Voto obrigatório ou voluntário

A Folha fez pesquisa, (frágil como toda pesquisa) e comunica que “48 por cento dos eleitores são a favor do obrigatório, outros 48 a favor do facultativo”. Pelas manifestações aqui neste blog, a constatação parece ser mesmo essa.

O surpreendente é que o Datafolha ouviu “Cientistas Políticos” e não o povo. Ora, direis, ouvir estrelas, o que sabem ou o que podem dizer esses cavalheiros? Deviam ouvir nas ruas e do Brasil inteiro.

Aqui mesmo, muitos têm dito, sensatamente: “Se o voto for facultativo, muitos só irão votar se pagarem”. Outros também sensatos, exprimem convicções contrárias: “Se não houver obrigatoriedade, dos 130 milhões de eleitores inscritos, quantos comparecerão?”

Ser ou não ser, votar ou não votar?

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PS – Chagas Freitas, deputado três vezes, e depois “governador” duas vezes entre aspas, foi procurado por um amigo. Disse a ele: “Chagas, sou candidato a deputado federal, o que você me aconselha?”

PS2 – Chagas, com a autoridade de quem enganou Ademar de Barros e ficou com o seu jornal, iludindo depois a ditadura, respondeu-afirmando; “Olha, aqui no Rio, você pode arranjar aparições na televisão, notas em jornais, por aí”. E ficou em silêncio.

PS3 – O amigo, preocupado, perguntou, “e no interior?” Chagas imediatamente, sem hesitação: “No interior, só comprando”. Sabia isso, “de ciência própria”. Continua sendo assim até hoje.

PS4 – Só que a falta de autenticidade da representatividade, não tem base apenas no voto obrigatório ou facultativo. É preciso uma completa reforma política e eleitoral, que as cúpulas não farão.

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