Uma canção de amor de Carlos Drummond de Andrade

O Bacharel em Farmácia, funcionário público, escritor e poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), um dos mestres da poesia brasileira, mostra suas dúvidas na “Canção Final”.

CANÇÃO FINAL
Carlos Drummond de Andrade

Oh! se te amei, e quanto!
Mas não foi tanto assim.
Até os deuses claudicam
em nugas de aritmética.
Meço o passado com régua
de exagerar as distâncias.
Tudo tão triste, e o mais triste
é não ter tristeza alguma.
É não venerar os códigos
de acasalar e sofrer.
É viver tempo de sobra
sem que me sobre miragem.
Agora vou-me. Ou me vão?
Ou é vão ir ou não ir?
Oh! se te amei, e quanto,
quer dizer, nem tanto assim.

   (Colaboração enviada por Paulo Peres – Site Poemas & Canções)

4 thoughts on “Uma canção de amor de Carlos Drummond de Andrade

  1. Discordo da frase do extinto Carlos Drummond. A busca da perfeicao, do ideal, no homem, e um anelo fundamental, serve como motor do seu desnvolvimento. Evidente que nunca atingiremos a perfeicao absoluta, mas o legado deixado por Bach, Mozart, Shakespeare, Michelangelo, Monet, Sorolla, Euler, Leiibnitz, Einstein, Newton, o legado destes gigantes, tangencia a perfeicao.

  2. 1) Tenho grande admiração pelo poeta CDA, mas na foto ele está equivocado. Disse Jesus em Mt 5:48 = “Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai que está nos céus”. Penso até que este deveria ser o lema de todos os políticos no Brasil e todas as pessoas em geral. E se me perguntarem, respondo que há 63 anos estou tentando ser, sempre ensaiando. Claro, pessoal psi … vai me chamar de louco …

    2) Letra da poesia é boa, mas está meio deprê. Digamos, é um Direito que o poeta tem …

    3) Licença: em 31 de março de 1901, o escritor Machado de Assis, recebe pedido para ceder Direitos Autorais dos seus livros para tradução em francês. Ele responde que o sr. Garnier, de Paris, já era detentor de todos os seus Direitos.

    4) Fonte: Biblioteca Nacional, Agenda, 1993.

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