Vejam como funciona uma agência reguladora (no caso, a ANS)

Isac Mariano

Em 12/04/2012 fiz um questionamento à ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) sobre o reajuste de 18,26% da minha mensalidade de plano de saúde, por mudança de faixa etária. Afinal considerei tal reajuste alto demais e queria uma opinião da ANS. O prazo de resposta seria de sete dias úteis. Mas tal agência jamais me deu resposta.

Em 11/06/12 liguei para a agência reguladora, e me informaram que o meu questionamento estava em análise. O tempo passou e novamente nada tive de resposta.

Esta terça-feira (27/11/12), tornei a ligar para a ANS. Desta vez fui atendido por uma funcionária muito mal educada e cheia de pressa em me despachar. Ela já foi me dizendo que continuava em análise a minha situação e que, de qualquer forma, a agência não teria participação em quaisquer situações jurídicas entre mim e a operadora de saúde.

Eu lhe respondi que estava naquele exato momento lendo este artigo, na Tribuna da Imprensa, sobre a ausência de ação das agências reguladoras brasileiras. Perguntei-lhe então se tal situação procedia mesmo.

A funcionária ficou com a voz embaraçada e me respondeu que pediria urgência na análise do meu questionamento. Pois eu lhe respondi que só desejava isso mesmo, ou seja, uma resposta da ANS, fosse essa sim ou não, para que eu pudesse agir ou não agir perante à operadora de plano de saúde. Disse-lhe, por fim, que acreditava na existência dessa função na ANS, dentre outras. Ela, muito sem graça, me pediu para voltar a ligar na próxima semana.

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