Um nome à altura da importante e honrosa missão de substituir Zavascki

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Charge do Alpino, reproduzida do Yahoo

José Carlos Werneck

O presidente Michel Temer está com a honrosa e importantíssima missão de indicar o novo juiz do Supremo Tribunal Federal, para a vaga do ministro Teori Zavascki. Ele têm uma grande oportunidade para nomear um jurista com todas as qualificações necessárias para ocupar um dos cargos mais importantes da República.

Precisa escolher um nome que reúna todos os predicados exigidos para integrar nossa mais Alta Corte de Justiça. O Supremo Tribunal Federal já teve como integrantes juristas da envergadura de José Eduardo do Prado Kelly, Adauto Lúcio Cardoso, Aliomar Baleeiro, Evandro Lins e Silva, José Carlos Moreira Alves, Luiz Gallotti, Xavier de Albuquerque, Eloy da Rocha, Ribeiro da Costa, Oswaldo Trigueiro, isto só para citar alguns dos inúmeros membros, que além do notório saber jurídico e reputação ilibada, reuniam independência política, coragem pessoal, desapego a vaidades, além de vasta cultura geral, grande inteligência e erudição.

QUALIDADES – O próximo indicado precisa reunir todas essas qualidades, para restabelecer quaisquer desgastes que o STF possa ter sofrido nos últimos tempos.

Num momento em que o Congresso Nacional, com pouquíssimas e honrosas exceções, está carente de integrantes de peso e abriga em seus quadros representantes medíocres e figuras no mínimo exóticas, cabe ao mais alto Tribunal do País ser um ponto de equilíbrio para a salvaguarda das instituições democráticas e garantia das liberdades tão arduamente conquistadas pelo sofrido e descrente povo brasileiro.

EXEMPLOS PUJANTES – O STF, ao longo de sua história, já deu ao País, através de suas decisões, exemplos pujantes de respeito à Constituição e às liberdades individuais. Para manter este padrão de excelência precisa sempre abrigar em seus quadros o melhor dos melhores, para que o nível de qualidade seja o mais elevado e atenda às altas atribuições que a função requer.

Espera-se que tudo isto o presidente Temer deverá levar em conta, quando tomar a importante decisão de submeter ao Senado o nome do escolhido para ser o novo ministro do Supremo Tribunal Federal.

15 thoughts on “Um nome à altura da importante e honrosa missão de substituir Zavascki

  1. Turbulência não derruba apenas avião…

    O governo federal defende que a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Carmen Lúcia, escolha o nome de um relator para os processos da Operação Lava Jato antes de definir a homologação das delações premiadas de executivos de empreiteiras.

    Ou seja, na avaliação da equipe presidencial, a ministra não deveria homologar a delação da Odebrecht durante o período do recesso do Judiciário, como é defendido por procuradores para evitar maiores atrasos no processo do acordo da empreiteira.

    Assessores presidenciais destacam que, assim que a homologação for feita, o conteúdo dos depoimentos dos executivos da Odebrecht deve ser divulgado, o que tende a gerar turbulências para o Palácio do Planalto e seus aliados. Daí que o governo prefere que a homologação não aconteça agora.

    ( Uol ).

  2. “EXEMPLOS PUJANTES – O STF, ao longo de sua história, já deu ao País, através de suas decisões, exemplos pujantes de respeito à Constituição e às liberdades individuais. Para manter este padrão de excelência precisa sempre abrigar em seus quadros o melhor dos melhores, para que o nível de qualidade seja o mais elevado e atenda às altas atribuições que a função requer.”

    -Eu sei que o nobre José Carlos Werneck é uma pessoa refinada e educada. Até mesmo na hora de escolher os substantivos e adjetivos referentes àquela Corte…

    • Prezado Francisco Vieira,
      Obrigado,pelo comentário sobre minha pessoa.
      Repare bem, pelo tempo do verbo usado,que como você transcreveu,que eu me referi ao passado do Tribunal:

      “EXEMPLOS PUJANTES – O STF, ao longo de sua história, já deu ao País, através de suas decisões, exemplos pujantes de respeito à Constituição e às liberdades individuais. Para manter este padrão de excelência precisa sempre abrigar em seus quadros o melhor dos melhores, para que o nível de qualidade seja o mais elevado e atenda às altas atribuições que a função requer.”
      Grande abraço,
      Werneck

  3. O Temer, como todos os presidentes anteriores vai escolher alguém que tenha a sabedoria de respeitar quem o nomeou. Venha quem vier o objetivo será o de travar a Lava Jato. Se queremos alguém que trabalhe para o Brasil, então o escolhido não poderá ser escolhido pelo presidente e referendado pelo Senado. Por lá só vão passar os alinhados com a bandidagem.

  4. A preocupação de Werneck, excelente articulista que temos e célebre advogado, é a mesma que tem o cidadão brasileiro com referência ao seu País, hoje explorado e violentado despudoradamente!

    O nome que substituirá Teori Zavascki deve ser acima de qualquer suspeita, indiscutivelmente, entretanto devo frisar que não podemos ter a esperança que Temer escolherá alguém com estas condições imprescindíveis, convenhamos.

    O presidente irá optar por aquele que menos lhe incomodar com a homologação das delações premiadas, consequentemente, e como não tem tendências suicidas, o novo ministro será do nível de comprometimento político já demonstrado à exaustão por Tófoli e Lewandowski.

    Jamais será com notório saber jurídico, isento e imparcial, jamais, até pelo fato de contrariar o espírito da Alta Corte, hoje submissa ao Planalto e assessora do Parlamento.

    Aposto minhas fichas na monumental decepção que teremos com a escolha de Temer, e alegria incontida para os criminosos parlamentares, que foram denunciados por seus comparsas.

    Minha reverência ao artigo procedente e pertinente ao momento, cujo teor nos deixa apreensivos quanto ao sucessor do imprudente ministro Teori, que pagou um preço muito caro e injusto pelo fim de semana fortuito que escolhera para se divertir ou até mesmo se debruçar sobre as denúncias relativas aos ladrões mencionados na Lava-Jato!

    Um abraço, Werneck.
    Saúde e paz!

  5. O presidente nomeando ministro do STF, o mesmo que um dia irá julgá-lo.
    Pra ser juiz de 1ª instância, é super-difícil, provas e mais provas, além da exigência de experiência como advogado.
    Pra ministro do STF, nenhuma exigência, inclusive um deles já tentou 2 vezes o concurso pra juiz e não passou.
    E o ministro, querendo ou não, em última análise é um juiz…e juiz tem de ser imparcial.
    Mas como ser imparcial com alguém a quem eles devem favores, no caso o cargo?
    É como num julgamento um juiz ser pai do réu…
    Mesmo que esse réu seja realmente inocente, ficará a suspeita de favorecimento.

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