Um poema de Antonio Ccero, para se guardar e no esquecer jamais

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O filsofo, escritor, compositor e poeta carioca Antonio Ccero Correa de Lima pergunta por que se escreve, por que se publica e por que se declama um poema, a no ser para Guardar o que realmente queremos.

GUARDAR
Antonio Ccero

Guardar uma coisa no escond-la ou tranc-la.
Em cofre no se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa vista.
Guardar uma coisa olh-la, fit-la, mir-la por
admir-la, isto , ilumin-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa vigi-la, isto , fazer viglia por
ela, isto , velar por ela, isto , estar acordado por ela,
isto , estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda o vo de um pssaro
Do que um pssaro sem vos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
Para guard-lo:
Para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
Guarde o que quer que guarda um poema:
Por isso o lance do poema:
Por guardar-se o que se quer guardar.

One thought on “Um poema de Antonio Ccero, para se guardar e no esquecer jamais

  1. Vocs continuam a insistir nisso. Estamos no sculo XXI ! O cortex senhor, o mundo racional, a amgdala foi rebaixada a serva. Pelo amor da me do guarda, desistam de tentar rimar tolices.
    Quem j viu poesia que se explica? S aqui neste canto:
    “Guardar uma coisa vigi-la, isto , fazer viglia por ela, isto , velar por ela, isto , estar acordado por ela, isto , estar por ela ou ser por ela.”

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