Uma música de Milton e Brant, para se guardar do lado esquerdo do peito

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Milton e Brant, uma amizade eterna, desde sempre

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O advogado, compositor e poeta mineiro Fernando Rocha Brant (1946-2015), na letra de “Canção da América”, lembra o desejo de frátria, devido aos laços histórico/afetivos que unem os países americanos, em especial, os latino-americanos. Pelo potencial confraternizador que carrega, a canção tornou-se o hino de celebração das amizades, mormente, para retratar os encontros e as despedidas existentes em nossa vida. Esta música foi gravada por Milton Nascimento, em 1980, no LP Sentinela, pela Ariola. E deve ser cantada sempre, como se fosse um hino do Dia do Amigo, que se comemora hoje, 20 de julho.


CANÇÃO DA AMÉRICA

Milton Nascimento e Fernando Brant

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam “não”
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar. 

7 thoughts on “Uma música de Milton e Brant, para se guardar do lado esquerdo do peito

  1. Quem lê um pouquinho de Bíblia Sagrada deve fugir de amigos guardados do lado esquerdo do peito, pois em tal lado fica o humano coração e diz a Bíblia, se tal obra não seria hoje mera letra morta e uma coisa absolutamente ultrapassada coberta pela poeira do tempo, que o coração do homem é algo incomparavelmente ardiloso e irremediavelmente mal (Jeremias XVII:9) e que é um coração de pedra que só a conversão ao cristianismo pode extrair tal coração pétreo para que Deus substitua-o ao por ao peito do homem um verdadeiramente humano, porque coração de carne (Ezequiel XI:11): verdadeiramente humano, pois santificado, sensível, porque capaz de conhecer, experimentar qual seja a verdade que é o próprio Deus expressa tal verdade em Sua divina vontade que é boa, agradável e perfeita (Romanos XII:2).

  2. 20 de julho – Dia Internacional da Amizade e Dia do Amigo.
    Amigo dá bronca, aconselha , critica, elogia. Nove foras isto tudo, amigo divide as tristezas e multiplica as alegrias.
    Fernando Brant (o inesquecivel, que ficou do lado esquerdo do nosso peito) e Milton, estavam inspiradissimos quando compuseram esta canção.
    Esse Hino à amizade de Milton e Fernando Brant me deixa em estado de graça.

  3. Há 50 anos, primeira parceria entre Milton Nascimento e o compositor Fernando Brant ficava em segundo lugar no Festival Internacional da Canção, entre 19 e 22 de outubro, no Maracanãzinho, no Rio. Travessia abriria as portas para a geração do Clube da Esquina e o mundo era apresentado à voz sublime de Bituca.

    Travessia – Uma obra prima

    Travessia
    Milton Nascimento – Fernando Brant

    Quando você foi embora fez-se noite em meu viver
    Forte eu sou, mas não tem jeito
    Hoje eu tenho que chorar
    Minha casa não é minha e nem é meu este lugar
    Estou só e não resisto, muito tenho pra falar

    Solto a voz nas estradas, já não quero parar
    Meu caminho é de pedra, como posso sonhar
    Sonho feito de brisa, vento vem terminar
    Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar

    Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
    Eu não quero mais a morte, tenho muito o que viver
    Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer
    Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver

    Solto a voz nas estradas, já não quero parar
    Meu caminho é de pedra, como posso sonhar
    Sonho feito de brisa, vento vem terminar
    Vou fechar o meu pranto, vou querer me matar

    Vou seguindo pela vida me esquecendo de você
    Eu não quero mais a morte, tenho muito o que viver
    Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer
    Já não sonho, hoje faço com meu braço o meu viver

  4. Amigo É Casa
    Capiba e Bello

    Amigo é feito casa que se faz aos poucos
    E com paciência pra durar pra sempre
    Mas é preciso ter muito tijolo
    E terra preparar reboco, construir tramelas
    Usar a sapiência de um João-de-barro
    Que constrói com arte a sua residência

    Há que o alicerce seja muito resistente
    Que às chuvas e aos ventos possa então a proteger
    E há que fincar muito jequitibá e vigas de jatobá
    E adubar o jardim e plantar muita flor toiceiras de resedás
    Não falte um caramanchão pros tempos idos lembrar
    que os cabelos brancos vão surgindo
    que nem mato na roceira que mal dá pra capinar
    e há que ver os pés de manacá cheínhos de sabiás

    Sabendo que os rouxinóis vão trazer arrebóis
    Choro de imaginar!
    Pra festa da cumieira não faltem os violões!
    Muito milho ardendo na fogueira
    e quentão farto em gengibre aquecendo os corações
    A casa é amizade construída aos poucos
    E que a gente quer com beira e tribeira

    Com gelosia feita de matéria rara e altas platibandas
    Com portão bem largo
    que é pra se entrar sorrindo nas horas incertas
    Sem fazer alarde, sem causar transtorno
    Amigo que é amigo quando quer estar presente
    Faz-se quase transparente sem deixar-se perceber

    Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar
    Se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer
    Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
    E oferece lugar pra dormir e comer

    Amigo que é amigo não puxa tapete
    Oferece pra gente o melhor que tem
    E o que nem tem, e quando não tem
    Finge que tem, faz o que pode
    E o seu coração reparte que nem pão

  5. A gente não faz amigos, reconhece-os. Vinicius de Moraes. Feliz Dia do Amigo Paulo Peres, Carlos Newton e todos os comentaristas. Muitas vezes não são amigos em comum, mas têm amigos na vida real e mesmo virtual com afinidades. Agradeço ao poeta Paulo Peres que todos os dias traz poetas antigos e modernos para sua página. Artur da Távola dizia que um escritor morto há mais de 100 anos pode ser o nosso melhor amigo. Certo.

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