Violência e drogas se misturam ao abandono perene em terras de Niterói – a cidade com medo.

Olcimar Costa

É mais do que compreensível a preocupação nossa com a escalada da violência em nossa pobre cidade, abandonada pelas autoridades competentes, face aos recentes acontecimentos em todo o entorno do município – homicídios, assaltos a pedestres e residências, assaltos a clientes de bancos (as conhecidas saidinhas), roubo acentuado de veículos, arrombamentos, sequestros-relâmpago, execuções dúbias… e outros delitos de pequena monta — muitos destes crimes ocorridos em plena luz do dia.

Se não forem coibidos o mais urgente possível, a tendência é o mal se alastrar, e “fugir de vez do controle” dos responsáveis pela política de segurança pública, implementada na cidade.

Por outro lado, a meu ver, têm sido mais do que inócuas, campanhas organizadas por ONGs… com o fim único de chamar a atenção das autoridades frente ao flagelo que há tempo se faz inexeqüível e exacerbado à nossa debilidade; e exemplos disso não faltam.

Quem não se lembra da campanha “Diga um não à violência!”, e outras que não deram em nada?… Quem não se lembra da tragédia do ônibus 174 (Gávea-Central), que além da comoção nacional com o triste fim da professorinha Geisa, o caso ganhou repercussão internacional? E que não se lembra, logo após, da mobilização em massa pela Paz, que vemos cada vez mais distante dos nossos anseios?

Lembro-me que certa vez, em entrevista concedida a O Globo, o então governador Marcello Alencar, ao ser perguntado quais seriam as soluções no combate à criminalidade a curto prazo na sua gestão, disse: — “Eu não sou leviano. Não adianta tranqüilizar o povo com palavras. Tenho que tranqüilizar o povo com ações, prendendo mais bandidos, pondo mas polícia nas ruas”.

Creio que aí sim, está o “cerne da questão” – a cobrança incisiva e contínua por uma política de policiamento ostensivo, junto às autoridades, e não o “showmídia” antes visto de outras manifestações que, até então, não resultaram em nada para toda a população incauta.

Outrossim, a questão drogas é outro ponto que, há muito, “fora de controle” dos mecanismos de defesa social, requer cada vez mais a participação literal de toda a sociedade, frente aos problemas cada vez mais “dramáticos” no nosso dia-a-dia, o qual Niterói não pode capitular, tamanho o grau do flagelo disseminado por toda a cidade.

Ademais, vê-se que o consumo de drogas no município, atualmente, é acentuado e ninguém pode negar. A realidade esta aí, nua e crua e à prova não só das autoridades como de toda a população fluminense. E nunca é tarde lembrar que, “descriminalizar drogas, é o mesmo que chancelar sexo explícito em locais públicos – assim creio”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO comentarista tem toda razão. Com o golpe de marketing da criação das UPPs, não há mais PMs nas ruas. O efetivo da Polícia é pequeno. O Rio tem cerca de mil favelas. Se milhares de soldados são colocados nas UPPs de apenas 20 ou 30 das favelas cariocas, para gerar boas notícias nos jornais, é claro que faltará policiamento nas ruas, como está acontece em Niterói e em muitas outras cidades do Estado, como São Gonçalo, toda a Baixada Fluminense e inclusive na maioria dos bairros do próprio Rio. Esta é a realidade. No desespero, Sergio Cabral está aumentando o número de recrutas, mas não tem jeito. A criminalidade vem aumentando.

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