Uma oportunidade de ouro para Palocci se explicar

José Carlos Werneck 

Com a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do requerimento para que compareça  à Comissão, onde deverá responder aos questionamentos dos parlamentares sobre sua evolução patrimonial, o ministro Antonio Palocci poderá esclarecer definitivamente todas as dúvidas sobre as acusações lhe são feitas pela Oposição, pela Imprensa e por setores mais esclarecidos da Opinião Pública.

Como exerceu o cargo de deputado federal, eleito por um dos mais importantes estados da Federação, o ministro sabe, melhor que ninguém, de seu dever em atender à convocação feita pela Câmara.

Terá a honra de comparecer ao Legislativo, a que já pertenceu, e responder a todos os questionamentos que lhe forem feitos.

É assim em todas as Democracias, dignas de tal nome. Faz parte da essência do regime. É praxe. É uma atitude que só engrandece quem comparece e fortalece às instituições e à própria Democracia.

Deve atender à Convocação o mais rápido possível e acabar de vez com todas as dúvidas. Se não o fizer, corre o risco de ser motivo de piadas, como aquelas  que já circulam na mídia:  que se dedique a escrever livros de auto-ajuda, ensinar aos demais mortais  como enriquecer tão rapidamente, ou proferir palestras sobre o mesmo assunto, em universidades, clubes e associações de bairro. Certamente existe muita gente interessada no tema, num país, onde é tão difícil ganhar dinheiro honestamente, pagam-se tantos impostos e o povo não tem direito a serviços essenciais como Saúde, Educação e Segurança Pública de qualidade.

Afinal, no Brasil, milhares de pessoas morrem, nas portas de hospitais imundos,  onde falta o básico para um atendimento digno. Crianças não têm escolas que ofereçam ao menos o essencial. Os professores e a maioria dos trabalhadores são mal pagos. A Segurança  Pública é uma vergonha. As aposentadorias e pensões pagas pela Previdência beiram à miséria.  As verbas destinadas à merenda escolar e à saúde das pessoas são vergonhosamente roubadas.

Este é um país, onde o cidadão comum paga juros extorsivos ao tomar um empréstimo bancário, mas empresários e banqueiros falidos conseguem empréstimos de longuíssimos prazos e a juros subsidiados em estabelecimentos oficiais, criados originalmente para fomentar o desenvolvimento, mas são utilizados para financiar toda a sorte de falcatruas.

A presidente Dilma deve incentivar o ministro Palocci a atender à convocação dos parlamentares, ou então de criar o Ministério de Erradicação da Pobreza e nomeá-lo titular.

Afinal, a presidente prometeu que ia ter como uma das prioridades de seu Governo o combate à miséria e ao que parece o ministro Palocci entende do assunto e ninguém melhor que ele para ser titular de um ministério que ensine o povo a enriquecer, e ainda por cima, rapidamente.

Por tudo isso o ministro-chefe da Casa Civil, não deve desperdiçar  esta oportunidade de ouro, que lhe é oferecida pelo Poder Legislativo,  atendendo logo à convocação   e  provar definitivamente que as acusações que lhe são feitas são falsas e levianas.

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