Uma Lei para a internet no Brasil: exemplos de algozes eletrônicos que se julgam impunes

Hildeberto Aleluia

Os exemplos de crimes pela internet são muitos. Mas vou ficar mesmo na minha área profissional, a de Comunicação. Dois dos mais importantes jornalistas do país, ambos pautados por um jornalismo independente e investigativo e francamente crítico aos desmandos dos governos , foram vítimas desses algozes eletrônicos.

Primeiro foi o jornalista da revista Veja, Augusto Nunes. Os insultos, agressões, ameaças e vitupérios foram tantos que, além das providências jurídicas, ele publicou em sua coluna eletrônica as ameças que vinha recebendo. Segundo o site Comunique-se, em publicação de 02 de agosto de 2012, Nunes descobriu a identidade do autor que se escondia sob a alcunha de “ Kako Lamim”. Na realidade, descobriu tratar-se do cidadão Clayton Mendonça de Oliveira, gerente de divisão da estatal do setor elétrico Furnas S/A.

Disse mais o Comunique-se: “O internauta Mendonça de Oliveira será questionado na justiça sobre o que escreveu e que a direção da empresa Furnas também seria convidada a prestar esclarecimentos, já que durante o horário de expediente, o funcionário utilizava equipamentos da companhia para endereçar ameaças a jornalistas que discordam do governo e do PT. O autor dos comentários revelou, voluntariamente, que é parente do ex-Chefe da Casa Civil do governo Lula e recentemente condenado pelo Supremo Tribunal Federal , STF, por uma série de crimes, o ex-deputado Federal pelo PT de São Paulo e ex-presidente do partido José Dirceu” .

O Comunique-se, um site dedicado à comunicação, reproduziu , na mesma edição, os comentários do senhor Reynaldo Rocha, advogado com sólida formação jurídica, que este teria feito no site do jornalista Augusto Nunes:

“A situação será resolvida judicialmente. A direção de Furnas terá de manifestar-se. É o que esperam, ao menos, os acionistas minoritários, que não fazem parte do governo nem admitem que uma estatal seja usada como quintal do PT e apaniguados. No caso, por envolver um primo que se orgulha dos laços de sangue, reforça o que sempre se disse de José Dirceu. Esse tipo de “ajuda prestada pelo gerente de divisão de Furnas ao parente em perigo confirma até onde vai a barbárie ética e moral e o menosprezo ao estado do direito,” disse o advogado.

(Leia amanhã: O caso do jornalista José Neumanne Pinto)

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