VERDADEIRO E EXCLUSIVO: Sarney renunciaria ou tiraria licença se fosse embaixador na França

Confusão e complicação na presidencia do Senado.

Começamos a semana e o Senado naufraga e mergulha na maior enrascada de sua historia. Sarney jamais imaginou, quando se rendeu ao cerco e ao canto fascinante de Renan Calheiros, que começaria a jogar fora toda a caminhada transitada com obstaculos, mas inegavelmente vitoriosa.

De suplente de deputado em 1956 a presidente da Republica em 1986, 30 anos de vitorias em cima de vitorias.

Mais vitorioso e em mais alta velocidade do que ele, só Janio Quadros. Começando em 1947, tambem como suplente (de vereador, fato que poucos conhecem) a presidente da Republica em 1960, apenas 13 anos. E sem servir a nenhuma ditadura. Mas Janio e Sarney jamais explicaram o fato: como viveram faustosamente, começando pobrissimos e sem recursos e sem trabalharem?

Sarney (e Renan, logico, o artifice e estrategista de tudo) se beneficia da multidivisão de todos os partidos com representação no Senado. cada um tem uma solução (?) vinculada à sucessão nacional e estadual de 2010. Vejamos como os partidos encaminham as coisas e os nomes colocados nesse tumulto escandaloso.

A crise não é do Senado ou da democracia. (Versão tola e torpe do proprio Sarney tentando se salvar do acumulo de irregularidades). São montanhas de escandalos mantidas no freezer pelo menos por 15 anos. Agora, é impossivel descongelar tudo de um momento para o outro. Também existem muitos substitutos para Sarney, o que pode até se transformar em fato positivo para ele. O que quase ninguém admite, incluindo este reporter.

Cada partido tem candidatos, mais vetados internamente do que externamente. Comecemos pelo PMDB, dito majoritario, o que pode ser verdade no numero, mas não na realidade.

Os nomes que o Senado aceita, dentro do PMDB, sofrem o veto irrevogavel de Renan. E no PMDB, haja o que houver, hoje, ou obedecem a Renan ou não sobrevivem politicamente. Se não fosse isso, Romero Jucá seria presidente. Com votos do seu partido, do PT-PT, do PSDB (foi lider de FHC) e do DEM (já intransigente contra Sarney, embora ainda não querendo enfrentar Renan).

O PT-PT trabalha Tião Viana, que se lançou candidato abertamente, num discurso em silencio, ouvindo dezenas de apartes. O senador do PT-PT alega: “Fui derrotado com traição geral, agora deveria ser candidato”. Isso ao mesmo tempo favorece e prejudica o senador do Acre.

O PSDB não tem nomes nem quer a presidencia. Pretende apenas derrotar o governo. Mas nessa confusão, não consegue indentificar bem o que é e onde está o governo. Sarney vem sendo “defendido” por Lula, mas ninguém acredita, ou melhor, “Freud explica”. O PSDB desconfia ou tem certeza que se trava uma das preliminares da sucessão de 2010.

O DEM também não tem candidatos, e como não tem analistas, fica espiando. Existem quatro grupos que defendem individualmente o que poderia se transformar em consenso.

1- Uma mulher para presidente. 2- Garibaldi Alves, que substituiu (muito bem) Renan Calheiros, mas logicamente seria vetado pelo proprio Renan. 3- Francisco Dornelles, duas vezes Ministro de FHC, Ministro da Fazenda, competente e conciliador.

4- Um candidato ofensivo, de luta, agressivo, que tivesse como compromisso de campanha a MUDANÇA TOTAL E GERAL. Os nomes mais cotados seriam Pedro Simon e Jarbas Vasconcellos. Sendo do PMDB historico, levariam votos daí e de todos os partidos.

PS- Nada inedito, mas aparentemente surpreendente: Sarney aceitaria a licença (ou até a renuncia) com um adendo, a nomeação para embaixador na França, sua paixão. Ou até em outra embaixada. Lula daria “Graças a Deus”, o Senado, logico, refendaria Sarney.

PS2- Já aconteceu. O senador Jorge Bornhausen, presidente do PFL antigo, se licenciou, foi embaixador em Portugal. Aí a exigencia surgiu do “monoglotismo”). Foi, voltou, reassumiu.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *