Vacinao ser um dos temas principais na campanha eleitoral para outubro

Charge do JCaesar (veja.abril.com.br)

Pedro do Coutto

O debate sobre a vacinao de modo geral e das crianas de 5 a 11 anos, em particular, dever ser um dos temas principais da campanha eleitoral deste ano pela Presidncia da Repblica, conforme revela a pesquisa do Datafolha publicada na edio de ontem da Folha de S. Paulo, reportagem de Patrcia Pasquini, acentuando que 79% defendem a vacinao infantil contra 17% que a rejeitam.

Portanto, como se observa, o resultado do levantamento afeta tanto a candidatura de Jair Bolsonaro quanto as articulaes estaduais acerca dela, uma vez que ficou comprovada a alta popularidade da imunizao. Do total de pais e responsveis, 76% revelaram que levaro os seus filhos e netos para os postos de vacinao.

IMPORTNCIA DO TEMA – O tema bastante amplo e de forma inevitvel ser usado pela oposio ao governo Bolsonaro. A diferena entre os que aprovam e os que no aprovam coloca em destaque a importncia do tema a ser adotado pelos candidatos que esto de acordo com a maioria da populao, portanto a maioria dos eleitores e eleitoras do pas.

Inclusive, diante de uma pergunta, se Bolsonaro atrapalha ou ajuda a vacinao, 58% responderam que atrapalham e 25% se fixaram na hiptese contrria. Comparando-se essa pesquisa que foi tambm veiculada pela TV Globo na tarde de ontem com os nmeros de aprovao e desaprovao do governo, verifica-se uma proximidade entre os 58% de agora com os 53% da desaprovao registrada pelo levantamento anterior.

Na minha opinio, os 25% que consideram positiva a atuao de Bolsonaro encontram-se na faixa dos que esto dispostos a votar nele no primeiro turno de outubro. O posicionamento do bolsonarismo parece ser uniforme e difcil de ser reduzido, salvo surpresa, ao longo da campanha que comear em abril, oficialmente.

FLEXIBILIDADE – A campanha envolve a disputa pela Presidncia da Repblica e por governos estaduais e senadores. Relativamente s eleies dos deputados, a questo torna-se mais flexvel porque h a existncia de redutos de votos comandados por parlamentares que alm de outros fatores contam com a distribuio de verbas em suas reas de influncia.

O aspecto essencial entre a eleio federal e as eleies para os governos dos estados situa-se entre os pontos fundamentais das campanhas que temas como os da vacinao, do congelamento salarial, da estagnao dos vencimentos do funcionalismo e da liberao de preos, se de um lado dificultam, de outro facilitam composies eleitorais.

Isso porque muito difcil serem firmados acordos regionais em torno de temas conflitantes, como o caso da vacinao e dos salrios. Enquanto os salrios perdem da inflao registrada pelo IBGE, os preos derrotam disparado o mesmo limite, bastando citar o novo aumento que passou a vigorar ontem da gasolina e do leo diesel. Quanto ao gs de cozinha, o prprio governo destinar um vale de R$ 50 por ms para que as camadas mais pobres da populao possam pelo menos cozinhar.

PREOS E SALRIOS – Reportagem de Idiana Tomazelli, Folha de S. Paulo de ontem, focaliza a posio do Ministrio da Economia contrria ao projeto de recuperao fiscal do Estado do Rio de Janeiro com base principalmente na reposio inflacionria dos vencimentos dos servidores. So previstos 10% neste ms de janeiro e mais 14% ao longo dos prximos dois anos. O Tribunal de Contas da Unio, entretanto, posiciona-se favorvel ao plano do governo estadual.

Da mesma forma que o representante do Tesouro federal, a posio do Ministrio da Economia curiosa, pois ela fixa no combate ao aumento de despesas quando se trata do funcionalismo, mas assume uma posio favorvel, por exemplo, ao aumento das despesas com a aquisio de gasolina e leo diesel.

Neste caso, o Ministrio da Economia no v obstculos. No v obstculos tambm ao reajuste de preos de obras pblicas, o que conduz certeza de que para a equipe de Paulo Guedes o problema situa-se somente nos valores do trabalho humano.

7 thoughts on “Vacinao ser um dos temas principais na campanha eleitoral para outubro

  1. Realmente o posto Ipiranga j no sabe mais de nada, acredita ainda que usar etanol vantajoso. Ele est contra o governo carioca por reajustar o salrio dos seus servidores, mas se cala quando o chefe quer reajustar os salrios de s alguns servidores. Da no possvel levar este cara srio, porque o cara no merece crdito.

  2. Paulo Guedes tem um rano contra a classe trabalhadora. Ele tarado para ferrar essa classe laboral. Em fevereiro passado chamou os Servidores de parasitas e hospedeiros que iriam matar a nao. No suporta ouvir a palavra aumento salarial. Mas, entubou o aumento dado por Bolsonaro para policiais federais e rodovirios, aprovando no Oramento 1,7 bilho para esse fim. Guedes quedou se inerte com medo do Mito.
    Quando o governador do Rio de Janeiro anunciou uma reposio salarial para os servidores, que esto h veste anos sem reajuste, ele ameaa romper o acordo de recuperao fiscal, como forma de pressionar o Estado.
    Ora, o Rio de Janeiro entrega para a Unio, todo ano, 150 bilhes e recebe de volta 46 bilhes. E ainda tem gente, que acha que os Estados bancam o Rio de Janeiro, quanta ignorncia.
    Em relao aos aumentos dos juros, da Gasolina, dos contratos de empresas privadas, esse incompetente no diz nada.
    Ele e terrvel e no gosta do Rio.

    • Apesar de morar em So Conrado, ganhar dinheiro no Brasil e investir em parasos fiscais para no pagar imposto, Paulo Guedes no gosta do Rio nem de trabalhadores, que considera seres parasitas. No meu tempo, nos idos de 1964, antes da ditadura militar, investir no estrangeiro era sonegao, passvel at de priso. Agora, com esse liberalismo s para os ricos, quem faz isso inteligente. Eles fazem questo de dizer que sonegar o imposto de Renda, no crime. Se pegarem s refazer a Declarao e vida que segue. Quem mandou votar errado, agora aguenta isso da, que di menos.

  3. Nesta esta altura do campeonato, o experiente jornalista Pedro do Coutto deveria saber que as vacinas da c0v!d NO imunizam, NO impedem a transmisso do vrus, NO impedem formas graves da doena e NO impedem que os vacinados morram com a peste chinesa.

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