Vai, vai, vai começar a brincadeira, tem charanga tocando a noite inteira…

Imagem relacionadaPaulo Peres
Site Poemas & Canções

O compositor carioca Sidney Álvaro Miller Filho (1945-1980), na letra de “O Circo”, nos traz as lembranças dos sonhos infantis, repletos de ilusões e fantasias, onde a vida é mais alegre e colorida.  A música foi gravada no LP Sidney Miller, em 1967, pela Elenco.

O CIRCO
Sidney Miller

Vai, vai, vai começar a brincadeira
Tem charanga tocando a noite inteira
Vem, vem, vem ver o circo de verdade
Tem, tem, tem picadeiro de qualidade
Corre, corre, minha gente que é preciso ser esperto
Quem quiser que vá na frente, vê melhor quem vê de perto
Mas no meio da folia, noite alta, céu aberto
Sopra o vento que protesta, cai no teto, rompe a lona
Pra que a lua de carona também possa ver a festa

Bem me lembro o trapezista que mortal era seu salto
Balançando lá no alto parecia de brinquedo
Mas fazia tanto medo que o Zezinho do Trombone
De renome consagrado esquecia o próprio nome
E abraçava o microfone pra tocar o seu dobrado

Faço versos pro palhaço que na vida já foi tudo
Foi soldado, carpinteiro, seresteiro e vagabundo
Sem juízo e sem juízo fez feliz a todo mundo
Mas no fundo não sabia que em seu rosto coloria
Todo encanto do sorriso que seu povo não sorria

De chicote e cara feia domador fica mais forte
Meia volta, volta e meia, meia vida, meia morte
Terminando seu batente de repente a fera some
Domador que era valente noutras feras se consome
Seu amor indiferente, sua vida e sua fome

Fala o fole da sanfona, fala a flauta pequenina
Que o melhor vai vir agora que desponta a bailarina
Que o seu corpo é de senhora, que seu rosto é de menina
Quem chorava já não chora, quem cantava desafina
Porque a dança só termina quando a noite for embora
Vai, vai, vai terminar a brincadeira
Que a charanga tocou a noite inteira
Morre o circo, renasce na lembrança
Foi-se embora e eu ainda era criança

4 thoughts on “Vai, vai, vai começar a brincadeira, tem charanga tocando a noite inteira…

  1. Uma das minhas praias é o CIRCO. Morei, muito tempo, no Rio de Janeiro, na Praça da Bandeira, nas proximidades do CIRCO DUDU. Era um circo popular, com toda magia de um circo: domadores, bailarinas, mágicos e, claro o palhaço. Fui muitas vezes ao CIRCO GARCIA e agora o moderno CIRQUE DU SOLEILl – que não utiliza animais – mas tem seus contorcionistas, palhaços, trapezistas. Meus filhos e netos conheceram o circo levados por mim. Junto com eles, admirava a destreza dos malabaristas, a habilidade dos trapezistas, e os mágicos, cuja técnica nos deixava de boca aberta.
    O Cirque du Soleil é conhecido de todos com histórias que levam o nome das apresentações, como Quidam, cujo enredo é conduzido pelo olhar de uma garota que conhece a solidão. Saltimbanco é Alegria e otimismo. Que saudades tenho do circo!

  2. O Circo – Rita Lee
    Era uma vez um palhaço
    Que andava sempre chorando
    Por causa da bailarina
    Que namorava o trapezista
    Nem de pierrot nem de arlequim
    Ela não via graça nele
    Que se trancava no camarim
    Até o circo acordar
    Dentro do globo da morte
    Alguém arrisca a vida
    Por um minuto de glória
    Pra esquecer toda tristeza
    O engolidor de espadas quer
    Arrepiar todo cabelo
    E a obediência dos animais
    Faz a platéia dizer oohh!!
    Um dia a mulher barbada
    Que era gamada no domador
    Chamou o mágico e disse faça:
    Abracadabra pra virar amor
    Mas nem sempre é possível ter
    Um final feliz pra animar
    E lá no meio do picadeiro
    O show não pode parar

  3. SORRI

    (Charles Chaplin & Tuner G. Parsons
    Versão: João de Barro (Braguinha)

    Sorri quando a dor te torturar
    E a saudade atormentar
    Os teus dias tristonhos vazios

    Sorri quando tudo terminar
    Quando nada mais restar
    Do teu sonho encantador

    Sorri quando o sol perder a luz
    E sentires uma cruz
    Nos teus ombros cansados doridos

    Sorri vai mentindo a sua dor
    E ao notar que tu sorris
    Todo mundo irá supor
    Que és feliz

  4. O Brasil tem queridos e inesquecíveis palhaços como: Piolin, Arrelia, 
    Carequinha, Fuzarca, Pimentinha, Torresmo, Pururuca, Picolino, entre 
    outros. 

    Alguns bordões ficaram famosos como:

    “Como vai?
    Como vai? Como vai? Como vai? Como vai, vai, vai?”, “Eu vou bem, eu vou
    bem, eu vou bem! Muito bem, muito bem, bem, bem!” 
    Palhaço Arrelia 

    “Tá certo ou não tá?” Palhaço Carequinha

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *