Um presente da natureza, de Luiz Carlos da Vila e Fátima Guedes

O cantor e compositor carioca Luiz Carlos Baptista (1949-2008) que adotou o nome artístico de Luiz Carlos da Vila ou das “Vilas”, como ele mesmo afirmava, porque residia na Vila da Penha e era compositor da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, é considerado um dos formatadores do samba carioca contemporâneo.

Luiz Carlos da Vila (foto) e sua parceira Fátima Guedes, na letra de “Presente da Natureza”, refere-se às características da vizinha de sua janela, ou seja, uma árvore frondosa e bela. Essa música foi gravada por Beth Carvalho no LP Traço de União, em 1982, pela RCA Victor.

PRESENTE DA NATUREZA
Fátima Guedes e Luiz Carlos da Vila

A vizinha da minha janela
É uma árvore frondosa, bela!
Quando o vento sopra ela se curva
Parece até querer entrar por ela
Feito uma vizinha curiosa
Quem vem toda buliçosa
Se desvelar

Fico a sorrir desta visita oferecida
Que enche a minha sala de prazer e vida
Quando me mostra as folhas novas pequeninas
Que se alvoroçam feito um bando de meninas
Rolam no tapete
São mesmo crianças
Despertando novas esperanças

Bem-vinda vizinha
Que varre as tristezas
Que lindo presente da natureza

(Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

 

One thought on “Um presente da natureza, de Luiz Carlos da Vila e Fátima Guedes

  1. Lindo ! lindo ! lindo ! E para contribuir, segue uma mensagem positiva. Espero sinceramente que reforce as esperanças de amigos desconhecidos.

    Talvez – Sônia Carvalho.

    Talvez eu tenha que envelhecer tarde demais. Mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena.

    Talvez eu sofra inúmeras desilusões no decorrer de minha vida, Mas farei que elas percam a importância diante dos gestos de amor que encontrei.

    Talvez eu não tenha forças para realizar todos os meus ideais. Mas jamais irei me considerar um derrotado.

    Talvez em algum instante eu sofra uma terrível queda. Mas não ficarei por muito tempo olhando para o chão.

    Talvez um dia o sol deixe de brilhar. Mas então irei me banhar na chuva.

    Talvez um dia eu sofra alguma injustiça. Mas jamais irei assumir o papel de vítima.

    Talvez eu tenha que enfrentar alguns inimigos. Mas terei a humildade para aceitar as mãos que se estenderão em minha direção.

    Talvez numa dessas noites frias, eu derramarei muitas lágrimas. Mas não terei vergonha por esse gesto.

    Talvez eu seja enganado inúmeras vezes. Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar alguém mereça a minha confiança.

    Talvez com o tempo eu perceba que cometi grandes erros. Mas não desistirei de continuar trilhando o meu caminho.

    Talvez com o decorrer dos anos eu perca grandes amizades. Mas irei aprender que aqueles que realmente são meus verdadeiros amigos nunca estarão perdidos.

    Talvez algumas pessoas queiram o meu mal. Mas irei continuar plantando a semente da fraternidade por onde passar.

    Talvez eu fique triste ao concluir que não consigo seguir o ritmo da música. Mas então, farei que a música siga o compasso dos meus passos.

    Talvez eu nunca consiga enxergar um arco Iris. Mas aprenderei a desenhar um, nem que seja dentro do meu coração.

    Talvez hoje eu me sinta fraco. Mas amanhã irei recomeçar nem que seja de uma maneira diferente.
    Talvez eu não aprenda todas as lições necessárias. Mas terei a consciência que os verdadeiros ensinamentos já estão gravados na minha alma.

    Talvez eu não tenha motivos para grandes comemorações. Mas não deixarei de me alegrar com as pequenas conquistas.

    Talvez eu não seja exatamente quem gostaria de ser. Mas passarei a admirar que sou.

    Porque no final saberei que, mesmo com incontáveis dúvidas, eu sou capaz de construir uma vida melhor.
    E se ainda não me convenci disso, é porque como diz aquele ditado: “Ainda não chegou o fim”.
    Porque no final não haverá nenhum talvez e sim a certeza de que a minha vida valeu a pena e eu fiz o melhor que podia.

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