Neymar pode ser fundamental e decidir as partidas mais complicadas da seleção

A reação do público ao nome de Neymar na Seleção Brasileira | VEJA

Se não chamasse Neymar, na certa Ancelotti seria vaiado

Vicente Limongi Netto

Enquanto a lista de Ancelotti não era divulgada, na festa organizada pela CBF no poético Museu do Amanhã, fomos reféns de um festival de bobagens e script medonho. Recordações de outras copas feitas com amadorismo oceânico. Sem graça. Público sonolento.

Entrou no palco o presidente da CBF, o jovem e sorridente Samir Xaud. Emocionado e otimista com o futuro da seleção. Com a melhoria das arbitragens e certo de que a seleção feminina também vai brilhar na copa do mundo em 2027, que será no Brasil.

PALAVRÓRIO – E o público estava impaciente. Cansado de palavrório.  Mais interessado na lista dos guerreiros do mister Carlo Ancelotti, nos nomes dos astros que irão a copa.  

Mestre de cerimônia, o experiente repórter Tino Marcos. Com blazer e gravata fora do tom. Melhor seria se tivesse ido de jeans e camisa da seleção. Brilhando no placo a presença bonita, sorridente e elegante da atriz Érica Januza. Um colírio para os olhos dos marmanjos. 

É claro que Neymar figuraria na lista do exigente Ancelotti. Sempre defendi a convocação dele. Mesmo que comece na reserva, Neymar tem técnica apurada para decidir o jogo em circunstâncias difíceis.  Com uma jogada muda o resultado do jogo. 

ALEGRIA ALHEIA – Neymar fora da copa faria a alegria dos adversários. Agora é hora de torcer. Gostemos ou não da lista dos meninos de Ancelotti. É o que temos. A safra é ruim. Sempre fui contra a vinda de técnico estrangeiro.  Sem necessidade. Temos bons profissionais.

Ancelotti ainda não ganhou nada. Mas já renovaram o contrato dele. Inacreditável. O italiano “mister” virou super homem. Tem uma missão difícil. Tomara que faça jus ao milionário salário, já renovado até copa de 2030.

A CBF, como sempre, oferece todo o conforto e segurança aos atletas convocados. São tratados a pão de ló. Hotéis exclusivos e maravilhosos, com centros de treinamento. Médicos, massagistas, fisioterapeutas, alimentação de primeiro mundo. Com todo este rosário de delícias, os torcedores esperam que os jogadores honrem a amarelinha. Joguem bem. Com fibra e personalidade. Tragam o hexa. Deixarão o povo feliz e agradecido. 

BAIXARIA – Tudo que a jornalista Ana Dubeux escreve é relevante. De interesse público. Na edição 17/05 a diretora de redação do Correio Braziliense observou, lamentando, “Se a pré-campanha está assim…”. 

Dubeux tem razão. A baixaria política começou cedo. Perturba nossos ouvidos. Agressões sustentam o noticiário. Candidatos preferem vociferar do que raciocinar. Navegam na estupidez. A jornalista acentua que “espero ouvir propostas reais e não apenas um palavrório repetitivo que não chega a lugar nenhum”.

Jovens estarão votando pela primeira vez nas eleições de outubro. Dubeux aconselha, enfatizando: “Precisamos depurar nosso olhar político, estudar as opções, buscar a verdade sempre, questionar, entender, de uma vez por todas, que o voto é o elo fundamental entre nós e o país que queremos”. 

3 thoughts on “Neymar pode ser fundamental e decidir as partidas mais complicadas da seleção

  1. A questão de Neymar é simples
    A mídia esquerdista anda distribuindo coices de porco pra lá e pra cá, nele.
    Alguns fariseus adotam a tese da Marta Suplicy, se o estupro é inevitável, relaxa e goza.
    Para qualquer lacrador amador ou profissional dar pedrada no Neymar é malhar o Judas sendo ateu.
    Sou flamenguista e digo que ele é bom de bola, aceitaria ele no meu time, as tabelinhas dele com Arrascaeta nos lembraria de Romário e Bebeto que ganharam a Copa.

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