Valdemar assegura apoio total do PL a Bolsonaro, mas na reta final a afirmação pode não se realizar

Seções do Norte e do Nordeste resistem a apoiarem Bolsonaro

Pedro do Coutto

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Jair Bolsonaro terá carta branca no comando das alianças do partido para as eleições de 2022 aos governos dos estados, especialmente os do Norte e do Nordeste, que manifestaram tendência a apoiar Lula da Silva. Valdemar Costa Neto reuniu-se com a direção nacional da legenda e traçou as normas exigidas por Bolsonaro para se inscrever no PL e pela sigla disputar a reeleição à Presidência da República.

Reportagens de Natália Portinari e Jussara Soares, O Globo, e de Marianna Holanda, Julia Chaib e Ricardo Della Coletta, Folha de S. Paulo, edições de ontem, focalizam o assunto. No PL, apesar da promessa de Costa Neto, as seções do Norte e do Nordeste continuam resistindo a formarem apoio a Bolsonaro. Estão mais próximas de Lula. Em São Paulo, outro problema para Valdemar Costa Neto. O partido tende a apoiar o candidato de João Doria, Rodrigo Garcia, mas Bolsonaro deseja que o partido escolha como candidato o ministro Tarcísio de Freitas. Se João Doria vencer a prévia de domingo do PSDB, a divisão no PL paulista vai se acentuar.  Política é assim. As situações mudam da noite para o dia. Quanto mais num prazo de onze meses, distância entre novembro de 2021 a outubro de 2022.

REAJUSTES – Reportagem de Thiago Resende, Renato Machado e Bernardo Caram, Folha de S. Paulo, focaliza a reação de setores econômicos, tanto do governo quanto fora dele, contrária à concessão de reajuste de vencimentos ao funcionalismo federal a partir de janeiro, acentuando que não é o momento para reposição inflacionária.

Mas o fato, a meu ver, apresenta grande contradição. Como é possível aceitar que os preços subam diariamente, enquanto os salários permanecem congelados ?,Dentro desse panorama, como poderão os servidores públicos pagar as suas despesas obrigatórias? Essa pergunta conduz também à certeza de que a retração no poder de compra influi diretamente no sistema tributário, uma vez que os impostos incidem sobre o consumo, seja de forma direta ou indireta. De um lado.

De outro, na Folha de S. Paulo de ontem, Fábio Pupo revela que a projeção inicial do governo Bolsonaro para o Produto Interno Bruto, que era de 5,3%, já caiu para 2,1%, menos do que a metade e esse crescimento previsto incidirá sobre o volume de 2020 e não sobre o período que antecedeu a retração da economia brasileira.

TERCEIRA DOSE –  Nas duas últimas semanas, o ministro Marcelo Queiroga revelou-se inteiramente favorável à vacinação, ao contrário da posição assumida desde o início da pandemia. A vacinação, evidentemente, é positiva e fundamental contra o coronavírus, mas surpreende a mudança de posicionamento do Ministério da Saúde.

Marcelo Queiroga, revelam Matheus Vargas e Raquel Lopes, Folha de S. Paulo, solicitou ao ministro Paulo Guedes a liberação de R$ 1,4 bilhão para assegurar o fornecimento da Pfizer no próximo ano. Trata-se da terceira dose, reforço aos que têm idade entre 18 e 59 anos. É possível até que para os mais idosos, já vacinados três vezes, como é o meu caso, tenha uma quarta dose da Pfizer reservada para imunização ainda maior.

GALVÃO, ARNALDO E SANTANDER – Sem dúvida, muito inteligente e até divertida a publicidade do Santander que tem como protagonistas Galvão Bueno e Arnaldo Cezar Coelho. É uma peça publicitária excelente, partindo de uma ponte entre o futebol e o financiamento pessoal do banco, principalmente para turismo.

Por falar em publicidade, é surpreendente o volume das peças assegurando rendimentos financeiros à aplicações através de estabelecimentos de crédito dos mais diversos tipos. Se todos os apelos resultarem em aumentos de depósitos remunerados é porque a situação do povo estaria ótima. Absolutamente não é o caso. Fico com Galvão Bueno e Arnaldo Cezar Coelho.

10 thoughts on “Valdemar assegura apoio total do PL a Bolsonaro, mas na reta final a afirmação pode não se realizar

    • O grande problema gravissimo que temos é a “escravidão ” da CLT e o Papai-Estado que acha que tudo tem de ser resolvido por ele.
      Enquanto não resolver isso daqui há 50 anos esses mesmos 110 milhões vão continuar sobrevivendo com 15,00 contos por dia.

      • PS. Aliás, o Papai-Estado não vê a hora de instalar os Mercadinhos Governamentais ao estilo Castro.
        Com farta distribuição das cardenetinhas de anotações para o povo sofrido , miséravel e pobre
        Assim todos vão ficar na fila do Mercadinho esperando a vez de pegar 2 asinhas de frango e um potinho de arroz.
        Ovos somente oito para o mês todo……

        E sem reclamar, senão já sabe………

  1. Primeiro foi a regulamentação da imprensa, segundo da mídia e agora das redes sociais. Quem sempre defendeu e defende isso? Bolsonaro? Não.

    Cai quem quer nisso aí, depois não adianta chorar e reclamar. O criminoso, convicto e condenado, Fala abertamente sobre o que vai fazer. O mesmo afirma aquele que manda no $TF. E pensar que vocês da imprensa são coniventes com tudo isso. Inacreditável!

    ‘Vamos ter que regulamentar as redes sociais’, diz Lula na Europa
    Cúpula petista havia recuado sobre assunto após uma série de críticas; agora, tema voltou a ser ecoado pelo líder do partido.
    https://www.conexaopolitica.com.br/politica/vamos-ter-que-regulamentar-as-redes-sociais-diz-lula-na-europa/

  2. O deputado Marcelo Ramos, do PL do Amazonas, vice presidente da Câmara, sintetizou magistralmente os reflexos da entrada de Bolsonaro no PL presidido por Valdemar Costa Neto.
    Bolsonaro impôs pesadas condições, segundo Ramos, por exemplo, nas coligações nos Estados do Piauí, Alagoas e Pará. No Piauí, o governador petista Wellington Dias tem o apoio dos deputados do PL, vale também a mesma coligação, com Renan Filho de Alagoas e no Pará governador por Elder Barbalho.
    Em São Paulo, os deputados do PL formarão a chapa de Rodrigo Garcia . Essas coligações não interessam a Bolsonaro, que deseja lançar candidatos a governador e senador em todos os Estados, só assim, terá chances de enfrentar Lula e em caso de vitória em 2022, conseguir a maioria de votos no Senado, a grande dor de cabeça do Mito.
    Ramos, o deputado do Amazonas, acredita, que Bolsonaro é um político personalista e, portanto, um destruidor de Partidos . Dá como exemplo, a divisão provocada por ele, no PSL, que virou um saco de gatos, desunidos totalmente e recentemente no Patriotas. A conclusão óbvia é de que Bolsonaro fará com o PL, o que fez com os dois Partidos citados.
    O deputado crê, que Bolsonaro acrescenta muito pouco para o Partido. Mesmo que, em ocorrendo o casamento e a sigla aumente de 43 para 60 deputados, o caminho do PSL, que tinha a segunda bancada e Bolsonaro conseguiu desmoralizar o presidente Luciano Bivar do PSL e minguar esse Partido que emergiu das eleições de 2018 como a segunda bancada da Câmara e hoje tenta voltar ao protagonismo com a fusão com o DEM.
    Evidentemente, Valdemar da Costa Neto pode ser o Luciano Bivar de amanhã, caso seja confirmada a entrada de Bolsonaro no PL.
    Bolsonaro não vai querer entrar num Partido, que ele não possa fazer e acontecer. Se Valdemar resistir ao mandonismo do presidente, basta que se plante uma denúncia de corrupção para a casa de Valdemar cair como um castelo de cartas, como foi feito com Luciano Bivar.
    Mas, de que adianta alertar, esses políticos são águias e sabem do risco que correm. Parece que adoram andar na corda bamba.

    • Todos os governos e Bolsonaro faz a mesma coisa, lançando Pacotes do Bem, as vésperas das eleições. Nos primeiros três anos é tiro, porrada e bomba, nas costas dos trabalhadores e servidores públicos. No último ano, focados na reeleição, abrem os cofres do Estado. Bolsonaro não está preocupado com equilíbrio financeiro, inflação, dívida externa, teto de gastos, pedalada fiscal, nada dessa coisa chata, que Guedes vive enfiando na sua cabeça. O Ministro, também roeu a corda e admite que tem que ajudar o chefe a vencer a eleição em 2022 de olho em mais quatro anos, ganhando muito bem, viajando para baixo e para cima e também, que ninguém é de ferro, investir suas economias nos paraisos fiscais, que ninguém é de ferro. Todos são de carne e osso e gostam muito de dinheiro e querem viver, por isso tomaram as três doses de vacina, abandonando de vez, essa coisa horrível de Cloroquina.
      Provavelmente, virão, sim, os reajustes salariais, que estão congelados faz tempo.
      Bolsonaro e Guedes, precisam a todo custo inviabilizar a Terceira Via que assusta o Planalto, falo do ex juiz e ex amigo de Bolsonaro, o xerife Sérgio Moro, que vem causando um stress medonho no ocupante do Alvorada, até insônia quando assiste as entrevistas de Moro.
      Guedes, quase caiu da cadeira, quando viu na imprensa, o convite de Moro para o melhor economista em atividade no Brasil, o craque Afonso Celso Pastore para ser o Posto Ipiranga de Moro.
      Guedes está arrependidíssimo por ter brigado com Pastore, por conta de um artigo dele no Estadão com críticas a Política Econômica.
      Ao invés de se fingir de morto, atacou novamente, se reportando ao fato de Afonso Celso Pastore ter trabalhado no governo do general presidente João Figueiredo.
      Guedes tem tido também, insônias terríveis quando lê semanalmente, os esplendidos artigos do economista do governo militar, do general Figueiredo.
      Delfin Neto também trabalhou nos governos militares.
      Qual a razão da crítica de Guedes? Ter trabalhado nos governos militares, depõe contra a imagem dos economistas?
      Guedes não está em um bom momento. A caserna, não deve ter gostado dessas críticas de Guedes.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *