Um enigma, um mistério e uma charada

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Charge do Santo, reprodução da Charge Online

Carlos Chagas

Dos 513 deputados federais, quantos perderão o direito de candidatar-se à reeleição em 2018, incluídos no rol dos ficha suja? Quantos senadores, dos 61 cujos mandatos se encerram? Que partidos fornecerão maior número de proscritos: PT, PMDB ou PP?

Poucas dúvidas existem a respeito de tratar-se da maior renovação parlamentar das últimas décadas na Câmara e no Senado. Acresce que a cláusula de barreira, agora uma certeza, também contribuirá para sensíveis mudanças, junto com a proibição de doações de empresas para as campanhas eleitorais.

Vale prestar atenção nesses números, que não demora serão conhecidos. Cálculos sem confirmação dão conta de que, com a obrigação de apresentarem 2% de votos válidos em todo o país, distribuídos por pelo menos 14 estados, dos 35 partidos hoje funcionando, apenas 9 sobreviveriam. É claro que o Senado, hoje debruçado na questão, cuida de dar um jeitinho nesses percentuais. Se não conseguir, a Câmara cuidará, apesar de 9 ser uma conta exagerada.

O importante, porém, é saber o grau de renovação de deputados federais e senadores, com ênfase para os atuais que estarão impedidos de concorrer. Trata-se de um enigma dentro de um mistério, envolto por uma charada. Os novos congressistas serão mais novos ou mais velhos? Admitindo-se 9 partidos, parece que os dois primeiros serão PMDB e PSDB, desconhecida ainda a pole-position, mas o PT conseguirá emplacar?  Quanto aos demais, existirão os “de aluguel”? Algum “histórico”?

Por último, outra dúvida: dos prefeitos de capital hoje todos conhecidos, todos cumprirão seus mandatos de quatro anos? Quantos disputarão os governos estaduais?  E a presidência da República, só dois?

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