Você sabia o que Carlos Lacerda realmente pensava sobre direita e esquerda?

Resultado de imagem para carlos lacerda chargesCarmen Lins

Carlos Lacerda foi um grande governador do Rio de Janeiro. Construiu escolas, o aterro do Flamengo, idealizado por Lota Macedo Soares, abriu o Túnel Rebouças, trouxe água para a cidade através da Adutora de Gandu. Foi um dos líderes da Revolução de 64, mas soube se penitenciar quando entendeu que os militares não cumpririam a promessa de realizar eleições em 1966 e formou a Frente Ampla com JK e Jango. Foi cassado e quando apenas faltava um ano para readquirir seus direito politicos, morreu.

Mas em seu belíssimo livro “A Casa do Meu Avó” (elogiado por Carlos Drummond), ele diz” “nós começamos cedo e duramos pouco. Não vivemos muito, vivemos depressa” (página 42 de “A Casa do Meu Avô”).

DIREITA E ESQUERDA – Muito interessante, também, seu pensamento sobre direita e esquerda, em seu livro “Depoimento”, publicado um ano após sua morte.

“Eu nunca fui, em outras palavras, da esquerda festiva. Essa glória eu tenho, nunca pertenci à esquerda festiva, que inclusive é um fenômeno relativamente novo.

Eu nunca seria capaz de fazer o papel do Chico Buarque de Holanda, cuja música eu aprecio muito e cujo caráter não aprecio nada. Estou falando dele, mas não especialmente dele. Só citando um exemplo.

Digo isso porque é uma esquerda festiva que é contra um regime do qual ele vive, no qual se instala, do qual participa lindamente, maravilhosamente etc. Eu não conheço nenhum sacrifício que ele tenha feito senão a censura em suas músicas por suas idéias.

Agora, acho que se ele tem essas idéias, então seja coerente, viva essas idéias, viva de acordo com elas. Isso não é nenhum caso particular com o Chico. Estou apenas dando um exemplo. Enfim, tenho horror à esquerda festiva porque acho que é uma forma parasitária de declarar guerra a uma sociedade da qual se beneficia e participa integralmente.

Hoje em dia tenho muito medo da palavra esquerda, como tenho medo da palavra direita, porque acho que a evolução política do mundo confundiu muito essas noções. Antigamente, a gente sabia o que era um reacionário. Na Revolução Industrial, um reacionário era um lorde que vivia sem trabalhar, à custa do trabalho dos párias indianos e do trabalho de crianças de 12 anos nas fábricas de tecidos ou nas minas de carvão; então, esse era um reacionário. Um revolucionário era quem declarava guerra a tudo isso e que fazia qualquer sacrifício para acabar com aquela situação.  

Depois, numa certa época, um homem de esquerda era quem queria fazer certas reformas através da manifestação da vontade do povo: eleições livres, comícios, explicações ao povo – enfim, educação política do povo, debates, para chegar a determinadas posições reformistas, ou até mais radicais; enquanto um reacionário era quem não queria eleições, queria uma ditadura, queria uma elite dominante e uma massa obediente.

A partir de certa altura da evolução política do mundo, isso se embaralhou completamente: os reacionários querem eleições e a esquerda não as quer. Só as quer quando está fora do poder; quando está no poder, proíbe!

(Carlos Lacerda, no livro “Depoimento”. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1978, página 54)

39 thoughts on “Você sabia o que Carlos Lacerda realmente pensava sobre direita e esquerda?

  1. Um completo retardado, ajudou em muito, com o apoio da CIA, levar o país ao caos na sua ânsia pelo poder, um baba ovo do Roberto Marinho que lhe deu um programa de rádio de uma hora diária, naquela época a Tribuna da Imprensa vendia pouco mais de 5.000 exemplares dia, já a Ultima Hora ( com apoio$$ ) do governo vendia cerca de 100.000.
    Depois que foi chutado pelos militares, foi pedir perdão ao Jango e ao JK….
    Figura menor….

  2. Algumas observações de Lacerda sobre a política ainda são válidas. Na teoria ele era ótimo na prática se desnaturava. Tinha um certo orgulho de ser chamado de derrubador de presidentes. Uma personalidade complexa que só a história pode julgá-la.

    • Um puro oportunista :

      Em primeiro de julho de 1955, ou seja, já em plena conjuntura eleitoral para a sucessão do presidente Café Filho, Lacerda falava na Tribuna da Imprensa acerca de Jânio Quadros, o então governador de São Paulo. “ Ainda agora vemos essa manobra do aventureiro Jânio Quadros – personagem sinistro e lúgubre que só a insânia e o horror á personalidade que dominam os responsáveis pela vida nacional poderiam tolerar à frente de um
      movimento político […]
      249
      ”.
      Pouco anos depois, no final do mandato de Juscelino Kubitschek, em plena Convenção Nacional da UDN em março de 1959, Carlos Lacerda tornar-se-ia o principal defensor do apoio udenista para a campanha de Jânio Quadros. Na ocasião, o então deputado pelo Distrito Federal diria: “haverá algo mais udenista neste país do que a obra de Jânio Quadros em São Paulo?”

  3. Não sabia, não sei, e nem quero saber. O Brasil vive uma calamidade produzida por dois mentecaptos da política, por que me interessaria pelo que todos eses bostas pensam? Eu quero vê-los na corrente a comer o que até o urubu rejeita.

  4. Bela postagem, Carmen Lins.
    Simpatizei com os pontos de vista do Lacerda.
    Do pouco que eu sei dele, é que, na opinião do Mestre Hélio Fernandes, foi o maior orador da tribuna do Senado.
    Achei o comentário do Aquino mais pertinente que dos demais.
    Bom 2.017.

  5. 1.” Cada novo texto é, também, um novo universo. Para apreender o que o autor pretende transmitir, devemos estar abertos ao novo. Então, antes de iniciar a leitura, procure esquecer o que lhe disseram sobre o autor – as críticas e os elogios -, e aproxime-se do texto sem preconceitos.” (Ctrl+C Ctrl+V de http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/portugues/analise-e-interpretacao-de-textos.htm)

    2. Quanto ao autor, como Governador, encomendou o “Plano Doxiadis” que, com décadas de atraso, foi sendo mais ou menos implementado a um custo financeiro e social muito mais alto pois o caos urbano e viário já estava instalado. http://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/plano-doxiadis-previa-criacao-de-mais-de-400-quilometros-de-vias-expressas-10405668

  6. Orador como Lacerda, nunca mais. Tinha o dom da palavra, uma bela voz, culto e inteligente e sabia se expressar. O Brasil parava para ouví-lo. Muitos politicos de hoje, deveriam ouvir seus discursos.
    Muitos jovens de hoje não conhecem o politico, editor, administrador, escritor e jornalista que foi o Carlos Lacerda.
    Eu morava no Rio de Janeiro e senti na pele a falta d’água. Com Lacerda, fim da “lata d’água na cabeça/lá vai Maria/lá vai Maria…” (cantava Marlene). Modernizou o Rio, fez o Aterro do Flamengo, Túnel Rebouças (dito acima)

  7. Um ‘democrata’ …

    O editorial da Tribuna da Imprensa de 9 de novembro tinha como titulo “Nãopodem tomar posse”, e sentenciava de forma enfática:

    É preciso que fique claro que o presidente da Câmara não assumiu o Governo da
    República para preparar a posse dos srs. Juscelino Kubitscheck e João Goulart.
    Esses homens não podem tomar posse, não devem tomar posse, não tomarão
    posse […] A consciência nacional, o povo revoltado, as Forças Armadas
    mobilizadas pelo Brasil não permitirão, agora, que novo desvirtuamento se dê.
    Juscelino e Jango não podem tomar posse […]Este editorial era uma reedição daquele anterior, dedicado a Getúlio Vargas,quando da campanha presidencial de 1950. Insistindo novamente na herança getulista dachapa vencedora:

    Os gregórios continuam a ser os maiores conspiradores deste país. Conspiraram
    no governo Vargas, pela República Sindicalista, conspiraram no governo Café,
    pela restauração da oligarquia através de eleições fraudadas permitidas pela
    democracia poluída que foi mantida, por equívoco, em 24 de agosto

  8. Virgílio tem toda a razão, com relação ao Lacerda.
    Não se pode negar que Lacerda fez muitas obras importantes no Rio e Janeiro, não se pode negar que teve uma grande ajuda da Aliança para o Progresso, que em plena guerra fria os EUA, investiram nos governadores de estado amigos, mais importante do Brasil. Quanto as escolas, se não todas, mas a maioria foram feitas de madeira, o que pouca gente lembra.
    Politicamente, Lacerda era um golpista, tinha um desejo profundo de ser presidente e sabia que através de eleições não conseguiria. foi um dos maiores colaboradores do golpe de 64, e com a cassação dos grandes líderes políticos, o caminho estava aberto para se eleger, mas a ditadura teve continuidade e impediu eleições, levando por água abaixo o projeto do Lacerda, em chegar a presidência, o que o fez se transformar em inimigo da ditadura.
    Antes do aterro, havia um muro junto a baia de Guanabara, que era o ponto, de nós jovens de namoro.

    • Nélio Jacob, Lacerda não se achava “o dono da verdade”; ele era flexivel. Conta-se que houve o seguinte diálogo do encontro dele com JK em Lisboa:
      Lacerda estende a mão para JK e diz:
      Desculpe, Presidente, eu estava errado.
      JK sorrindo responde: Eu sei Lacerda, foi muito dificil governar contra a sua inteligência.

      Ele era explosivo quando lhe davam motivos, mas não era rancoroso. Dificil a gente compreender politicos que amem a Pátria, pelo retrato que temos hoje dele, mas Lacerda era um democrata que amava o Brasil.

  9. Contra ou a favor do Lacerda, mas o que ele disse do Chico Buarque é uma verdade.

    Chuta a direita, mas vive nela e dela.
    Esquerdista de bolso cheio. Cheio de dinheiro pego nas mamatas do PT, seu eterno refúgio, que sempre lhe reverenciou em troca de propaganda massiva.

    Em resumo, esse bom poeta e péssimo cantor, possui ideologia zero, ganância e esperteza dez.

  10. Prezada Carmen Lins,
    Meus parabéns,pelo excelente texto.
    Só dois pequenos reparos.
    1.Quem escreveu a biografia de Carlos Lacerda foi John W.F.Dulles ,em obra composta por 2 volumes.
    Augusto Nunes escreveu o texto final das memórias do jornalista Samuel Wainer,”Minha Razão de Viver ” .
    2. Quanto ao outro livro,ao qual você se refere intitula-se Depoimento e não Depoimentos.
    Grande abraço e mais uma vez meus sinceros parabéns pelo artigo,
    Werneck

    • José Carlos Werneck, obrigada pela correção. É Depoimento, sim, no singular. Livro que é mais uma biorafia da vida politica de Carlos Lacerda e de lições de História do Brasil, de uma época.

  11. Prezada Eva Dias,

    Temos de ter muito cuidado quando enveredamos por terrenos pantanosos, pois podemos cair em areia movediça.

    A questão sobre os judeus mortos na Segunda Guerra, volta e meia surge neste blog incomparável, repentinamente, sem que o tema tenha sido específico.

    Não entendo as razões pelas quais tentam contestar o número conhecido de seis milhões de mortos, que sabemos ser um dado estimativo, jamais exato, e que deve ser mesmo esta quantidade de gente imolada e vítima de perseguições e injustiças ao longo de centenas e centenas de anos, culminando na Segunda Guerra Mundial.

    Se foram ou não seis milhões de judeus mortos no maior conflito da história da humanidade, o caso é que a morte de uma pessoa já seria motivo suficiente para que qualquer guerra fosse definida como absurda, inexplicável e injustificável!

    Se não morreu esta quantidade anunciada de judeus, mas que tenham sido dois, três, cinco milhões, qual é a diferença para um número maior?!

    Significa que menos de seis milhões o sofrimento não foi válido?
    Menos de seis milhões não passaram por atrocidades indescritíveis?
    Menos de seis milhões não perderam os seus bens, não foram perseguidos e mortos covardemente?!
    Menos de seis milhões não foram exterminados de forma sádica e de maneiras as mais hediondas imaginadas por bestas humanas em, campos de concentração?
    Menos de seis milhões não foram mortos em câmaras de gás ou em fornos crematórios?!
    Menos de seis milhões não foram exterminados e, de seus corpos, extraídos os dentes, o cabelo, e muitos terem feitos como sabão?!
    Menos de seis milhões não padeceram indescritivelmente por dores atrozes com a perda de seus filhos?!
    Menos de seis milhões não foram transportados por trens, em vagões de carga, como se fossem animais, e muitos morreram neste translado sufocados ou por sede ou fome?!

    Tenho dezenas de livros sobre a Segunda Guerra Mundial, e me orgulho deste acervo, pois se trata de uma coleção excelente, que não me lembro faltar qualquer exemplar já escrito a respeito, de modo que eu a classifique como demasiadamente interessante e quase completa, evidentemente.

    Pois nenhum desses livros aponta um número exato de mortos na Segunda Guerra. Todos, sem exceção, apresentam uma quantidade de mortos e desaparecidos diferente, e a explicação é fácil, pois simplesmente é impossível uma quantidade exata porque milhões de pessoas foram pulverizadas pelas bombas, incineradas em incêndios, presas no fundo do mar pelos navios afundados, dilaceradas em pleno ar quando os aviões eram derrubados, fragmentadas quando um projétil de canhão lhes caia em cima, destroçadas por balas de tanques ou partidas em pedaços por projéteis de grosso calibre, além de milhares terem sido queimadas vivas por lança-chamas e incêndios dos prédios onde residiam!

    Ora, como se chegar a um número efetivo de mortos e desaparecidos desta forma, e não estou sequer imaginando a quantidade significativa de desertores entre os combatentes dos aliados e do Eixo, que jamais foram encontrados porque se estabeleceram em outros países e reconstruíram suas vidas!?

    Assim, respeitosamente, Eva Dias, precisamos antes de mais nada é reverenciar os mortos naquela guerra.

    Judeus, cristãos, muçulmanos, budistas, politeístas, ateus, xintoístas … morreram pessoas que professavam todas as religiões existentes, e vou te dizer o seguinte, para te deixar surpresa com a minha declaração:

    PARA NADA!!!

    A bestialidade humana não só não tem limites como jamais estancou, parou, foi interrompida!

    Imediatamente à destruição da Europa e parte da Ásia com o término da Segunda guerra, em 1.945, estouraram outras guerras, revoluções, revoltas, que até a data de hoje, 31 de dezembro de 2016, continuam deixando este mundo instável, sem paz, sem qualquer perspectiva sequer de a humanidade conhecer poucos anos sem conflito, calma, tranquila, desenvolvendo-se e progredindo.

    O homem animal não permite, desgraçadamente!

    Tenha ele os motivos que inventar, social, político, religioso, econômico, sempre buscará resolver as suas diferenças … matando, exterminando, eliminando!

    Seis milhões, um milhão cento e oitenta mil e duzentos, tanto faz!

    A verdade é que não deveria ter morrido ninguém, nenhuma pessoa! Todos deveriam ter sido respeitados, suas vidas preservadas, e as diferenças entre as nações resolvidas à base de diálogo e com intermediações.

    Finalizo, Eva, registrando outra questão, que permanentemente está na minha mente, que por mais que eu leia, estude, pesquise sobre a Segunda Guerra – volto a frisar sobre a quantidade de livros importantes que tenho comigo -, ela me sobressalta pela falta de resposta:

    Por que, cargas d’água, um povo culto, dotado de grandes conhecimentos, inteligência, organização, educado, brilhante, como o povo alemão, se deixou conduzir por um insano, QUE SEQUER ERA ALEMÃO, mas austríaco, que o levou à morte e quase desaparecimento completo, SEM QUE TIVESSE SIDO DESPOJADO DO CARGO DE CHANCELER OU, DEPOIS, COMO UM DOS RESPONSÁVEIS PELOS MILHÕES DE MORTOS NA SEGUNDA GUERRA, que tanto faz se existem registros em 70, 50, 65, 59, 82 milhões de mortos?!

    Por que este povo extraordinário se deixou envolver pelo discurso de um inconsequente, um ex-cabo do exército alemão, pois Hitler nem sargento foi na Primeira Guerra, mas um simples cabo, assim como eu fui na PE, na década de sessenta?!

    Pior:
    França, Inglaterra, os países que declararam guerra contra a Alemanha após esta invadir a Polônia, em 1º de setembro de 1.939, em face de um Tratado que havia entre essas três nações caso uma delas fosse agredida, tinham líderes muito inteligentes, sérios, equilibrados, e por que não tentaram demover o nazista de expandir o III Reich?!

    Conforme diz a lógica, nas guerras as maiores vítimas são a verdade e as … mães!

    Um abraço, Eva.
    Abandona esta questão de querer saber o número exato de judeus mortos naquele conflito. Morreu uma quantidade que JAMAIS deveria ter sido morto como foi, humilhante, hedionda, injustificável, que deixará até o fim dos tempos, indelevelmente, a bestialidade do ser humano!

    Um Feliz 2017!

    • Acho que tu não quiseste visitar o site que recomendei. Aí, sim, faria sentido conversar a respeito. A II Grande Guerra foi consequência da primeira, pois humilharam a Alemanha com o Tratado de Versailles, além das indenizações.

      Se tivesses a boa vontade de ler, verias que uma profecia deveria ser cumprida : “Tu retornarás à terra de Israel com menos seis milhões”. Ou seja, deveria ser inventado que seis milhões não voltaram porque “tinham sido assassinados”. Próximo passo: dominar silenciosamente o mundo todo (é bem mais difícil) para que se cumpra a profecia de que tudo será de Israel e o gentio será seu escravo.

      População da Alemanha : 67.000.000 de habitantes. Quantidade de judeus: 1% da população = 670.000 habitantes.

      Caramba, milhares de ciganos faleceram e só se fala de algo que jamais aconteceu. o tal “holocausto” ?

      Saúde e Paz !

      • Eva,

        Um dos maiores erros que se comete é este:
        Que a Segunda guerra foi a continuação da Primeira, sinal que não te prendeste muito em ler a respeito!

        As causas da Segunda Guerra foram várias, e pode-se afirmar categoricamente que este conflito teve várias datas para seu início:

        Invasão pela Itália, na Abissínia;
        Invasão japonesa, na Manchúria;
        Guerra Civil Espanhola, onde a Legião Condor, alemã, fez os seus primeiros exercícios e também usou os aviões Stuka;
        Anexação dos Sudetos …

        Houve vários fatos que culminariam com o 1º de setembro de 39, razão pela qual não foi a Alemanha nazista que deu sequência à Primeira Guerra – erro crasso, repito -, mas uma das nações responsáveis para que a guerra se tornasse global, e com motivos absolutamente diversos daquela.

        Compraste essa afirmação e a divulgas, sem maiores análises e cuidados, assim como os seis milhões de judeus mortos na Segunda Guerra, que contestas os fatos, as fotografias, os filmes reais, as descobertas dos campos de concentração e, mais, como comprovação do que escreves ser artificial:

        A palavra “holocausto” passou a ser usada depois da guerra, pois antes os nazistas atribuíam à questão judaica como Solução Final!

        Até 1,945, quando a Europa e Ásia estavam em conflito, não havia uma real dimensão das atrocidades, dos mortos, da destruição, dos horrores da guerra.

        Aos poucos, até mesmo os alemães que não foram para as frentes de batalhas, as crianças, mulheres, idosos, idosas, homens impossibilitados porque tetraplégicos ou paraplégicos … não sabiam dos campos de concentração!

        Quando os americanos, ao ingressar em solo alemão, desvendaram às populações esses campos de extermínio, a crueldade e os crimes hediondos cometidos, que não foram somente de ciganos, por favor, mas judeus, inimigos políticos, poetas, escritores, artistas, evidentemente a maior parte constituída de judeus, sim, os próprios alemães não acreditaram no que viram!

        Os campos na Alemanha eram os seguintes:
        Arbeistorf;
        Bergen-Belsen;
        Breitenau;
        Dachau;
        Buchenwald;
        Flossembürg;
        Landsberg;
        Hinzert;
        Langeistein Zwieberge;
        Malchow;
        Mittelbau-Dora;
        Neuengamme;
        Niederhagen;
        Oranienburg;
        Osthofen;
        Ravensbrück;
        Saschsenhausen.

        Ora, somente para prender ciganos??!!

        E, na Polônia – não podes negar o Gueto de Varsóvia, Eva, pelo amor de Deus -, o maior de todos, o mais terrível monumento à bestialidade em todos os tempos:
        Auschwitz-Birkenau, responsável pela morte de quase UM MILHÃO E E MEIO DE PESSOAS, a maioria absoluta de judeus!

        Também havia neste mesmo país:
        Belzec;
        Chelmno – matou mais de 340,000 pessoas!
        Gross-Rosen;
        KZ Lublin;
        PLaszów;
        Sobibór – matou mais de 200.000 pessoas;
        Stutthof;
        Treblinka, depois de Auschwitz, o maior, com 800.000 pessoas assassinadas.

        Certamente desconheces que, na Noruega, os nazistas tinham os seguintes campos de extermínio:
        Bardufoss;
        Bredvet;
        Falstadt;
        Grini;

        Outro terrível, que aniquilou mais de 700.000 pessoas, estava localizado na Croácia, Eva, e se chamava Jasenovac!

        Outro detalhe, que me surpreende teres apenas abordado a morte de ciganos:

        A União Soviética perdeu VINTE E QUATRO MILHÕES DE PESSOAS, sendo onze milhões de soldados e treze milhões de civis.

        Sabes a segunda nação que mais perdeu gente?
        China, com quase dezesseis milhões de habitantes, incluindo soldados e civis!

        A Alemanha perdeu quase nove milhões de pessoas, sendo sete em soldados e dois milhões entre civis!

        Os Estados Unidos perderam na Segunda Guerra cerca de 420.000 soldados!

        Os teus dados acima, 1% de judeus é totalmente falso, pelo fato que não foram os judeus que residiam na Alemanha os perseguidos e mortos, tão somente, mas os que moravam na Europa!

        Polônia, Itália, Áustria, Rússia, França, Alemanha …

        E que não tenham sido mortos os seis milhões, Eva, e daí?!

        Que diferença faz se o número for menor?

        O sofrimento dos que morreram não conta?
        As atrocidades que foram vítimas não é considerada?
        A injustiça, a dor, o padecimento, devem ser ignorados?

        Olha, me nego a discutir desta forma.

        Se a tua mente está assim delineada, lamento, mas lê mais a respeito, te informa, procura a verdade, e não te deixes levar por comentários falsos, eivados de ódio e preconceito!

        Olha, tenta encontrar a coleção editada pela Codex, em 1,960, logo que a guerra terminou, que é simplesmente notável e incomparável em fotos, denominada Segunda Guerra Mundial.

        Lê o livro que tem o mesmo título, de Anthony Beevor, onde irás constatar que as causas da Segunda Guerra não estão atreladas à sequência da primeira.

        Lê, por favor, Ascensão e Queda do III Reich, de Willam Shirer, 4 volumes, que te informarás sobre a origem do nazismo.

        Lê, também A Guerra do Mundo, de Niall Ferguson, um livro interessantíssimo sobre as causas da Segunda Guerra, que corrobora Beevor, quanto ao erro imperdoável que a Segunda foi a continuação da Primeira Guerra, mas aborda a complexidade européia em termos étnicos, principados, reinos, alianças, idiomas, economia, história e geografia!

        Te devolvo os votos de saúde e paz.
        Feliz 2017!

      • Não me importa o que pensam de mim ou daqueles que não são judeus, não me interessa!

        Agora, nego-me a ocultar ou aceitar que o genocídio não tenha acontecido porque alguns falsos “historiadores” divulgam as suas teorias absurdas, se a história, documentos, testemunhos, filmes da época, ruínas desses campos de extermínio ainda existentes, comprovam exatamente o contrário, o extermínio de judeus e inimigos do nazismo!

        Assim como podem pensar que sou um gentio, simplesmente não sou judeu, mas cristão, portanto, quero o bem para todos, só que os judeus professam a sua religião e eu a minha, sem ódios, preconceitos, diferenças, haja vista que somos todos seres humanos, sem distinção!

        Reitero um Feliz 2017.

  12. Embora não concordasse com ele,reconheço um ferino direitista .nunca mentiu! Tinha a coragem de se posicionar por seus pensamentos.sua tenacidade e tirocínio eram fulminantes.sua definição de direita e esquerda “festiva” é atual.só há esquerda socialista.a outra é a festiva creditem carlos lacerda será um nome que faz parte da história do brasil.

  13. Um outro comentário é que tive o privilegio de assistir seus discurso em 1958.quando meu pai também dep. Federal obrigava-me a acompanha-lo até a câmara de dep. No rio de janeiro para que eu fizesse os trabalhos escolares. Com 15 anos eu já admirava os grandes oradores.e ele era sem dúvidas uma pessoa que possuía um grande magnetismo em sua postura e em suas palavras.trago viva em minha memória.o episódio em que um determinado deputado do rgs com vasta cabeleira o interrompeu em um discurso na tribuna da seguinte forma:- vossa excelência neste discurso descabido árido como um deserto assim como sua calva,sem vegetação ou vida não poderá sustentar a tese sem cair em contradição…lacerda tranquilamente respondeu : -agradeço sua interferência! Considero um aparte embora não o tenha concedido. O senhor afirma que minha calva não tem a vegetação abundante da sua! Concluo concordando com suas palavras que não há nada que fertilize minha capilaridade. Em compensação para sustentar sua vasta cabeleira percebesse com a clareza inteligente na sua fala a fertilização que esta certamente no interior de sua cabeça. E que exala em sua palavras um mau cheiro característico do bom e abundante esterco do dejeto animal que ocupa todos os espaços do seu cérebro.

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