mesmo, comprar na baixa e vender na alta. É a regra mais elementar no jogo dos títulos de renda variável – mercado acionário.

      Mas, não vá levando a sério o que este articulista diz, pois, mente descaradamente a respeito de números e índices e entremeia todo o seu artigo com recortes de notícias para dobrar a verdade ao seu talante.

      Veja aqui a notícia completa:

      George Soros compra mais ações da Petrobras.

      Enquanto grandes fundos dos EUA reduziram nos últimos meses as apostas em papéis da Petrobras, um grande investidor está indo na direção contrária, o bilionário George Soros. Desde o começo do ano, ele vem aumentando as compras de ações da empresa brasileira e no último trimestre dobrou a quantidade de papéis em suas carteiras.

      Soros fechou o terceiro trimestre com 5,1 milhões de ações e opções de compras da Petrobras. No período anterior, ele tinha 2,4 milhões de papéis, também acima dos 2 milhões do primeiro trimestre, de acordo com dados enviados pela Soros Fund Management, que administra cerca de US$ 28 bilhões, para a Securities and Exchange Commission (SEC, que regula o mercado de capitais norte-americano).

      Pelas regras dos EUA, os fundos precisam informar à SEC a cada trimestre como estão suas carteiras no fechamento do período, com a quantidade de ações e as empresas em que investem.

      Já outros grandes fundos dos EUA têm vendido ações da Petrobras. A Millennium Management, que administra cerca de US$ 22 bilhões, reduziu sua exposição em 86% no terceiro trimestre comparado com o segundo período de 2014. A Discovery Capital, que faz a gestão de US$ 15 bilhões, cortou em 28%, e a D.E. Shaw, com recursos de US$ 34 bilhões, em 9%.

      Outros fundos foram ainda mais radicais. A AlphaBet Management, que agora se chama Saiers Capital e administra US$ 2 bilhões, zerou a posição. A Arrowstreet Capital, que faz a gestão de US$ 25 bilhões, também se desfez dos 1,1 milhões papéis da petroleira, segundo os dados da SEC compilados pelo site especializado em fundos de hedge InsiderMonkey.

      Os American Depositary Receipts (ADRs), recibos que representam ações da Petrobras e são negociados na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse, na sigla em inglês), acumulam queda de 50% este ano. Uma série de notícias negativas nos últimos meses tem ajudado a provocar estas perdas. Entre elas, as denúncias de corrupção na empresa, prisão de executivos da companhia e de prestadoras de serviços, falta de divulgação do balanço do terceiro trimestre, alto endividamento e a queda do preço internacional do petróleo.

      Na avaliação dos analistas de petróleo do Credit Suisse, Andre Sobreira e Vinicius Canheu, a Petrobras já quebrou uma série de promessas feitas aos investidores e é crucial, para restaurar a confiança, que a empresa apresente números e metas confiáveis.

      …………………………………………………………………………………………………………………………………………

      O certo Bendl é que alguns especialistas acham que não há mais margem para a continuação da queda dos valores das ações ordinárias e preferenciais da empresa, uma vez que este patamar a que chegaram – de pouco mais de nove reais -, representa o fundo do poço para as ações da empresa.

      Assim, é chegada a hora da compra de ações pois o único caminho que elas têm é o da recuperação de valor.

      Eu até posso concordar, mas, que eu faço isso com uma tremenda dúvida eu faço, já que a governança da empresa perdeu por completo a sua credibilidade.

      Dilma insiste em dar credibilidade à esta diretoria desmoralizada que aí está porque é ela quem está carreando dinheiro para o seu partido. E tudo isso às claras, sem o menor pudor! Tudo sendo sustentado na mentira e na inversão de valores.

      É isso que dá largar o Brasil nas mão de terroristas, bandidos, com poder sobre estatais e sobre o orçamento da União.

      Todo este cenário, para mim, vai piorar ainda mais. Com mais mentiras e dissimulações.

      Apostar na Petrobras é apostar da descontinuidade do que aí está.

      Mas, caro Bendl, o Sr. acredita na descontinuidade desse processo que está atropelando o país e suas instituições?

      • Caríssimo Wagner Pires,
        Não sou economista.
        Minha compreensão sobre dinheiro se resume em gastá-lo ou poupá-lo.
        Talvez eu saiba um pouco sobre valorizá-lo, o custo daquilo que compramos, e o quanto representará no nosso bolso de acordo com o que auferimos em salário.
        Dito isso, o mercado de ações foge completamente ao nosso conhecimento básico sobre ter ou não dinheiro, poder adquirir ou não, ter condições de financiar e pagar ou apenas ficar admirando o objeto do sonho ou necessário.
        Acredito que as ações da Petrobrás recuperarão parte de sua perda colossal.
        O petróleo subirá dentro de alguns meses ou semanas, pelo simples fato que seu preço baixo não prejudica apenas a Petrobrás, mas o complexo energético que move o mundo e cujas empresas poderosas vão querer ganhar dinheiro.
        Não acredito, entretanto, que o modelo administrativo conduzido pelo PT e seus diretores substituídos por outros, mas igualmente orientados para a continuidade do processo de espoliação da estatal será a causa desta tênue recuperação, longe disso.
        Mas, a gigante brasileira tem o seu valor intrínseco, que não está na avaliação de suas instalações, escritórios pelo Brasil e em muitos países, nas suas refinarias, plataformas em alto mar, navios, mas na riqueza do solo marítimo brasileiro!
        O pré-sal.
        Se a empresa sofreu uma queda vertiginosa porque vítima de ladrões, esses meliantes não lhe roubaram a sua matéria prima, o veio de ouro negro que ela refina, pois os fascínoras têm limite no raio de ação que operam, enquanto que a estatal tem seus tentáculos mais longos, mais poderosos, e consegue expandir-se mesmo sendo prejudicada nas suas contas, no lucro desviado, e aumento do custo administrativo, em decorrência.
        Mais a mais, temos quatro anos de gestão petista, e que o PT recebeu o cartão amarelo na etapa inicial.
        Este segundo tempo da presidente Dilma, ela está “amarelada”, razão pela qual ou joga de forma mais calma ou poderá ser expulsa po jogo violento.
        Em outras palavras:
        Se não levar a Petrobrás de forma mais criteriosa e diminuindo a ação dos diretores desonestos que escolhe, o impedimento é uma possibilidade real.
        Agora, até a estatal voltar a ser a empresa modelo e padrão de modernidade, desenvolvimento, pesquisa e suporte nacional, vai levar muito tempo, e dependendo das circunstâncias internacionais, afora conseguir livrar-se do jugo petista, de seus algozes, torturadores, dos que lhe quebraram os membros superiores.
        Volto a frisar:
        A meu ver, Soros é o corretor de Lula nesta aquisição em grande escala que faz das ações da Petrobrás!
        Um abraço, Wagner.

  8. Mestre Bortolotto,
    Pensamos igual.
    Soros não rasga dinheiro, ao contrário, sabe como poucos como preservá-lo e ampliá-lo magicamente.
    Porém, até prova em contrário, o húngaro é o corretor do brasileiro Lula, pois a desvalorização da estatal teve um propósito, que se descobre pouco a pouco, e que não será surpresa quando identificarmos o verdadeiro ganhador de bilhões lucrados com a aquisição das ações em baixo custo!
    Outro abraço, mestre.

  9. Os comentários desses leitores são muito melhores que as matérias. Vou ficar por aqui por um bom tempo, até aprender a arte da crítica e desmentir esses analistas magos que tentam prever o mercado de ações com gráficos, sem olhar o tabuleiro de xadrez, onde estão jogando os grandes jogadores.

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