Uma belíssima homenagem do poeta Abel Silva à vida e à obra de Vinicius de Moraes

A bel prazer' reanima dor de amor do poeta Abel Silva em vozes estelares | G1 Música Blog do Mauro Ferreira

Abel Silva gravou um CD só com canções inéditas

Paulo Peres
Poemas & Canções

O professor, jornalista, escritor e compositor Abel Ferreira da Silva, nascido em Cabo Frio (RJ), diz que é um dos “filhos ideológicos” de Vinícius de Moraes: “Ele nos apontou para o fim das hierarquias opressivas e patrimonialistas entre poesia “superior” e “popular” e minha geração entendeu claramente o recado, razão pela qual escrevi a letra de “Rua Vinícius de Moraes”. A música foi gravada por Fernanda Cunha no CD O Tempo e o Lugar, em 2002, produção independente.

 

RUA VINÍCIUS DE MORAES
Sueli Costa e Abel Silva


Vou pela Rua Vinícius de Moraes
Enquanto amendoeiras dispensam
Folhas mortas
Como se fossem papéis
Escritos com sangue e alegria
Papéis manchados de vida
E poesia

Sou as canções que eu faço
E as que farei
Sou os amores que tenho
E os que terei
Pois o amor e as canções
São o esperanto geral
Que me protege das manhãs
Do mal

Ando sem medo da dor
Ou da morte
Nasce o dia
Com suas trombetas tropicais
Enquanto piso as folhas
Das amendoeiras vermelhas
Da Rua Vinícius de Moraes

3 thoughts on “Uma belíssima homenagem do poeta Abel Silva à vida e à obra de Vinicius de Moraes

  1. Meu nome é Sapo, mas para me tornar ilustre ajuntei o Toga. Assim, me tornei excelência e, como todas as outras, não passo de um pomposo imprestável. É odioso, mas é real. Nesta terra em que nasci e por pouco tempo vivi, as pessoas se tornam ilustres pelo nome e os títulos. Por exemplo, um poeta é poeta por fazer poesia. Se ela é de boa qualidade o autor se torna famoso e amado, sem precisar ser chamado de doutor, jornalista, compositor, veterinário. A essência é o essencial; o resto é supérfluo, desnecessário.

  2. SONETO DE INDAGAÇÃO

    será tarde, Senhora, será tarde?
    A vida, igual ao dia , encontra ocaso.
    Termina, pouco a pouco , o nosso prazo
    E o frio olhar da morte já nos carde.

    Que tua luz me salve ou me reguarde.
    Tuas chamas me queimam.Já me abraso.
    Estamos bem além de um simples caso.
    A alma, outrora errante, em ânsias arde.

    Tenho estranho fulgor de adolescência.
    Mas, ao notar que tudo pede urgência,
    Sinto que amar me traz um certo alarde.

    E ao ver o tempo inexorável ,lento,
    Escravo de teu grande encantamento
    Aflito de pergunto – será tarde?

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