Uma desesperada canção de amor que marcou a trajetória de Djavan

Djavan conseguiu desenvolver um estilo pessoal

Paulo Peres
Poemas & Canções

O cantor, compositor e produtor musical alagoano Djavan Caetano Viana revela na letra de “Álibi” o ser apaixonado e não correspondido, tal como ele gostaria que fosse, inclusive, já não se sacia com o sexo (força do beijo), mesmo que o sexo seja intenso, frequente e liberado (vadio). O apaixonado sofre (chora), mas nega a raiva que sente (mentira da ira), pelo desejo não satisfeito (não contraíra). O amor está no limiar da dor e vice-versa (por um triz).
O apaixonado tenta iludir-se e ao outro aparentando felicidade, usando a sua carência como justificativa (álibi) para essa vida sem sentido, a espera do outro que não se entrega. A música faz parte do LP Djavan Ao Vivo, lançado em 1999, pela Epic/Sony Music.
ÁLIBI
Djavan 
Havia mais que um desejo
A força do beijo
Por mais que vadia
Não sacia mais


Meus olhos lacrimejam teu corpo
Exposto à mentira do calor da ira
No afã de um desejo que não contraíra
No amor, a tortura está por um triz

Mas gente atura e até se mostra feliz
Quando se tem o álibi
De ter nascido ávido
E convivido inválido
Mesmo sem ter havido, havido

Quando se tem o álibi
De ter nascido ávido
E convivido inválido
Mesmo sem ter havido, havido

Havia mais que um desejo

2 thoughts on “Uma desesperada canção de amor que marcou a trajetória de Djavan

  1. A década de 70 foi muito importante para a música brasileira, quando pudemos curtir Djavan, Caetano Veloso, Chico Buarque, Elis Regina. Tim Maia, Alceu Valença, Belchior, Rita Lee, Os Mutantes, As Frenéticas, Os Novos Baianos, Raul Seixas, Secos & Molhados, Gal Costa e mais: Roberto Carlos (Detalhes, a música mais tocada nas rádios na década de 70), Erasmo Carlos, Beth Carvalho, Clara Nunes, Luiz Melodia e muitos, muitos outros. Era música brasileira para todos os gostos.
    Djavan chegou aqui no Rio, vindo de Maceió, no comecinho de 70 e trouxe a novidade de seus versos de uma essência incomparável. Curto Djavan até hoje porque seu trabalho é permanente.

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