Urnas reelegem Dilma: Datafolha acertou a pesquisa

Pedro do Coutto

As urnas do segundo turno reelegeram a presidente Dilma Rousseff para um novo mandato de quatro anos, por uma diferença que praticamente coincide com os números da pesquisa do Datafolha divulgada na noite de sábado e objeto de reportagem do jornalista Ricardo Mendonça na edição da Folha de São Paulo de domingo. O Datafolha apontou a vitória por uma diferença de quatro pontos: a diferença final bateu 3,5. O IBOPE também acertou a colocação final do confronto, porém seu prognóstico acusava uma diferença de seis pontos. Coisas da política. As pesquisas, delas não se pode exigir resultados exatos, mas sim aqueles que mais se aproximam da realidade concreta.

Aliás dois fatos surpreenderam em particular a disputa. A vitória de Dilma em Minas Gerais pela margem de 5 pontos e seu êxito em Pernambuco, derrotando Aécio por uma diferença enorme de 70 contra 30%. Foram os estados principalmente Minas que mais influíram no resultado final. Surpresa? Sim, mas a política é cheia de surpresas, simplesmente porque trata-se de uma ciência que somente se comprova na prática e que incorpora em si também o toque de liberdade peculiar ao universo da arte. Recorrendo ao passado eu pergunto: alguém poderia prever o suicídio de Vargas, a renúncia de Jânio, a deposição de Jango? A cassação de Carlos Lacerda pelo movimento político militar de 64 que ele liderou? Impossível. Tais exemplos confirmam o caráter experimental da política será eternamente assim, sobretudo porque ele sintetiza o próprio processo humano.

Agora com base na excelente programação que a Globo News realizou ontem começam as preocupações com a formação do novo cenário nacional. As especulações são também naturais, marcadas pela ansiedade, pela inteligência e pela sensibilidade de cada um ou cada uma. Faz parte do novo jogo que começa a primeiro de Janeiro, cujos desdobramentos são muito difíceis de prever hoje. Há uma série de questões pendentes que exigem solução, a começar pelo caso da Petrobrás. Mas nada disso supera a decisão soberana e irrecorrível da maioria dos eleitores e eleitoras do país. Que seja eternamente assim com democracia e liberdade,

5 thoughts on “Urnas reelegem Dilma: Datafolha acertou a pesquisa

  1. Eu pensei que meus benefícios seriam cortados pela equipe do george soros com todos os recursos esvaziados para os bolsos do ‘Clubinho do Bolinha”..
    Mas parece que vou continuar mais 4 anos (como dizem a Tropa de Choque do EfeagaCrápula)., recebendo minhas ‘bolsas-familias”……..
    Várias e várias vezes disse aqui que os Bolsas-Famílias são IMBATÌVEIS, com um pouquinho de aperto mais que os PeteCanos iriam vencer as eleições devido ao grande números de bolsistas, mas a Patrulhinha Franco-Tucano-Suiça e a Equipe da S.W.A.T Efeagacina não acreditou.
    À proposito, o Candidato da Casa Grande e Mídia-Esgoto não conseguiu nem vencer em seus estados de origem, perdeu em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco….

  2. Bem feito para quem se dizia ANTI-PT , mas não teve a coragem de colocar a Marina no segundo turno, como por exemplo, o felipe mora brasil e ainda veio com um papo de que ela ” saiu do PT, mas o PT não saiu dela saiu dela “. E ela apoiou o Aécio no segundo turno…. Agora aguentem mais 4 anos de roubalheira

  3. a desabonar o argumento do artigo a total ausência de possibilidade de recontagem em uma democracia. e uma democracia com a nossa história de fraudes. o erro do primeiro turno permanece e nas estaduais também (delcidio perdeu por ampla margem por exemplo) as pesquisas não são confiáveis como divulgam ser e isso deve ser lembrado a todo eleitor

  4. Na minha modesta opinião, pesquisas de intenção de voto, no Brasil, deveriam ser PROIBIDAS…
    Na minha opinião só têm um objetivo, que é assegurar o ilusionismo que praticado pelas urnas eletrônicas na apuração, rapidinha, que agrada a maioria, mas sem dar recibo de SEU, do MEU, do NOSSO voto, e proclama os eleitos, sem discussão, pois é abençoada pelo Supremo Tribunal Eleitoral – STE – e, para quem não gostar do resultado, que vá se queixar ao Papa.
    Ou, mude de país…

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