Vamos apostar quantos dias vai durar o Bolsonaro em sua nova versão light

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Ala militar interveio e obrigou Bolsonaro a se descontrair

Carlos Newton     

Com diria o cantor, historiador musical e radialista Henrique Foreis  (Almirante) em seu programa líder de audiência na Era do Rádio: “É incrível, fantástico e extraordinário”. E “acredite se quiser”, o grande desenhista Robert Ripley acrescentaria. Realmente, ninguém poderia acreditar que o presidente Jair Bolsonaro pudesse mudar de conduta. É difícil de aceitar, mas isso acaba de acontecer. Há mais de uma semana o país se defronta com um novo Bolsonaro, sem ofensas, palavrões e ameaças.

Pela primeira desde a posse em 1º de janeiro de 2019, o presidente da República aceitou receber conselhos da famosa ala militar, formada pelos ministros-generais Braga Netto, Casa Civil, Augusto Heleno, Gabinete de Segurança Institucional, Eduardo Ramos, Secretaria de Governo, e Rego Barros, Porta-Voz, com participação do também general Fernando Azevedo, ministro da Defesa, e com o vice Hamilton Mourão apenas acompanhando, porque é parte interessada nesse latifúndio.

CRISE GRAVÍSSIMA – É tanta confusão que pouca gente sabe se eles são generais-ministros ou ministros-generais. Houve muitas outras crises anteriormente, nas quais a ala militar tentou intervir e evitar problemas para presidente da República e para o próprio governo, mas Bolsonaro sempre se mostrou irredutível, inflexível e incorrigível.

Desta vez, porém, os ministros-generais (é assim que devem ser chamados) deixaram a hierarquia de lado e falaram grosso com Jair Bolsonaro, que é duplamente chefe deles, como presidente da República e como comandante-em-chefe da Forças Armadas.

Desde maio que eles vinha tentando, em vão. Até que, sem meias palavras, disseram a ele que seria derrubado, caso continuasse afrontando o Supremo e o Congresso com ameaças de golpe militar. E afinal informaram que as Forças Armadas jamais interviriam em favor dele, caso provocasse um impasse institucional.

PRISÃO DE QUEIROZ – Essa conversa ocorreu no dia da prisão de Fabricio Queiroz, na quinta-feira, dia 18, quando Bolsonaro perdeu o controle e queria convocar as Forças Armadas para impor as vontades dele. Não foi nada fácil convencê-lo a ser racional, sem reagir, e até fazer sua live sem se aprofundar no explosivo assunto.

O fato concreto é que enfim Bolsonaro percebeu que está arriscado a sair do governo, sem que os comandantes militares o defendam. A contragosto, obedeceu às recomendações dos ministros, inclusive evitando as paradas na portaria do Alvorada, para não sofrer provocações e pegadinhas.

Surgiu, assim, o novo Bolsonaro, que se comporta exatamente como seus eleitores não-fanáticos julgaram que ele faria. Mas o problema é descobrir quanto tempo isso vai durar, porque, depois de um ano e meio de gestão, todo mundo já sabe como o presidente é, na realidade.

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P.S. –
Se estivéssemos em Londres, onde há mais de 1,5 mil casas lotéricas e se aposta em praticamente tudo, estaríamos agora arriscando dinheiro para saber quem acerta quanto tempo vai durar o novo Bolsonaro. Eu, por exemplo, apostaria que o velho Bolsonaro volta dentro de 15 dias. E você, o que acha? (C.N.)

13 thoughts on “Vamos apostar quantos dias vai durar o Bolsonaro em sua nova versão light

  1. Eu aposto que neste fim-de-semana já teremos o velho e asqueroso Bolsonaro de volta:

    – Debochando da epidemia e suas vítimas;
    – Pregando a ruptura democrática;
    – Ofendendo jornalistas e seguidores;
    – Mentindo sobre todas as coisas;
    – Etc…

  2. O tempo de duração do atual comportamento do “cavalão” (como seus colegas o chamavam quando fazia o pentatlo militar) vai depender da quantidade do remédio “simancol” que tiver em estoque.

  3. Vai durar até que um general esturre, em tom ameaçador. Aí Bolsonaro vai-se convencer de que as Forças Armadas deram “volver”, e decidiram apoiá-loz, em sua gana golpista!

  4. Basta Tico e Teco começarem não se entender que o Mito vai alterar todo seu semblante e comportamento terminado por querer brigar até com própria sombra.

    Não devemos esquecer que moramos no Hospício Brasil . . .

  5. Bolsonaro é um Luiz Inácio mais coladinho.
    Tem mais educação, mas é muito pouca para o cargo que ocupa.
    Nunca mereceu confiança do povo brasileiro porque está preocupado somente com a sua família e com os “seus amigos”.
    Não chegará ao fim do mandato não porque não sabe se calar mas porque continuará falando o que não deve.
    É como criança mimada, por isso continuará infantilizado para sempre.
    Não tem jeito.

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