Vigilância Sanitária conclui que suborno do governador Agnelo Queiroz foi mera coincidência

Carlos Newton

Já era esperado. Vários meses depois da denúncia, a sindicância feita pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e que só iria durar cinco dias, enfim chegou ao fim esta semana, com o resultado de sempre – não há provas de suborno do atual governador do Distrito Federal.

E agora, com impressionante celeridade, Agnelo Queiroz (PT) se apressa em divulgar o lento e pouco explicativo despacho da corregedoria da Anvisa, que o eximiu de responsabilidade em atos quando ele era diretor do órgão e ainda estava filiado ao PCdoB.

Como todos sabem, Agnelo Queiroz  era diretor da Anvisa quando liberou a documentação da União Química no mesmo dia que o lobista da empresa, Daniel Tavares, depositou R$ 5 mil na conta pessoal dele. Agnelo diz que era pagamento de um empréstimo, que teria “feito em dinheiro vivo” a Tavares, embora jamais tenha revelado quando emprestou o dinheiro ao lobista.

Segundo o corregedor da Anvisa, Ivon Carrico, “não restou apurada qualquer responsabilidade administrativa nos autos do processo”. A Anvisa encaminhou a sindicância para a Controladoria Geral da União.

Em nota, Agnelo qualificou o caso como “ilações de adversários políticos”. “O governador reitera o que as acusações eram falsas e desprovidas de boa-fé e de razoabilidade. O governador também reafirma sua confiança no bom funcionamento das instituições brasileiras”, diz a nota.

Traduzindo: foi tudo apenas coincidência, fenômeno cada vez mais comum entre as autoridades e políticos brasileiros.

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