Um mistério mais tenebroso do que o cofre do Adhemar de Barros: quem levou os R$ 4 milhões roubados da campanha de Serra?

O internauta Arthur Vilella enviou terça-feira o seguinte apelo à Tribuna da Imprensa: “Hélio, mil desculpas por estar usando seu espaço, mas meu ajuste aqui é com o Carlos Newton, que deu para criticar a Dilma por ela ter denunciado o negócio do sumiço do R$ 4 milhões da campanha do Serra.
O Newton escreveu uma diabrite qualquer e sumiu, chame ele aí: é que a questão esquentou e o Carlos Newton tem que se explicar, especialmente quanto ao Sr Paulo Vieira de Souza, vulgo Paulo Preto.
Diga aí Carlos, você que é achegado ao Serra, o abortista, ele conhecia ou não conhecia o engenheiro do DERSA?
O Serra foi ou não inteirado dos seus negócios que o Paulo Preto dizia que fazia para ele? Quanto mais ele arrecadou das empresas, já que ele afirma que conseguiu doações para a campanha muito mais do que R$ 4 milhões – isso é irrisório perto do que eles doaram.
O quê o Serra esconde? Para onde foram os R$ 4 milhões que os tucanos dizem que o Paulo Preto surrupiou da campanha? Por que o Serra não fez um BO (Boletim de Ocorrência), se ele foi diretamente roubado? De que ele tem medo?
Para seu governo, matéria na Folha. O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, saiu nesta terça-feira em defesa do ex-diretor de engenharia da Dersa (estatal paulista responsável por obras viárias) Paulo Vieira de Souza.
Conhecido como Paulo Preto ele foi citado pela candidata Dilma Rousseff (PT) no último domingo, durante debate na Band. Dilma afirmou que ele desviou R$ 4 milhões originalmente destinados para a campanha de Serra”.

Resposta de Carlos Newton:
Certas coisas só acontecem comigo. Fiz uma matéria contra o Serra, muito pesada, a respeito de precatórios milionários (a chamada do artigo está aí no alto, do lado direito da tela), recebi um monte de críticas de internautas tucanos.

Fiquei com problemas de consciência. Para equilibrar o jogo, fiz então uma matéria contra a Dilma, e o mundo desabou. Recebi tantos comentários negativos, que estou deprimido. Espero que o fracasso não me suba à cabeça.

O pior mesmo é essa crítica do Arthur Vilella. Ele pede que eu “me explique” a respeito dos R$ 4 milhões que teriam sumido dos fundos da campanha de Serra. E me faz uma série de perguntas sobre esse dinheiro, quantia mais do que respeitável, além de exigir que eu responda sobre o envolvimento de Serra no nebuloso assunto.

Bem, Vilella, me desculpe, mas juro por Deus (os dois candidatos viraram religiosos de repente, também estou nessa) que o dinheiro não está comigo. Nem sabia do assunto. Nessa parte do debate da Band, acho que cochilei ou não prestei atenção. Nem vi se a Dilma chamou o engenheiro de Paulo Vieira de Souza ou Paulo Preto. Pessoalmente, prefiro chamá-lo pelo nome. É politicamente correto, e a gente não se arrisca a responder pela Lei Afonso Arinos, perdão, Lei Caó. O certo seria Paulo Afrodescendente.

Mas insisto, Vilella. Não tive nada a ver com isso. E vou logo adiantando que também não sei nada sobre o tal roubo do cofre da amante de Adhemar de Barros. Se lhe disserem alguma coisa a respeito, é mentira, posso afiançar. Só sei o que o deputado do PT e ex-ministro Carlos Minc diz. Que Dilma não participou, mas “tirava uma onda” de que tinha participado. É só isso que sei.

A propósito de contribuições de campanha, outro dia o pessoal do site “Dilma 13” mandou um e-mail pedindo que eu colaborasse com no mínimo 13 reais (o cara do site parece com o Zagallo, tem mania de 13). Infelizmente, não pude contribuir, por falta de numerário.

Mas prometo que, se esses 4 milhões forem depositados na minha conta (aceito também dólares, libras, ienes ou euros), imediatamente contribuirei para a campanha da preferida do presidente Lula. Se sobrar algum, mando também para o Serra. Juro por Deus (não sei por que, nesse segundo turno me bateu uma religiosidade irresistível).

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